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NFL – Preview NFC West

In NFL on 21/07/2010 at 00:03

Photo: Google Images

E as estréias não param no Sports Tour!

É com muito orgulho que eu, Pedro Liguori, anuncio a vocês que consegui fazer com que o dono do site assinasse um contrato para uma nova série no Sports Tour.

Para quem está tendo o primeiro contato com a NFL pelo SportsTour, tenho duas coisas a falar. A primeira, é um muito obrigado. A segunda é uma explicação. Os 32 times são divididos em 2 conferências de 16 times cada (American Football Conference, AFC e National Football Conference, NFC), que, por sua vez, são subdivididas em 4 divisões de 4 times cada (North, South, East, West). Pode parecer complicado no começo, mas com o tempo vocês se acostumam.

Foi de comum acordo que decidimos iniciar pela NFC West. Aproveitem!

Para continuar no topo…

Leinart is the new Cardinals QB // Photo: NFL.com

Arizona Cardinals

Ano passado: Campeão de divisão, com 10 vitórias e 6 derrotas. Eliminado pelo New Orleans Saints nas semi-finais de conferência

Atuais bi-campeões de divisão, o Arizona Cardinals passou por um processo de reformulação após o fim da última temporada. Perdeu jogadores importantes, como Karlos Dansby, para Miami e o Safety Antrel Rolle, para o New York Giants, além do Wide-Receiver Anquan Boldin para o Baltimore Ravens e o excelente quarterback Kurt Warner para a aposentadoria.

Para compensar, o Arizona, do técnico Ken Whisenhunt trouxe Derek Anderson, responsável pela última campanha respeitável do Cleveland Browns, para competir com o canhoto Matt Leinart pelo posto de Quarterback titular. Além disso, Arizona assinou com o Guard de Pro-Bowl, Alan Faneca, ex-Jets, além do também ex-Jets Jay Feely, kicker, para o lugar de Neil Rackers, que teve o melhor aproveitamento dentre todos os chutadores da liga na última temporada, e agora partiu para Houston.

Tirando as perdas, falemos do futuro dos Cardinals. Larry Fitzgerald – na minha humilde opinião o melhor Recebedor da Liga – continua no time, como um dos mais respeitados jogadores do elenco. Também no time de Receivers, Whisenhunt conta com Steve Breaston e do novato Andre Roberts, terceira escolha do draft do time de Phoenix. Caso opte por correr, Arizona conta com Tim Hightower, em seu segundo ano na liga, e Beanie Wells, ambos grandes jogadores.

Se puder opinar, digo que Arizona já não mais assusta como nos últimos dois anos, mas mesmo assim tem um bom time – o problema são os quarterbacks. É bom esperar para ver o comportamento de Matt Leinart, em sua primeira temporada como titular, ou até mesmo de Derek Anderson, que vinha se revezando com Brady Quinn como titular em Cleveland. Solucionados esses problemas, o Cardinals é mais uma vez favorito a faturar a divisão – que por sinal é uma das mais fracas de toda a NFL.

Meu passado…: Sua fundação como clube amador em Chicago, em 1898, faz do Arizona Cardinals a mais antiga franquia da NFL – e, nem por isso, uma das mais tradicionais e gloriosas. A franquia já foi realocada por três vezes: até 1959, eram os Chicago Cardinals. Em 1960 – primeiro ano da fusão NFL-AFL (assunto para outro dia) – se mudaram para St. Louis, onde jogaram por 28 anos, até se mudarem outra vez, para Phoenix, onde estão até hoje – no entanto, uma mudança na nomenclatura fez com que os Phoenix Cardinals virassem o Arizona Cardinals.

Em todos esse ano de liga, apenas por uma vez os Cards foram campeões: em 1925, muito antes da NFL ser organizada com é hoje, num ato controverso – outra vez, papo para outro dia. Historicamente uma das piores franquias de todos os tempos, foi necessária a chegada de Kurt Warner – campeão do Superbowl em 2000, pelo St. Louis Rams – para que Arizona tivesse um time de ponta. Em 2008-9, chegaram às finais, quando foram derrotados pelo Pittsburgh Steelers, em um dos jogos mais emocionantes do Superbowl. Na última temporada, após alcançarem um recorde de 10-6 na temporada regular, venceram os Packers na prorrogação, na Wildcard Weekend, e enfrentaram os futuros campeões, o New Orleans Saints, nas semifinais de conferência, quando perderam, na despedida de Kurt Warner da liga.

Títulos: 1925

O tempo bom, que não volta… nunca mais?

49ers: 8-8 in 2009 // Photo: NFL.com

San Francisco 49ers

Ano passado: 2ndo na NFC West, 8 vitórias e 8 derrotas. Não se classificou para os playoffs.

Quem te viu, quem te vê. Se algum fanático pelo football tivesse entrado em coma nos anos 80 e acordado apenas em 2010, se espantaria ao ver o que o destino fizera com San Francisco, uma das melhores franquias de todos os tempos da NFL. E olha que em 2009-10 as coisas foram um pouquinho melhores do que nos últimos anos – o que não quer dizer muito, se você olha no espelho e vê Joe Montana e Steve Young.

Em 2009 os 49ers ficaram fora dos playoffs, mas com um retrospecto não-negativo – embora um 8-8 não possa ser considerado uma temporada vitoriosa. Talvez o maior feito daquele 49ers tenha sido as duas vitórias sobre o poderoso Cardinals, conseguidas graças aos turnovers do time de Arizona e as boas corridas de Frank Gore. E é bem nisso que San Francisco se apóia para essa temporada.

Com um draft que priorizou o setor defensivo, San Francisco volta apostar no jogo corrido – o melhor remédio para quem tem um quarterback que não inspira muita confiança, como é o caso de Alex Smith, 1st round pick do Draft de 2005 que até hoje não justificou o bom salário (todo salário da NFL é bom) – de Frank Gore, além de ter um bom Wide-receiver, Mike Crabtree, em sua segunda temporada na NFL.

Vejo o San Francisco como a segunda força da divisão, ainda um pouco atrás dos Cardinals. Tem boas chances de voltar a ter uma temporada vitoriosa. No entanto, ir aos playoffs já é outra história. E, se for, corre o risco de levar uma bela duma bordoada.

Meu passado…: Poucos times, em todas as Ligas de todos os esportes do planeta podem se orgulhar de ter um passado tão glorioso quanto o San Francisco 49ers. Dominadores absolutos da década de 80, que refletiu em um grande time nos anos 90, por duas décadas os ‘Niners tiveram o maior número de vitórias dentre todos os times da Liga. E isso se deveu, claro, a grande geração, liderada por Joe Montana, um dos melhores quarterbacks de todos os tempos, e seu sucessor, Steve Young.

Nos anos 1980, não teve para ninguém: quatro títulos. Com o triunfo em 1994, sobre o San Diego Chargers, os BayBombers se tornaram os maiores vencedores de Superbowl – depois sendo igualados pelo Dallas Cowboys e superados pelo Pittsburgh Steelers. San Francisco também detém o recorde de ter chegado a cinco finais da Liga – e vencido todas.

Após a aposentadoria de Steve Young, no entanto, o mais próximo de um grande líder que os auri-rubros tiveram foi Jeff Garcia. Até hoje os californianos tentam recobrar seu posto entre os principais times na liga, mas ainda estão longe do patamar de trinta anos atrás.

Títulos: 1981, 1984, 1988, 1989 e 1994 (Superbowl XVI, XIX, XXIII, XIV e XXIX)

5 anos e 1 sonho

Seattle is looking for another run to the SB // Photo: NFL.com

Seattle Seahawks

Ano passado: 5-11, terceiro na NFC West.

O Qwest Field, em Seattle, ostenta, para o mundo, pinturas nas arquibancadas que cantam glórias passadas do Seattle Seahawks. A maior delas, indiscutivelmente, é o título de Conferência de 2005, que levou o time de Washington para o Superbowl XL, no qual foram superados pelo Pittsburgh Steelers.

5 anos depois, a esperança de Seattle se concentra no técnico Pete Carroll, ex-USC, que experiência e bagagem tem para levar os Seahawks, pelo menos, de volta aos playoffs.

Comandados pelo experiente quarterback Matt Hasselback, o Seattle tem como principal jogador ofensivo o Wide-receiver TJ Houshmandzadeh, além dos Running backs Leon Washington e Julius Jones. A principal aposta de Seattle para reforçar a defesa chama-se Russell Okung, Tackle da USC, primeira escolha do time do estado litorâneo no último Draft.

Para mim, Seattle anda numa linha tênue. Pode tanto brigar para ser a segunda força com San Francisco – embora largue um pouco atrás – quanto pode, também, disputar a lanterna com os Rams. A verdade é que ter Charlie Whitehurst e J.P. Losman como quarterbacks reserva não deve animar o já velho, porém simpático, carequinha Matt Hasselback – tampouco os fãs dos Hawks.

Meu passado…: Fundado em 1976, entrou na liga como time de expansão junto com o Tampa Bay Buccaneers. É o único time a ter jogado pelas duas conferências da NFL: foi membro da AFC West até 2002, quando da entrada do Houston Texans, o que causou um reagrupamento das divisões, fazendo com que Seattle fosse transferido para a NFC West, divisão da qual faz parte até hoje, e onde conquistou seus mais importantes feitos.

Com dez participações nos playoffs, venceu sua divisão por seis vezes – em 1988 e 1999, na AFC West, e em 2004, 2005, 2006 e 2007 na NFC West.

Chegou ao Superbowl XL, em 2006, quando perdeu para o tradicional Pittsburgh Steelers. Desde 2007 não vai aos playoffs.

Olhando para o futuro

Sam Bradford, Overall Pick number 1, is the Rams' biggest hope // Photo: NFL.com

St. Louis Rams

Ano passado: 1-15. Último na NFC West, pior time da Liga.

Nos últimos dois anos, o St. Louis Rams obteve apenas três vitórias. Na última temporada, apenas uma, o que fez o time ser o pior da Liga. Como conseqüência, recebeu a primeira escolha geral do Draft e, com ela, o bem cotado quarterback de Oklahoma, Sam Bradford. Escolhendo o número 8 para sua camisa, Bradford remeteu a outro grande quarterback, também selecionado como primeira escolha no geral de seu draft: Troy Aikman, um dos maiores atletas do Dallas Cowboys, vencedor de 3 Superbowls. Não sei se os torcedores em St. Louis são supersticiosos, mas garanto que se o jovem Bradford igualar Kurt Warner – melhor passador da história do time do Missouri – esses mesmos fãs irão abrir um grande sorriso.

É verdade que um quarterback sozinho não ganha jogo – mas é muito mais fácil construir uma equipe vitoriosa sem ter que depender de Marc Bulger e Keith Null. Pensando nisso, os Rams trouxeram Bobby Carpenter, ex-Dallas Cowboys, em troca por Alex Barron. O time de St. Louis também conta, no Roster, com o experiente Stephen Jackson, exímio corredor, e dizem que Brian Westbrook, ex-Eagles, pode vir. Como recebedores, nenhum grande nome, e muitos novatos.

Para reviver os tempos de glória de Kurt Warner, quando os Rams venceram o Superbowl, o time do Missouri aposta em uma renovação. E é por isso, que, na minha opinião, e o Marcos irá discordar, o St. Louis Rams é um time para se ficar de olho no futuro.

Meu passado…: Assim como os Cardinals, o Rams não nasceu em St. Louis, mas sim em Ohio, mais precisamente como Cleveland Rams, em 1936, como parte da AFL – depois se transferindo para a NFL, no ano seguinte, onde permanecem até hoje.

Após 9 anos em Cleveland, em 1946, os Rams foram jogar em Los Angeles, onde ficaram até 1994, conquistando a divisão por nove vezes e indo aos playoffs regularmente. A partir de 1995, St. Louis voltou a ter um time de football, dessa vez com os Rams preenchendo a lacuna deixada pelos Cardinals desde sua transferência para o Arizona.

Foi em St. Louis que os Rams atingiram a glória máxima – o título do Superbowl XXXIV, em 2000, após baterem o Tennessee Titans na final.

Em seus 74 anos de história, os Rams conquistaram 3 títulos da Liga – em 1945, 1951, e o Superbowl XXXIV, na temporada 99-2000 – além de seis títulos de conferencia – o primeiro em 1950 e o último em 2001 – e 15 títulos de divisão, incluindo o heptacampeonato da NFC West entre 1973 e 1979. Por fim, os Rams foram aos playoffs da NFL por 27 vezes, sendo a última em 2003

Títulos: 1945, 1951, 1999 (Superbowl XXXIV)

That’s it. Espero que tenham gostado!

P. L.

ST Team!😉

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