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All the love, Lena

In tennis on 29/10/2010 at 14:28

Eu sempre gostei muito de Elena Dementieva. Muito, apesar de não ser um grande fã da WTA.

Nunca escondi minha decepção com a nova safra de tenistas que em meados dos anos 2000 encheu as quadras de pancadas, balões e gritos. Mas não importava, ali estava Elena Dementieva.

Bonita, graciosa, elegante, tenista e pessoa de classe. Talentosa, sim, muito talentosa. Fator que nunca pôde ser medido pelo número de Grand Slams que ela (não) ganhou, mas podia, simplesmente, pela maneira que ela enfrentava cada uma dessas grandes derrotas.

Duas vezes finalista de majors em 2004, perdeu para uma inexpressiva Myskina em Roland Garros e para uma talentosa (mas convenhamos, sem-graça) Kuznetsova no US Open. Sem esquecer de sua semifinal contra Serena Williams em Wimbledon/09, onde a russa e a americana fizeram uma das mais espetaculares partidas da história recente do tênis. Dementieva teve match-point, perdeu o ponto, o jogo, mas não sua graciosidade.

Muitas tenistas do circuito diziam constantemente que Dementieva era sua jogadora preferida, a mais doce, a mais apoixonada pelo que fazia.

E aqui o mundo há de concordar integralmente. Sua paixão pelo esporte e por seu país era visível, louvável, digna de emocionar o mais gélido coração dos apaixonados por tênis. Não por menos, suas maiores vitórias na carreira, as medalhas de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Beijing e Sydney e a conquista da Fed Cup, foram conquistadas defendendo não seu nome, mas o nome de seu país.

Ela tinha a beleza, mas não precisou usufruir dela, tinha o talento, e nem por isso ganhou tudo o que se esperava dela, tinha a paixão e não há palavras que possam traduzir essa paixão. Ela amava o que fazia e nós a amávamos por isso.

 

Dementieva chegou a 4 finais de Grand Slam (2 simples, 2 duplas) foi número 3 do mundo durante 5 semanas, número 5 de duplas, e durante 11 anos disputou de igual pra igual com as melhores do mundo, tendo encerrado a carreira com 16 títulos de simples, número 9 do mundo. Talentosa como poucas, Dementieva tinhas seus defeitos (o saque? a companhia da  mãe?), mas eles contribuíram para que eu gostasse cada vez mais dela. Tenho certeza que muitos de vocês também. Saiu no auge, como uma dama, como o grande ser humano que sempre foi.

Eu espero que você volte, Dementieva. Mas se não voltar, saiba que sentirei muito a sua falta.

All the Love, Lena.

 

 

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