cacwhere

Wimbledon – Day XI

In tennis, Wimbledon on 02/07/2010 at 11:20

O torneio mais charmoso do circuito da ATP chega à sua fase final. Faltam agora três jogos para que Wimbledon coroe mais um campeão. E, teoricamente, temos 75% de chances de termos um campeão inédito no All England Club. Rafael Nadal, Tomas Berdych, Andy Murray e Novak Djokovic se enfrentam nas semi-finais, amanhã, por um prêmio que deixa no chinelo os 720 pontos e as 250,000 libras de recompensa para os que perdem nas meias-finais. Mas falemos sobre isso no próximo post, o que abordará as finais, tanto do masculino quanto do feminino.

Às semis, portanto, que o tempo urge e eu tenho ainda de preparar um post sobre as quartas-de-final da Copa do Mundo.

Nadal vs. Murray (H2H: 7-3)

Um clássico do tênis moderno, me atrevo a dizer. O líder do ranking mundial enfrenta o quarto colocado, que parece ter achado seu melhor tênis justamente quando mais se esperava: em Wimbledon. Murray vem jogando fácil, passando por seus adversários sem quaisquer dificuldades. Deixou, pelo caminho, nas duas ultimas fases, Sam Querrey, bom tenista americano e exímio sacador, e Jo-Wilfried Tsonga, perigoso tenista francês que desde que despontou, no Australian Open de dois anos atrás, ronda o top-10 e até já ganhou um Masters. Já Nadal é o famoso Touro Miúra. Não sou autoridade para comentar tênis tecnicamente, admito. Mas tento ser imparcial e mesmo não gostando do espanhol nutro grande admiração por Rafa. Nadal tem um grande físico – que às vezes é posto em dúvida – uma determinação maior ainda e uma raça típica dos espanhóis. O sucessor natural de Roger Federer passou sufoco pelo menos duas vezes nesse torneio: contra o jovem holandês Robin Haase, que chegou a ter a vantagem em sets, mas com uma leve contusão no pé – e não sei se ele culpou o problema físico pela derrota – acabou sofrendo a virada. Depois, mais cinco sets contra Petzscher, mas Nadal triunfou. Então veio o velho freguês, Mathieu, e uma vitória tranqüila. Nas quartas, Robin Soderling, único algoz de Nadal em Roland Garros, sueco em quem ninguém apostaria meia pataca furada um ano e meio atrás, chegou a vencer o primeiro set, mas perdeu os outros três e ficou pelo caminho, provando que um raio cai sim duas vezes no mesmo lugar. Mas não três ou quatro – como ficou provado na França e agora em Wimbledon. Nadal evoluiu muito ao longo do torneio, e agora parece seguro o suficiente para desbancar Murray diante de sua própria torcida. Dependendo do sobrinho de Miguel Ángel Nadal, os ingleses ficam mais um ano sem ver um tenista local vencendo Wimbledon.

Minha aposta: É mais torcida que uma aposta. Murray, em 4. Nadal não esconde que tem problemas no joelho – mas lida muito bem com eles, diga-se. Em 2010 não veremos o bi de Rafa nas quadras de grama.

‘Why so serious?’ Guy: Well, na verdade não estou com a menor vontade de palpitar nesse torneio que deveria ser de Andy Roddick. Quem vencer aqui leva a minha torcida para a final contra Djokovic. Que vai ser a minha aposta ali embaixo. Se BerdyBoy passar, tem a minha torcida, mas aí o favoritismo ficará para quem vencer esse confronto. Sem favoritos. Pra não ficar em cima do muro: Nadal em 5.

Djokovic vs. Berdych (H2H: 2-0)

Roddick perdeu para Lu que perdeu para Djokovic, que fez com que o dono do blog perdesse a cabeça e a vontade de assistir tênis. Ok, é entendível. Mas eu, pelo menos, tento ser um pouco mais imparcial, e não acho que minha análise será prejudicada por isso. Pois bem, vamos ao que interessa. Djokovic é outro que cresceu muito no torneio, conforme ia avançando para as próximas fases. Assim como em 2009, Nole não se acertou muito no começo da temporada, e piorou seus resultados o suficiente para que fosse contado como fora da disputa pelo troféu na Inglaterra. Ledo engano. Pois saindo da temporada do saibro, não mais escorre o pobre nariz balcânico do jogador mais bem humorado do circuito (e fico pensando se essa minha frase sofrerá censura). E as águas do final de junho, começo de julho, fazem bem ao sérvio, que reencontrou tênis para mantê-lo como segundo melhor tenista nas cinqüenta e duas semanas que separam a final de Wimbledon do ano passado para a deste ano. Sim, meus amigos, Federer perderá o segundo posto no ranking de entradas, atingindo sua pior posição desde 2003, quando eu tinha apenas onze aninhos e ainda assistia Digimon. Tudo isso porque Tomas Berdych voltou a derrotar o suíço, garantindo assim o direito de disputar com Djoker uma vaga na final do dia 4, dia da Independência. Berdych vem fazendo uma temporada louvável, obtendo grandes resultados nos três pisos: vice-campeão em Miami, semi-finalista em Roland Garros e novamente semi-finalista em Wimbledon. Parece que o eterno namorado de Lucie Safarova curtiu a sensação de estar entre os quatro melhores de um Slam. Que bom. Contra Djokovic, no entanto, o favoritismo fica do lado do number-two-to-be. Pena. Adoraria ver Berdych na final de um Slam. Só que também não sou bobo a ponto de achar que ele tem alguma chance contra Nadal ou Murray – porque não tem. Cravo que o campeão sai daquele lado da chave. Apenas um breve comentário que não posso deixar de fazer: Roddick tem motivos para se lamentar eternamente. Outra chance igual essa só em 2022. Pena. Mas a hora do americano ainda vai chegar.

Minha aposta: Hei de ser perdoado, mas aposto em Djokovic. Espero que ninguém fique nervoso comigo, nem estressado, nem me demite ou me bloqueie no Twitter. Mas não vejo como Berdych pode vencer. Aliás, até penso em um jeito, sim. Um alinhamento nos planetas faz com que o checo sonhe com antigos campeões da grama sagrada. O grandalhão desperta inspirado pelos saques de Krajicek e Ivanisevic, e repete as atuações do holandês e do croata, sem dar chances ao iugoslavo quando estiver sacando. Ainda, Berdych não pode ter medo de errar, ou segurar o braço, em momento algum durante a partida. Que desfira pancadas do primeiro ao último game, colocando Djoko sempre na defensiva. Ou arrisca precisas subidas à rede para executar voleios que dariam inveja a Sampras e Rafter. Por fim, não seria de todo mal se a grama de oito milímetros da Quadra Central guardasse um inseto britânico raro ao qual Djokovic é alérgico. O famoso quique irregular das quadras de grama também poderiam fazer com que Nole torcesse o pé e fosse forçado a abandonar a partida. Em cima de uma maca. Para o delírio do dono do blog. Focando mais na realidade, Djokovic entrando em quadra da mesma maneira que entrou em sua estréia, contra Olivier Rochus, igualaria as forças. Em condições normais, no entanto, não vejo o sérvio fora da decisão. E que Berdych se dê por satisfeito se conseguir arrancar um set, num hipotético tie-break.

‘Why so serious?’ Guy: Torço para BerdyBoy levar, mas acho que Djokovic leva em 4 difíceis sets. Espero errar. Mesmo.

Teremos amanhã, sexta-feira, além das semi-finais de Wimbledon, Brasil vs. Holanda pelas Quartas da Copa do Mundo. O que vocês, leitores fanáticos pelo estilo despojado do SportsTour vão preferir? Minha resposta, evidentemente, é a cama. (Nota do Editor: Demitido!)

E vai Holanda.

Nascido na Sérvia, Pedro Liguori é colaborador do SportsTour desde a época em que Federer era dois do mundo. Admirador de Wimbledon e de vacas leiteiras, torcerá por uma final entre Murray e Berdych.

ST Team!😉

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: