cacwhere

O Pior do Esporte

In Uncategorized on 03/02/2010 at 19:07

Isso, Isso, Isso!

Brasileiro gosta mesmo é de futebol. Aquele jogado com os pés.

Sei que a definição é generalista, mas coloco as minhas mãos no fogo; funciona para 9 a cada 10 apaixonados por “esporte”.

Eles podem até ver a final da Superliga, ou ficar contente quando o Cielo ganha uma prova na natação. Mas o tempo passa, e o que fica é: paixão passageira.

Aquela paixonite que você tem por aquele seu coleguinha de classe, que antes mesmo do recreio já acabou.

É cruel, mas é a verdade.

Tirando os canais por assinatura que dedicam alguns (poucos) programas exclusivos para os outros esportes, o que domina e muito o espaço do esporte aqui no Brasil é o futebol.

Mesas-redondas, quadradas, triangulares, tem de todo formato.

Tem aquelas que mostram os gols da rodada, tem aquelas que só mostram os lances polêmicos, tem aquelas que só falam dos juízes, tem aquelas outras que também só falam dos juízes, tem aquelas especialistas em soltar bombas: Zidane jogará no Corinthians, Ronaldinho Gaúcho jogará pela Ferroviária, Garrincha ressuscitará e jogará com a camisa do Fluminense. E por aí vai….

A gente pode até não gostar, mas assiste. E assiste de novo, e de novo. E mais uma vez.

Cabe aqui um porém importante: a crítica aqui não é ao esporte em si (do qual eu sou um dos maiores fãs) e sim para a maneira que este esporte é tratado em comparação aos outros.

Sim, é uma questão de audiência. Sim, é uma questão cultural.

Mas sim, é uma questão pouco debatida, discutida, e qualquer outro D cabível por aqui.

Adoro futebol, mas assumo que cansa.

Tá certo que parte disso vem da frustração de mais um temporada frustrada do alviverde paulista, mas nada me deprime mais do que num início do ano, com as temporadas da F1 e da Nascar se aproximando, da semana do Super Bowl (simplesmente o maior evento esportivo que ocorre todo ano), Australian Open consagrando (mais uma vez) Roger Federer, e até mesmo dos escândalos envolvendo o número 1 do mundo do Golf, Tiger Woods, as mesas-redondas, programas esportivos e afins destinarem 874987397897543,74% do tempo para cobrir o futebol, e pior, os campeonatos estaduais.

Afinal, quem não gosta de assistir um maravilhoso Oeste x Monte Azul, Noroeste x Monte Vermelho, Leste x Montanha Verde, e outros clássicos deslumbrantes dos estaduais, isso pra ficar apenas no Campeonato Paulista, indiscutivelmente o estadual mais forte do país.

E quando há clássico, o que se debate? Os mesmos trocentos lances anulados, jogadas manjadas e opiniões parciais de grandes torcedores-jornalistas (né, Neto?).

E claro, vamos todos assistir, mesmo sabendo que os 4 grandes do Rio estarão nas semifinais do Carioca, que alguma matéria nos dirá o quão fenomenal o Ronaldo é (essa é pra você novamente, Neto!), e que alguma “estrela” decadente jurará amor por um clube aos 86 anos de idade, e ainda vai faturar míseros 10 milhões de reais por ano, valor que o PIB do Haiti não deve chegar nem perto.

É, o futebol pode ser muito legal. Mas a frustração, não.

E enquanto certos programas de TV continuarem a saturar meu horário de almoço com a possível lipoaspiração de um “atleta” “batalhador”, eu vou continuar agradecendo ao Silvio Santos pelas inúmeras doses diárias de Chaves.

Isso, isso, isso!

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