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Archive for the ‘tennis’ Category

US Open: Now Playing

In tennis on 28/08/2011 at 22:25

There’s nothing like music.
Ou na tradução muito pessoal (e nada literal) de Luciano Huck: “SOLTA O SOM!”.
E é isso que vamos fazer hoje. Assumiremos o papel de DJ’s do US Open (o quarto e último Grand Slam da temporada) para mudar um pouco o panorama musical do evento. Cada tenista com a sua música, até mesmo porque aquele ‘I Gotta Feeling’ que toca em todos os intervalos já deu, né? E como deu.


Rafael Nadal

Tá com saudades do número 1, Rafinha? Essa é a nossa homenagem pra você…

You’re My Number 1 (Enrique Iglesias)


Novak Djokovic

Glutinho tá todo saltitante… se sentindo o último pacote de Oreo no meio do furacão Irene.

I Feel Pretty (West Side Story)


Andy Murray

Quando você acha que agora vai, ele resolve ficar. Quando você desiste, ele vai lá e ganha um Masters. Assim não dá.

You Drive me Crazy (Britney Spears)


Roger Federer

Também conhecido como ‘chocolate engomadinho’ ou destruidor de sonhos por essas terras. Depois de anos ouvindo o tema de Darth Vader cada vez que o suíço pisava em quadra, resolvi que ele precisava de músicas novas. Músicas?

É isso mesmo. Eu gosto TANTO do suíço, que ele merece uma playlist só pra ele. É tudo questão de ponto de vista…


Federer by @cacwhere

Simpathy for the Devil (Rolling Stones)


Federer by Dacio Campos

The Lion Sleeps Tonight ( O Rei Leão da Montanha)


Federer by Tsonga, Berdych…

Grandpa, Tell Me Bout the Good Old Days (The Judds)


Andy Roddick

TNT! I’m Dynamite… TNT… Oops, estraguei a surpresa. Vê se não explode com o árbitro esse ano, A-Rod!

T.N.T (AC/DC)


Robin Soderling

Pode odiar que ele agüenta.

Hate on Me (Jill Scott)


Mardy Fish

O seed 8 tem um exército de 7 grandes jogadores pelas frentes… ok, é só porque eu gosto MUITO dessa música mesmo. Vai Fish!

Seven Nation Army (The White Stripes)


Gael Monfils

(…)

Circus Theme Song


Mikhail Youzhny

Queremos o nosso Major badass de volta… RIGHT NOW!

Soldier (Destiny’s Child)


Fernando Verdasco

Ele bem que tá precisando de uma ajudinha…

Help (The Beatles)


Victor Hanescu

Porque ele precisa sorrir uma vez na vida, né?

Smile (Charlie Chaplin)


Radek Stepanek

Existe uma música melhor pra anunciar a chegada do Galã de Praga do que essa?

Sensual Seduction (Snoop Dogg)


Serena Williams

A favorita ao título tem tudo pra fazer o torneio parecer…

Easy (Faith No More)


Mas a música escolhida para Serena no torneio é essa…

Baby Got Back (Sir Mix a Lot)


Caroline Wozniacki

Mostra pra eles que você não se importa, Carol…

Best Thing I Never Had (Beyonce)


… que eu mostro o que eu acho do seu casinho com o Rory…

Bad Romance (Lady Gaga)


Maria Sharapova

Oh Maria, Maria… com direito a um gemidinho, pra ficar mais real.

Maria, Maria (Santana)


Ana Ivanovic

Todo mundo sonhando beeeeeeeeeeem alto.

Dream On (Aerosmith)


Vera Zvonareva

Até hoje me pergunto se existe alguém mais bonita chorando. Ou sem chorar mesmo.

Cry me a River (Justin Timberlake)


Marion Bartoli

Gostosura pura.

Fergalicious (Fergie)


Francesca Schiavone

Porque essa é única música italiana que eu conheço…

Volare (Gipsy Kings)


Li Na

Porque essa é a única música chinesa que eu conheço… Ok, mentira. Eu ‘googlei’ e caiu nisso.

Chinese Song


Samantha Stosur

Só porque essa música é boa demais. E ela merece.

Sam’s Town (The Killers)


Victoria Azarenka

Os dias em que Azarenka deixará de ser aquela garotinha que vive desmaiando em quadra estão pra acabar? Acho que não…

Free Fallin’ (Tom Petty)


Lucie Safarova

Dizem algumas línguas que Safarova deu um pé na bunda do Berdych. Se dizem…

I Want to Break Free (Queen)


Kim Clijsters

Poxa.

When You’re Gone (Avril Lavigne)

 

E para acabar, o maior clichê de todos. Porque não dava pra falar de música e New York sem citar o grande mestre Frank Sinatra. E o melhor: no estilo karaokê!

Todo mundo canta junto!

 

“Start spreading the news… I’m leaving today; I want to be a part of it… New York, New Yooooooooork!


ST Team! 😉

50 Best Commercials (Tennis Players)

In tennis on 17/02/2011 at 23:34

Algumas semanas atrás, durante uma conversa com os amigos (fracos) Mario Sérgio e Marília Nunes, resolvi fuçar meu arquivo de comerciais (velha paixão) para rever todos os filmes com tenistas. Vídeo aqui, outro ali… tive a (brilhante) ideia de fazer uma seleção dos 50 (!!) melhores comerciais de tênis.

Obviamente a lista contém suas peculiaridades. O filme pode estar no topo por ser bonito, bem feito, engraçado, tosco (quem é que não ama um filme trash, hã?) ou pela presença da Anna Kournikova (rs). Aqui não estão sendo analisadas as produções das agências de propaganda, então não levem tão a sério a lista, ok? Ah, e se não está no youtube, eu não tenho culpa, viu?

Mais uma observação importante: não é todo tenista que faz comercial e possui grandes contratos com grandes marcas, logo, é natural vermos um grande número de comerciais de Federer, Nadal, Roddick, Sharapova, Serena e Kournikova. Seja pelas vitórias, pela personalidade ou pela beleza, esses atletas fizeram jus ao que conquistaram.

Muita coisa boa ficou de fora e alguns vídeos questionáveis entraram, mas como eu sou o dono da bagaça, eu posso, né? (rs)

Vamos à lista?

50) Steffi Graf (Rexona)

A alemã estrela aqui um comercial de Rexona, marca do grupo anglo-holandês Unilever. Cheio de efeitos especiais, vale a pena ver uma garota propaganda não muito comum para esse tipo de produto: uma tenista que não é jovem e que não faz parte do grupo de ‘tenistas-modelos’.

49) Ana Ivanovic (Aqua Viva)

O comercial não teria nenhum destaque não fosse a presença de… Ana Ivanovic. Ahhh, Ivanovic… haha. Performance de Oscar para a sérvia. E essa cesta de 3, hã? Tô esperando o dia em que ela trocará a WTA pela NBA.

48) Roger Federer (Mercedes-Benz)

Ai, ai, ai…  até os gênios fazem tosqueiras. Vale a pena assistir Federer em atuação que renderia pelo menos uma vaga de apresentador do Polishop pro suíço. “I liked too”.

47) Mario Ancic e Ivan Ljubicic (VipNet)

Os croatas estrelam um comercial ‘engraçadinho’ da marca VipNet. Vale pelo ‘pedala’ que o Ljubicic leva no fim do vídeo.

46) Venus Williams e Serena Williams (Avon)

As irmãs estrelam essa campanha da marca francesa de cosméticos, mas poderia muito bem ser o novo vídeo do Filtro Solar.

45) Steffi Graf e Andre Agassi (T-Mobile)

Esse é apenas um dos inúmeros comerciais ‘bonitinhos’ que o casal fez junto. Optei por colocar o da T-Mobile por ter Steffi Graf interagindo com o que eu suponho que seja uma tentativa de retratar o ‘abominável homem das neves’.

44) Rafael Nadal (Cola Cao)

Esse comercial é muito ruim. Mas muito, muito, muito ruim mesmo. E é por isso que fica bom! A voz do Nadal saiu esganiçada, mas é um daqueles vídeos toscos das antigas que a gente sempre gosta de ver.

43) Mario Ancic (VipNet)

Super Mario estrela sozinho esse filme da VipNet. A velha história da inspiração dos grandes ídolos do esporte (Owens, Spitz)… mas vale a pena ver. E é o Mario Ancic – melhor croata de todos os tempos! (rs)

42) Novak Djokovic (Head)

Não há comercial mais brega do que esse. Nem por isso deixa de ser engraçado. O timing foi péssimo (lançado na polêmica decisão de troca de raquete do sérvio para o Australian Open), mas ele tem a assinatura de Novak Djokovic. Manda bala, garanhão!

41) Pete Sampras e Andre Agassi (Nike)

Never Ending Tennis da Nike. O primeiro dos muitos comerciais estrelando a dupla aqui na nossa lista. A Nike fez um ótimo trabalho colocando dois dos melhores jogadores de tênis frente a frente, nesse vídeo que lembra muito o que viria a ser o famoso confronto entre Isner e Mahut. “Great, more tennis… super!”

40) Fernando Verdasco (Head & Shoulder)

Lembra quando eu disse que não tinha um comercial mais brega do que aquele da Head com o Novak Djokovic? Então, esse daqui é uma espécie de vice-campeão. “Fernando, ¿qué tienes en la cabeza? Concentración” Eu gostaria muito de tirar essas falas da cabeça. Mas tá difícil, viu?

39) Anna Kournikova (Adidas)

Anna Kournikova para a alemã Adidas. E é basicamente isso que vocês precisam saber.

38) Roger Federer (NetJet) e Roger Federer (Nike)

Duplinha de comerciais de Federer aqui. O primeiro homenageia a conquista do 14º Grand Slam (Roland Garros). O segundo, a conquista do 15º Grand Slam em Wimbledon, com participações especiais de gente ‘pouco’ vencedora. Um mimo ao ego dos amigos fãs do suíço.

37) Taylor Dent e… (Genworth Financial)

Taylor Dent troca bolas com um garotinho. O filme da Genworth Financial faz parte daquele grupo de comerciais engraçadinhos e tem a ilustre presença de 2 gênios das quadras. Não posso falar quem pra não estragar a ‘surpresinha’ do filme… (rs).

36) Andy Roddick (Powerade)

Aqui o que vale é o buzz. Até hoje tem gente que acredita que esse saque foi real. Muito graças a um espertinho que postou o vídeo editando a parte que apresentava o produto.

35) Deus (Prince)

Uma brincadeira da Prince em um comercial que não foi muito bem recebido e acabou sendo banido em várias praças.

34) Agassi, Red Hot Chili Peppers (Nike)

“Old, but gold”. Um clássico do rei dos comerciais na década de 90.

33) Roger Federer (Nike)

‘A Champion Never Sleeps’. Um dos filmes mais famosos de Federer para a gigante americana. É só clicar e se divertir com esse suíço do barulho aprontando altas confusões!

32) Marat Safin, Andy Roddick e Bryan Bros (Legg Mason Tennis Classic)

O video pra promover a edição 2007 do torneio é simples, mas tem Safin, Roddick e os Bryans. Enquanto os americanos divulgam o torneio, colocaram o russo pra conquistar o público feminino. Vocês é que me respondem, valeu a pena?

31) Pete Sampras e Andre Agassi (Nike)

É um dos meus vídeos preferidos. Só não está em uma posição mais alta na lista por um motivo que vocês saberão mais pra frente. Aqui você conhece um pouco mais sobre Agassi e Sampras através de depoimentos de seus familiares.

30) Monica Selles (Nike)

Monica Selles pagando de gatinha em uma versão feminina de Batman/James Bond. É o suficiente, não?

29) Maria Sharapova e Roger Federer (SportsCenter)

A campanha ‘This is SportsCenter’ está entre as mais bem sucedidas do mundo e já teve a participação de centenas de atletas e personalidades do esporte. Penso em, futuramente, compartilhar os melhores com vocês. Enquanto isso fiquem com os filmes estrelados por Maria Sharapova e Roger Federer. Como o roteiro é basicamente o mesmo dá até pra comparar as atuações.

28) Roger Federer (US Open Series)

Federer mostra toda sua classe e ensina como fazer o famoso Gran Willy. Um dos melhores da campanha ‘It Must be’.

27) Anna Kournikova (BMW)

O mote é bem conhecido: carro ou mulher? Mas e quando a escolha é entre BMW e Anna Kournikova?

26) Richard Gasquet (Head & Shoulders)

Verdasco não foi o único tenista a estrelar um comercial do tradicional shampoo. Gasquet também já mostrou suas habilidades jogando futebol e videogame para a H&S. E essa cara de garanhão, hã? (rs)

25) Serena Williams e Andy Roddick (US Open Series)

Mais um da campanha ‘It Must be’ para a US Open Series. Roddick e Serena (que são grandes amigos fora da quadra) dizem o que os fazem gostar tanto do twitter. “like… eating”.

24) Serena Williams (Nike)

Um dos melhores comerciais da Nike para a linha Speed. Serena Williams está em todos os lugares!

23) Fernando Verdasco, Lionel Messi e Sergio Aguero (Air Europa)

Esse tá no arquivo ‘Vergonha Alheia’. A velha fórmula ‘protagonista saltando feliz na tela’, como num clipe de colchão, funciona bem. A diferença é que a campanha é de uma companhia aérea. Ah… e o Aguero rouba a cena cantando ‘Volare’ com o dedinho.

22) Lleyton Hewitt (Nike)

Lleyton Hewitt + cachorros = sucesso. Pelo menos é o que a Nike acha.

21) Gustavo Kuerten e Larri Passos (Kuat)

Creio que existem filmes melhores do Guga para a marca do Grupo Coca-Cola. Mas esse tem o Larri e exigiu um pouco mais da interpretação do catarinense.

20) Ana Ivanovic e Daniela Hantuchova (Sony Ericsson)

Vocês leram direito??? Ana Ivanovic e Daniela Hantuchova!!!

19) Andy Roddick (Babolat)

O melhor dos filmes de Babolat para a Babolat Shoes foi estrelado pelo americano (ninguém merece aquele do Nadal com o Hamster) e por uma mosca. Roddick x Fly! Who’s gonna win?

18) Rafael Nadal e Pau Gasol (Time Force)

Se Nadal não mandou tão bem para a Babolat (nem foi culpa dele, convenhamos), acertou em cheio nessa parceria com o astro do Los Angeles Lakers para a Time Force. Os três filmes são ótimos! O meu preferido é o primeiro. Tenho certeza que até os fãs do Federer gostarão(rs).

17) Pete Sampras (Nike)

O primeiro dos dois vídeos individuais do americano por aqui. No auge, aos 25 anos, ele estrelou esse vídeo aqui, because… you know… you’re a KID!

16) Fernando Verdasco (Adidas)

Mais um da fase sentimental da Adidas. A qualidade do vídeo é ótima e o texto é lindo.

15) Anna Kournikova (Lycos Sports)

O filme é engraçadinho, o roteiro é manjaaaaaado, mas eu não canso de ver. Não me julguem!

14) Novak Djokovic (Idea)

Ótimo comercial do sérvio para a rede de supermercados Idea. Tudo aqui funciona muito bem. Ator certo, idéia bacana, vídeo divertido. Nota 10 pro sérvio.

13) Andre Agassi (Canon)

O mais comentado dos comerciais de Agassi na década de 90. Ele próprio cita em sua biografia um certo arrependimento por ver seu nome associado ao slogan ‘Image is Everything’ da Canon.

12) Andre Agassi e Pete Sampras (Nike)

Excelente comercial da Nike que coloca Andre Agassi e Pete Sampras, dessa vez, se divertindo como… amigos! Uma pena a qualidade não ser muito boa, mas vale a pena ver (mais) um grande vídeo da gigante americana.

11) Maria Sharapova (Canon)

A idéia é boba, mas funciona muito bem no caso de Maria Sharapova. A russa manda bem na atuação e está _______ (palavra de baixo calão) neste filme da Canon.

10) Todo mundo (US Open Series)

O melhor video da US Open Series 2006 ganha muitas posições no ranking só pelos personagens: The It Girl, The Diva, Mr. Unpredictable, The Stud, Femme Fatale, The Comeback Kid, The Legend, The Threat, Rocket Man, Miss Congeniality e The Goddess. E aí, conhecem essa turma?

9) Roger Federer e… (US Open Series)

Tão simples, tão genial. Roger Federer é desafiado por nada mais, nada menos que…

8 ) Andy Roddick (American Express)

O vídeo de comemoração do título do US Open 2003 é impagável. Foi um dos primeiros a usar a fórmula ‘campeão que não larga do troféu’. É bacana, engraçado e um pouco triste se você pensar que poderiam ter mais uns 4 desses se um certo suíço não tivesse nascido (desabafo… haha).

7) Andy Murray (Head)

Não sei se o vídeo se encaixa muito na categoria ‘comerciais’, mas com a força das mídias online as marcas cada vez mais recorrem à Internet pra divulgar seus produtos. E esse vídeo da Head que bombou na web foi um dos melhores lançados nos últimos anos.

6) Pete Sampras (SportsCenter)

Maria Sharapova, Roger Federer, Andy Roddick… vários astros do tênis já foram destaque nos comerciais do Sportcenter. Nenhum deles, entretanto, superou o vídeo estrelado pelo americano Pete Sampras.

5) Maria Sharapova (Nike)

“I feel pretty, oh so pretty…”

4) Serena Williams, Venus Williams, Peyton Manning, Eli Manning (Oreo)

Só digo uma coisa pra vocês: “Aw man… there’s blimp in my milk”. Um clássico!

3) Andy Roddick (American Express)

A melhor parceira de comerciais de Andy Roddick foi a American Express. Nesse vídeo famosíssimo, o americano enfrenta um adversário um pouco… incomum. Pong???

2) Roger Federer, Derek Jeter, Tiger Woods (Gillette)

Dica da sempre fraca Marília Nunes (dorme cedo, não agüenta ver os jogos… rs), o segundo lugar da lista tem participações especiais de Tiger Woods (pré-sex rehab), Derek Jeter (jogador do New York Yankees) e… Roger Federer.

1) Pete Sampras, Andre Agassi (Nike)

E eis o nosso primeiro lugar. No mesmo estilo da campanha #31, essa é mais recente e mostra que apesar de todas as diferenças, ambos são unidos por uma mesma marca. É pra chorar, eu sei… haha

BÔNUS: Mikhail Youzhny e Yevgeny Plushenko (Chupa Chups)

Pensou que tinha acabado, né? Eu também. Mas não tinha como não compartilhar essa obra-prima dos comerciais.

E aí, galerinha da pesada? Gostaram? Pelo menos fizeram um belo exercício físico de tanto descer a barra de scroll, não?

Vejo vocês na próxima!

ST Team! 😉

Lena’s Goodbye

In tennis on 29/10/2010 at 16:56

 

 

I assume, I cry.

All the love, Lena

In tennis on 29/10/2010 at 14:28

Eu sempre gostei muito de Elena Dementieva. Muito, apesar de não ser um grande fã da WTA.

Nunca escondi minha decepção com a nova safra de tenistas que em meados dos anos 2000 encheu as quadras de pancadas, balões e gritos. Mas não importava, ali estava Elena Dementieva.

Bonita, graciosa, elegante, tenista e pessoa de classe. Talentosa, sim, muito talentosa. Fator que nunca pôde ser medido pelo número de Grand Slams que ela (não) ganhou, mas podia, simplesmente, pela maneira que ela enfrentava cada uma dessas grandes derrotas.

Duas vezes finalista de majors em 2004, perdeu para uma inexpressiva Myskina em Roland Garros e para uma talentosa (mas convenhamos, sem-graça) Kuznetsova no US Open. Sem esquecer de sua semifinal contra Serena Williams em Wimbledon/09, onde a russa e a americana fizeram uma das mais espetaculares partidas da história recente do tênis. Dementieva teve match-point, perdeu o ponto, o jogo, mas não sua graciosidade.

Muitas tenistas do circuito diziam constantemente que Dementieva era sua jogadora preferida, a mais doce, a mais apoixonada pelo que fazia.

E aqui o mundo há de concordar integralmente. Sua paixão pelo esporte e por seu país era visível, louvável, digna de emocionar o mais gélido coração dos apaixonados por tênis. Não por menos, suas maiores vitórias na carreira, as medalhas de ouro e prata nos Jogos Olímpicos de Beijing e Sydney e a conquista da Fed Cup, foram conquistadas defendendo não seu nome, mas o nome de seu país.

Ela tinha a beleza, mas não precisou usufruir dela, tinha o talento, e nem por isso ganhou tudo o que se esperava dela, tinha a paixão e não há palavras que possam traduzir essa paixão. Ela amava o que fazia e nós a amávamos por isso.

 

Dementieva chegou a 4 finais de Grand Slam (2 simples, 2 duplas) foi número 3 do mundo durante 5 semanas, número 5 de duplas, e durante 11 anos disputou de igual pra igual com as melhores do mundo, tendo encerrado a carreira com 16 títulos de simples, número 9 do mundo. Talentosa como poucas, Dementieva tinhas seus defeitos (o saque? a companhia da  mãe?), mas eles contribuíram para que eu gostasse cada vez mais dela. Tenho certeza que muitos de vocês também. Saiu no auge, como uma dama, como o grande ser humano que sempre foi.

Eu espero que você volte, Dementieva. Mas se não voltar, saiba que sentirei muito a sua falta.

All the Love, Lena.

 

 

Caro1

In tennis on 07/10/2010 at 16:11

 

Aos 20 anos, Caroline Wozniacki assume o posto mais cobiçado do tênis mundial

 

Caro1. O numeral pelo número, uma brincadeira dos tempos modernos, porque ela é a número 1 agora.

Podem dizer que o jogo dela não é exuberante. E não, não é. Mas quem, atualmente, enche os olhos dos apreciadores do esporte mais nobre de todos, na WTA?

Podem dizer que ela se inscreve em diversos torneios apenas para somar pontos. Sim é verdade. Mas essa não é a intenção do tênis?

Podem dizer que se aproveitou da quase controversa contusão de Serena Williams. Sim, não deixa de ser mentira. Não fosse a ausência da americana das quadras desde julho, ela não estaria aqui. Mas isso só mostra que oportunidades existem. Bom é quem se aproveita dela.

Podem dizer que ela chama mais atenção pelos cabelos louros e pelo vestidinho Stella McCartney da Adidas do que por seu jogo. E, de certa forma, não é cem por cento inverdade.

O que é verdade – e vários exemplos podem ser citados aqui, tais quais Anna Kournikova e Ana Ivanovic – é que beleza sozinha não ganha jogo. Não são as fotos de biquíni, as poses sensuais, os longos cabelos ou os traços finos, delicados, quase juvenis, que fazem a bola quicar duas vezes do lado de lá da quadra e garantem um ponto. A isso pode ser atribuído a eficiência de uma jogadora dentro da quadra.

E, nesse quesito, ninguém pode criticar Caroline Wozniacki. Principalmente porque ninguém foi mais eficiente do que ela nas últimas 52 semanas. Ou será, já que ocupará o lugar mais glorioso do ranking a partir da próxima segunda-feira. Como conseqüência, hoje é a dinamarquesa, fluente em polonês e inglês, quem lidera o ranking de simples da WTA, Associação Feminina de Tênis.

Críticas podem ser feitas à quase menina de vinte anos recém completados. “Seu jogo é feio”; “Muitos balões”; “Nunca ganhou um Slam”; “Faltam grandes vitórias no currículo”. E, para todos esses questionamentos, há margem para uma boa discussão. É verdade que Wozniacki nunca ganhou um dos quatro principais torneios do tênis mundial – o mais perto que chegou foi na final do US Open de 2009 – e que seu jogo se baseia mais em passar a bola para o outro lado do que abusar de variações.

Mas há de ser lembrado que ela não é a primeira – e provavelmente não será a última – mulher a chegar ao topo do mundo sem ter vencido um Grand Slam. Kim Clijsters, em 2005, Amélie Mauresmo no ano anterior, Jelena Jankovic em 2008 e Dinara Safina ano passado viram seus nomes acima de todos os outros no site da WTA sem nunca terem levantado um troféu grande (diferente de um grande troféu) ou uma bandeja. Mas nem por isso o brilho de suas carreiras foi menor.

Sobre esse assunto, e pelo fato de todas as cinco terem surgido após 2005 – portanto após a “fase de ouro” do tênis feminino, com Graf, Hingis no auge, Seles e tantas outras – são levantadas sérias críticas sobre a atual fase da WTA, assunto que poderia ser aprofundado por mim, aqui. Mas não o farei, afinal, esse post é para enaltecer Wozniacki e seu feito admirável, não criticar suas adversárias. Afinal, se o nível é baixo, as ‘menos piores’ merecem o sucesso. Coisa de referencial.

Portanto, falemos sobre os cinco títulos de Carol em 2010 – algo que não acontecia desde 2007 – e como ela não sente a pressão. Pode até perder, mas mesmo assim não se pode dizer que ela amarela, e uma boa prova disso foi sua vitória sobre Maria Sharapova em Nova York. Aliás, foi também no Slam norte-americano que sua ascensão começou. Em 2009, chegou a Flushing Meadows na parte de baixo do top-10. Um ano depois, voltou ao complexo Billie Jean King como principal pré-classificada, podendo ali mesmo tomar a ponta de Serena Williams.

Podemos citar também suas mais de 50 vitórias no ano, e o fato de ter sido a primeira classificada para as Finais da WTA, no Oriente Médio, ao final do ano. Com o atenuante do Slam que falta enfeitar sua prateleira, que já conta com 12 títulos de nível WTA, Caroline tem todas as credencias necessárias para ocupar o posto que ocupa agora – ou melhor, ocupará a partir da próxima semana.

Ainda sobre a conversa dos Slams, apenas para finalizar, Clijsters venceu o US Open no mesmo ano de 2005; aposentou-se e o resto é história. Já Mauresmo venceu os abertos da Austrália e Wimbledon, em 2006. Uma das poucas tenistas a bater o backhand com uma única mão, a francesa encerrou sua gloriosa carreira ao final do ano passado, aos 30 anos. No que depender de idade Wozniacki tem todas as condições de vencer pelo menos um Slam. No tocante ao talento, cabe alguma argumentação.

De toda forma, merecidamente, ela chega ao primeiro lugar – já tem algo para se orgulhar para sempre. Ficam aqui os parabéns a ela, e o desejo para que sua carreira não seja prejudicada, como foram as de Ana Ivanovic e Maria Sharapova, outras jogadoras contemporâneas que atingiram precocemente – em idade – a liderança do ranking.

Resta apenas saber como vai ser sua atitude de agora em diante. Maturidade para se manter no topo, ela tem – pelo menos aparenta. Resta saber se conseguirá manter seu jogo em um nível altíssimo por um bom tempo. E, se conseguir, como seu condicionamento físico irá reagir a isso.

ST Team! 😉

Pedro Liguori acha a WTA mais interessante do que a ATP.

Dois Palhaços

In tennis on 02/10/2010 at 13:50

Andy Roddick e Novak Djokovic, dois dos jogadores mais engraçados do circuito, fizeram nesta madrugada (horário de Brasília) um jogo exibição na Coréia do Sul, vencido pelo sérvio por 6-2, 6-4 (a vitória não conta para as estatísticas oficiais, tá? Continua 5-2 Roddick no H2H…rs).

Resultado à parte, de uma partida exibição entre Roddick e Djokovic espera-se, claro, muitas palhaçadas. Por isso, posto aqui 3 vídeos da exibição entre os dois grandes jogadores.

Nos dois primeiros, você acompanha as famosas imitações de Novak Djokovic (Roddick e Sharapova são os alvos da vez), e depois Roddick devolve na mesma moeda, imitando o tradicional processo de preparação de saque do sérvio.

No terceiro, você vê os jogadores jogando uma partida exibição na frente do Hyunday Capital Card, no distrito de Youido, em Seul. A qualidade não é das melhores, nem mesmo a edição do simpático coreano que filmou, mas você consegue claramente ver Roddick andando de bicicleta (?) e Djokovic falando ao celular (?) durante a partida.

Pra quem não lembra, Roddick e Djokovic já fizeram uma partida exibição cheia de gracinhas, como essa, no Arthur Ashe Kids Day 2008, evento que acontece no sábado que antecede o US Open.

Caso alguém queira lembrar os melhores momentos do jogo, é só clicar aqui.

Máquina do Tempo…

Em 2008, neste mesmo US Open, Roddick e Djokovic se estranharam, após declarações de Roddick numa entrevista coletiva, que você relembra aqui.

Após ser questionado por um jornalista o que ele achava das constantes paradas médicas que Djokovic pedia durante suas partidas, o americano foi irônico e respondeu: “Novak Djokovic tem gripe-aviária… antrax… SARS…”.

Novak Djokovic levou a sério a entrevista, derrotou Roddick no torneio, e após as comemorações foi vaiado pela torcida presente.

Após o jogo, Novak concedeu esta entrevista aqui. Ele explica as paradas médicas que pede durante as partidas, pede desculpas por ter reagido mal após a vitória sobre Roddick e diz que tudo foi um mal-entendido.

Os dois palhaços, aparentemente, agora estão bem.

Abaixo, você encontra algumas fotos do evento de hoje:

ST Team! 😉

E ponto final.

In tennis on 14/09/2010 at 22:46

Nadal celebrates... again.

O céu é azul. É azul e ponto final. Em um dos meus livros de lingüística, estudei essa frase, e como ela é pragmaticamente perfeita. Ou algo do gênero. O céu é azul, e é mesmo. Ponto, ninguém contesta.

Após 551 partidas em nível ATP, sendo que dessas em 453 saiu vitorioso, 41 títulos, sendo 18 Masters e 8 Grand Slams, Rafael Nadal já era apontado como um dos grandes da história, pentacampeão em Roland Garros, bicampeão em Wimbledon, campeão na Austrália, dominador absoluto das quadras de saibro.

Mas faltava alguma coisa.

7 partidas, exatamente 14 dias depois, essa coisa veio.

Não, não são as 460 vitórias. Não é o fato de Nadal ter perdido menos de 100 vezes, mesmo estando no circuito desde 2001 – quando era um mero adolescente, 15 anos, idade em que a maioria dos mortais só pensa em uma coisa. Não é o jogo consistente, a vontade, a habilidade, a falta de derrotas estúpidas.

O que faltava ao cartel de Rafael Nadal, nascido em Manacor, região litorânea da Espanha, sobrinho de um ex-futebolista do Barcelona e da Fúria, era exatamente o novo Major, que calhou de ser o quadragésimo segundo título.

Ontem, segunda-feira, 13 de setembro de 2010, Rafael Nadal entrou em quadra e mais uma vez saiu vitorioso, onde nunca tinha saído em toda sua carreira: na quadra Arthur Ashe, em uma segunda-feira. Nadal bateu Djokovic. No percurso, deixou pelo caminho Gabshvilli, Istomin, Simon, os compatriotas Feliciano Lopez e Fernando Verdasco, o russo Mikhail Youzhny.

No complexo Billie Jean King, em Flushing Meadows, borough de Queens, Nova York, Estados Unidos, está lá gravado, na lista de campeões cujo inicio data do já longínquo ano de 1881, no espaço referente ao ano de 2010, o nome de Rafael Nadal. Mais do que isso, os livros de história… melhor, nem eles. A internet, que leva em tempo real as informações para os quatro cantos do mundo, informou ao planeta que um novo capítulo na história do tênis havia sido escrita: aos 24 anos, 3 meses e alguns dias, Nadal completou seu Career Slam. Mais do que isso, esse titulo no cimento americano, somado ao ouro olímpico de Pequim 2008 e as três conquistas da Copa Davis, em 2004, 2008 e 2009, elevam Rafael Nadal a um novo patamar.

Quis o destino que a História fosse irônica. Em 2009, Roger Federer completou seu Career Grand Slam justamente em Roland Garros, Major do saibro, amplamente dominado do Nadal. Federer se aproveitou da saída precoce do espanhol para faturar o único Slam que ele não tinha vencido. Um ano e três meses depois – ou 5 Slams, como preferir – Rafael Nadal é coroado rei na terra de Federer. Nova York, onde os sonhos são feitos, diz a música de Jay-Z, fez mais um ontem. E um pesadelo para os fãs do suíço.

São 21 confrontos entre os dois. Nadal prevaleceu em 14. Mas tinha a desculpa de que a maioria deles foi no saibro… Em Grand Slams, foram oito confrontos, apenas um antes da final, em 2005, quando Nadal derrotou o número 1 do mundo, o penúltimo passo antes de seu primeiro título, contra o argentino Mariano Puerta. Os próximos sete em Majors foram em finais. E mais uma vez Rafa, como é chamado por seus fãs, leva vantagem. Em Roland Garros, foram três finais, entre 2006 e 2008, e Nadal nunca perdeu – inclusive impôs a Federer o último pneu até então, no terceiro set da decisão de 2008. Na Grama Sagrada do All England Club, mais três finais, e aí as únicas vitórias de Federer. Em 2006 e 2007, deu Federer. Em 2008, não. Dizem que foi o melhor jogo da história do tênis. Eu não sei… Por fim, o Australian Open de 2009 viu a última final dos dois até o presente momento. Foram cinco sets, uma maratona. Mas Nadal venceu. Venceu, e chegou a títulos de Slam nos três pisos primeiro do que Federer.

Nadal tem a única coisa que falta a Federer: uma medalha de ouro de simples (Federer foi campeão nas duplas ao lado de Stanislas Wawrinka, em 2008). E tem a vantagem de ser quase cinco anos mais novo do que o suíço de Basel. Federer completou seu Slam aos vinte e sete. Nadal, aos vinte e quatro.

“Como?”, talvez seja uma pergunta adequada. Força mental, certamente. O físico não pode ser esquecido. A evolução, peça-chave. Porque Nadal não sabia jogar na grama, não sabia jogar nas quadras rápidas americanas. Não sabia, agora sabe. E mete medo. E quem pode ganhar dele?

Não sei. Mas sei de uma coisa. Já considero o espanhol o melhor de todos os tempos, e é apenas uma questão de tempo até que ele supere Federer, tanto em títulos (está 20 troféus atrás) quanto em Slams (16 a 9). E do mesmo jeito que digo que ele é o melhor de todos os tempos, afirmo que o tênis só tem a perder com mais um monopólio. É quase como a dominância de Schumacher na Formula 1, e a própria de Federer de 2004 para cá. Agradará aos fãs mais aficionados, e aos que adoram o espanhol, ou o alemão, ou o suíço. Mas para aquele que ocasionalmente acompanha o esporte, a chatisse de resultados previsíveis resultara no tênis preterido para outras atividades.

Além do mais, há mais uma tendência de surgirem quase campeões. Como Roddick em Wimbledon. Como Andy Murray, como Michael Chang na época de Sampras, como Ivanisevic em Wimbledon. De 2005 para cá, ou seja, nos últimos 20 Grand Slams, apenas 3 não foram vencidos pela dupla Federer-Nadal: os Abertos da Austrália de 2005 e 2008 (vencidos por Safin e Djokovic, respectivamente) e o US Open do ano passado, no qual Del Potro triunfou.

Nadal não liga para isso, e nem deveria mesmo. Seu caminho natural é ir atrás dos 4 títulos que lhe faltam: os Masters de Miami, Cincinnati e Paris, além da ATP Finals, a antiga Masters Cup. Vencidos esses 4, ele terá escrito seu nome na lista de campeões de todos os principais torneios do circuito. Quase como zerar um jogo 100%.

Mas aos 24 anos, imagino quais sejam as novas metas desse enviado de seres extraterrestres baseados na Península Ibérica. Igualar Fred Perry, em 1934, que conquistou o Grand Slam em seu sentido mais romântico, digamos, vencendo os quatro torneios no mesmo ano. Depois, se equiparar a Rod Laver, que o fez em dois anos, 1962 e 1969. Por fim, quando não sobrarem mais feitos entre os homens, Rafael passará a olhar com cobiça para um feito até então inimaginável, o de Steffi Agassi, née Graf*, em 1988, quando venceu os abertos da Austrália, França, Inglaterra e Estados Unidos, também triunfando nos jogos olímpicos de Seul. Idade ele tem. Capacidade também. Adversários? O próximo ciclo olímpico será daqui a 2 anos, no mitológico ano de 2012. Talvez essa seja a grande profecia Maia.

Mas o fato é que, ganhando ou não os quatro principais torneios no mesmo ano, Rafael Nadal já é o melhor tenista de todos os tempos.

E ponto final.

Pedro Liguori, colaborador do SportsTour desde que Nadal tinha só 7 Slams, não gosta do espanhol (por mais incrível que pareça) e prevê um futuro negro para o esporte mais nobre de todos.

*- ‘Née’: termo de origem francesa adotado também no inglês para designar o sobrenome de solteira de uma mulher.

U.S Open 2010 – Round 1 Picks

In tennis on 29/08/2010 at 23:31

US Open 2010

Mais um Grand Slam tem início nessa segunda-feira, 30 de agosto, aniversário do grande Andy Roddick. (Congratulations, Andy! You’re the best, bro!) O americano, junto de Federer, Soderling, Davydenko e Hewitt são as principais estrelas do primeiro dia de competição.

Roddick que ainda se recupera de uma mononucleose não chega a este torneio entre os principais favoritos, que são, por consenso, Federer, Murray e Nadal, exatamente nesta ordem.

Djokovic, Berdych, Soderling, Roddick e Fish correm por fora. O atual campeão, Juan Martin Del Potro, ainda se recupera de uma cirurgia e está fora da disputa este ano.

Com a ajuda do grande Pedro Liguori, analisamos todos os jogos da primeira rodada e demos nossos certeiros palpites para o último Slam da temporada.

First Round Picks

Nadal x Gabashvili

P.L: Coitado do Gabashvilli. Sua experiência na paradisíaca Flushing, casa dos Mets, durará apenas 3 sets.

EU: Gabashvili fez ótima campanha em Roland Garros chegando nas oitavas, mas não deve ter tanta sorte em NY. Nadal em 3 sets.

Istomin x M.Gonzalez

P.L: Do Usbequistão para o mundo, Istomin, um futuro Davydenko segundo fontes fidedignas eliminará seu semi-desconhecido adversário.

EU: Istomin, vice em New Haven, deve vencer com certa facilidade. O uzbeque em 3 sets.

Simon x Young

P.L: ‘Jogo duríssimo. Mas o jovem americano (ahn, ahn? trocadilho) terá muitos outros US Opens por aí. Simon em 4.’

EU: Gilles ‘devolvedor de bolas’ Simon, é um dos jogadores que melhor defende no circuito. E em 4 sets defenderá sua vaga na segunda rodada em Flushing Meadows.

Kohlschreiber x Kamke

P.L: Duelo alemão. Mas Kohli e eu somos manos, então aposto nele.

EU: Kolschreiber chegou na terceira rodada nos últimos 4 slams que disputou. Minha aposta é que pela quinta vez consecutiva ele avance até lá e se despeça com dignidade.

Lopez x Giraldo

P.L: Feliciano Lopez não é um tenista em quem se pode confiar. Mas Giraldo também não. Dá Lopez, em 5 e um jogo sofrível.

EU: Lopez não anda jogando nada. Mas Giraldo ainda é uma incógnita no circuito. Uma vitória do colombiano não seria uma zebra, mas aposto no espanhol em 5 sets.

Schuettler x Paire

P.L: Schuettler vai chegar em quadra e soltar um “Paire de me encher o saco e volte para casa”. Depois dessa piada infame, ele vai ganhar.

EU: Schuettler em 3 dignos sets.

Stakhovsky x Luczak

P.L: Em boa fase, o bom ucraniano ganha do australiano naturalizado, já experiente e que nunca fez nada no circuito.

EU: O ucraniano venceu New haven e está mais em forma do que nunca. Deve avançar em disputados 4 sets.

Ljubicic x Harrison

P.L: Quando Ryan Harrison nasceu, Ljubicic já jogava tênis. O simpático carequinha entra em declínio, mas ganha essa, em 4.

EU: Pinta de jogo interessante e jeito de que o croata vai ralar pra vencer. Ljubicic em 5 sets.

Dolgopolov x Ferrer

P.L: Rematch da primeira rodada de Cincinnati. Ferrer ganhou lá e ganha aqui. O bom Dolgopolov ainda não aguenta um Slam. A propósito, vocês sabem o que o Alexander disse pra namorada?

EU: Provavelmente um dos melhores jogos da primeira rodada. Dolgopolov é um dos melhores tenistas da nova geração e vai fazer o espanhol sofrer pra vencer. Mas vence. Ferrer em 5.

Brands x Becker

P.L: Outro clássico alemão. Dificil palpitar, mas acho que dá Brands.

EU: Não é dos jogos mais interessantes. Vou de Becker em 4 sets.

Nieminen x Gimeno-Traver

P.L: Nossa. Estou abismado com o sadismo de quem me manda palpitar nisso aqui. Dá Nieminem, porque eu tenho medo desses espanhóis meia-boca na Hard court.

EU: Difícil. Mas vou com Nieminem em 3 disputados sets.

Gulbis x Chardy

P.L: Gulbis é melhor do que Chardy, que gastou toda sua cota de bons resultados do ano em Toronto. A Letônia vai à segunda rodada.

EU: Outro bom jogo do Round 1. Chardy fez ótimas campanhas em Toronto e Cincy, mas acho que o talentoso letão passa em 4 difíceis sets.

Nalbandian x De Voest

P.L: Em sua volta aos torneios de Slam pela primeira vez desde o Australian Open-09, Nalbandian vence e abre uma boa campanha.

EU: Para felicidade dos cabeças de chave, Del Potro e Tsonga estão fora do US Open e com isso o argentino acabou também como cabeça-chave. Ele passa o primeiro round em 3 sets.

F.Mayer x Serra

P.L: Oh god. Florian Mayer bate de um jeito esquisito na bola. E o Serra sei lá. ahhh… Florian Mayer salva a honra dos germânicos, justamente porque eu não acredito em franceses.

EU: O alemão em 4 imprevisíveis sets.

Mannarino x Riba

P.L: Pere Riba perdeu em meia-hora pra um decadente Blake. Adrian Mannarino foi 80 do mundo, tem PR e faz boas campanhas em Challengers. Aposto no francês.

EU: “Definitivamente” vale o ingresso. Mannarino em 4.

Verdasco x Fognini

P.L: Cheio de caras e bocas pra sair bem nas fotos, o brother do dono do blog ganha, em um jogo nem tão legal e nem tão zebrático assim.

EU: Verdasco vinga-se de Fognini em 4 sets.

Murray x Lacko

P.L: A Eslováquia é uma fábrica de tenistas, mas nenhum deles ainda mostrou seu valor (A simpaticíssima Dani Hantuchova é um caso à parte). Murray vence e segue firme atrás de seu primeiro Major.

EU: Palpite para jogo com menos games da rodada. Murray em 6-1, 6-4, 6-1.

Brown x Ramirez-Hidalgo

P.L: É. Só os organizadores do torneio e tennis-freaks tipo nós sabemos da existência desses dois tenistas. Dustin Brown deve ganhar, mas não aposto uma pataca furada em nenhum dos odis.

EU: Jamaica em festa! Brown passa em 5 sets.

Lu x Chela

P.L: Tenho a impressão que em algum ponto no passado o Chela já foi um bom tenista. Mas hoje ele só consegue ganhar do Lu. E olhe lá.

EU: Depois de Wimbledon, vou torcer pro Chela. Go Chela!

Wawrinka x Kukushkin

P.L: A turma de Istomin, Golubev, Stakhovski e Dolgopolov logo logo terá mais um integrante: Mikhail Kukushkin. Mas ele ainda não vai fazer o nome dele nesse US Open. Dá Wawrinka, na experiência.

EU: Outro jogo interessante que vale a pena dar uma zapeada. O suíço passa, mas em 4 apertados sets.

Querrey x Klahn

P.L: Nunca ouvi falar desse Klahn. E, modéstia a parte, conheço a maioria dos principais tenistas do circuito. Querrey não vai dar chance ao azar: /2, /3, /3.

EU: Querrey, que ainda deve a todos uma grande campanha em Grand Slams, passa em 4 sets.

Seppi x Granollers

P.L: (Se vocês ao menos soubessem o tipo de piada infame as quais eu sou submetido pelo redator-chefe…) Granollers um dia vai ganhar um daqueles torneios sul-americanos no saibro, em fevereiro. No cimento, ele vai é se despedir na primeira rodada.

EU: O clássico Sépia x Granola (apenas para íntimos) deve terminar com a vitória do italiano em 4 apertados sets.

Garcia-Lopez x Kubot

P.L: Poxa, é um clássico! Plausível que fosse a final de Buenos Aires ou Nice. Mas no US Open, não dá. Willy García retorna às quadras em grande estilo, e leva essa.

EU: Kubot em 3 sets. E basta!

Almagro x Starace

P.L: Sei lá. Acho que o Almagro ganha. Mas pouco me importa também.

EU: Belo jogo. Para se acompanhar pelo Live Scores. O espanhol leva em 4.

Youzhny x Golubev

P.L: Um belo de um jogo. E como esses Draws são injustos… eu hein. Golubev ainda não está preparado pra ganhar do Youzhny em um slam.

EU: Grande jogo para a primeira rodada. Golubev pode muito bem derrotar o russo número 2, mas vai ficar no quase. Youzhny no tie-break do quinto set.

Malisse x Sela

P.L: Malisse, justamente porque só o dono do blog gosta do Sela.

EU: Outro bom jogo do Round 1. Malisse é um bom jogador e vai levar em 5 sets.

Chiudinelli x Sock

P.L: Tenho pena de quem vai assistir a esse jogo. Não conheço esse Sock. Chiudinelli deve ganhar…

EU: Vou com o americano de Nebraska, conterrâneo do A-Rod, em 4 sets.

Gil x Isner

P.L: Isner em 3, com dois tie-breaks, e não se fala mais disso.

EU: Em condições normais eu iria de Isner, mas como o americano é uma incógnita, vou com o português em 3 sets.

Benneteau x Stepanek

P.L: O Fantasma ganha do homem casado semi-aposentado. Jules, em 3.

EU: Benneteau em 3 sets. Bem fáceis, aliás.

Robredo x Rosol

P.L: Lukas Rosol tcheco? Vai complicar, mas vai ceder. Robredo, filho de fãs do Who, ganha e sai mandando hang-loose pras mocinhas das arquibancadas.

EU: Rosol, Rosol. Gostei desse nome: Rosol. Mas vai dar Robredo em 4 sets chatíssimos de se acompanhar.

Hanescu x Berlocq

P.L: Carlos Berlocq saiu do top-100 nessa semana. Hanescu não tem nada a ver com isso. Deve ganhar, em 4 ou 5.

EU: Hanescu honra a escola romena e vence em 3 disputados sets.

Berdych x Llodra

P.L: Muito bom jogo. Tomas Berdych foi semi em Roland Garros e finalista em Wimbledon. O próximo passo lógico é… Não sei vai fazer, mas passa dessa fase.

EU: Provavelmente o melhor jogo do Round 1. Uma pena. Llodra é um belo jogador, e embora não esteja em seu piso preferido – a grama – leva o jogo a 4 sets. Mas Berdych triunfa.

Davydenko x Russell

P.L: Russell é um sujeito perigoso. Perigosíssimo. Davydenko sabe disso, e, mesmo temendo muito o americano, ganha esse jogo.

EU: Davydenko vence, mas não convence. 3 sets pra ele ainda assim.

Gasquet x Greul

P.L: Nunca vi nada demais nesse Greul. Gaskay é um bom jogador, e passa sem maiores sustos.

EU: Gasquet, que já foi número 7 do mundo, vence essa em 4 sets.

Anderson x Devvarman

P.L: Devvarman finalmente conseguiu se manter entre os 100 do mundo. Mas ainda é pouco. Do Anderson ele não ganha, não.

EU: RT @P.L Devvarman finalmente conseguiu se manter entre os 100 do mundo. Mas ainda é pouco. Do Anderson ele não ganha, não.

Bellucci x Smyczek

P.L: Mesmo sendo muito instável, o Bellucci ganha do Smyczek. Ah, espero. Mas outro jogo nada recomendado para apostadores.

EU: Bellucci não achou seu melhor jogo na temporada Hard Court americana, ainda assim, vence esse jogo em 5 difíceis sets.

Monfils x Kendrick

P.L: Não dá pra esperar muita coisa do Monfils. Mas acho que pelo menos uma vitória em cima do Kendrick seria razoável, não? Em 3 sets. É, acho que vai acontecer.

EU: Vou com a zebra. Kendrick em 5 sets.

Andreev x Zeballos

P.L: A melhor coisa que o Andreev faz da vida é a Kirilenko (e isso faria mais sentido em inglês). Aposto no Zeballos, que pelo menos tem futuro.

EU: Andreev em 4 sets. Sem mais.

Tipsarevic x Rochus

P.L: Tipsy vem de uma contusão no tornozelo. Ele é mais um dos gente boas da ATP, e acho que ganha do Rochus.

EU: Tipsarevic em 4 ou 5 sets. Não tenho certeza. Mas honestamente, quem tem?

Roddick x Robert

P.L: Roddick começa a busca pelo seu segudo Slam cotnra Stephane Robert, um francês que pouco aparece por aí. O americano não deve encarar problemas.

EU: Ah, Andrew Stephen Roddick. O favorito do blog (como se vocês já não soubessem) vem se recuperando de uma mononucleose e não está em sua melhor forma. Ainda assim, chegou às semis em Cincy e esteve a 1 game de chegar na final. Não sabemos o quanto as partidas de um Grand Slam podem afetá-lo, mas ele não deve (e espero, acima de tudo) ter trabalho na primeira rodada. Roddick for the win! In 3 sets.

Baghdatis x Clement

P.L: Sério que o Clement ainda joga? Putz, eu gosto dele.Mas o Baghdatis vem em boa fase, e ganha.

EU: Baghdatis, outro semifinalista em Cincy, deve vencer em 4 sets.

Ginepri x Schwank

P.L: Não sei como o Schwank consegue os pontos dele, porque nunca vi ele fazendo alguma coisa que prestasse. Ginepri tem uns flashes nos Estados Unidos. O americano ganha em 3.

EU: O americano passa, mas não sem antes sofrer. Ginepri em 5 sets.

Silva x Cuevas

P.L: Julio Silva tem 31 anos, e talvez seu maior feito tenha sido vencer Nicolas Mahut no Qualy do US Open. Cuevas é mais duplista, mas ganha essa.

EU: O brasileiro passa em 5 sets.

Fish x Hajek

P.L: Que fase do Fish, hein? Não vai ser o Jan Hajek que vai parar o tenista mais camarada do Romário. Fish em 3.

EU: Fish vem voando em quadra (quem disse que peixe não voa, hã?) e deve vencer esse jogo em 1 hora e meia. 3 fáceis sets pro americano.

Polansky x Monaco

P.L: Monaco volta de lesão, perdeu no qualy de New Haven e na primeira rodada de Cincinnati. Mas Peter Polansky não é nenhum bicho papão. Putz, acho que o canadense acaba ganhando na maior zebra da primeira rodada.

EU: Difícil. Muito difícil. Polanksy em 5 sets.

Blake x Vliegen

P.L: Duro. Em outros verões, Blake seria incontestavelmente o favorito. Mas agora o americano é uma sombra do jogador que ele já foi. Mas nesse teste ele passa.

EU: A fase do americano não é boa, mas ele já deu uma volta por cima na carreira. Quem sabe não dá a segunda? Blake em 5 sets.

Petzchner x Lojda

P.L: Petzchener ganha.

EU: Petzchner ganha.

Djokovic x Troicki

P.L: Djokovic, porque o Troicki é freguês, amigo, compatriota e parceiro de clipe imitando a Shakira. Nem vai fazer Djokinho suar – e olha que isso é dificil.

EU: O maior adversário de Djokovic neste jogo pode ser o calor, caso ele jogue de dia, ou o vento, caso ele jogue de noite. Djokinho em 3.

Soderling x Haider-Maurer

P.L: Haider-Maurer nem é mau jogador, mas o Soderling ganha. E olho no 5 do mundo, porque aprontar ele pode.

EU: Todos esperam um confronto entre Federer x Soderling nas quartas de final. E eu aposto que ele acontece. Soderling em 3.

Dent x Falla

P.L: Dificil. O Dent joga contra o Nadal na segunda rodada? Ah… acho que ele ganha. Ano passado ele fez um jogo épico contra o Feliciano Lopez no US Open.

EU: Dent vence em 4 ou 5 sets. Não vai dar pra você, Falla.

De Bakker x Gicquel

P.L: Gicquel é um aposentado. E o De Bakker uma estrela em ascensão. Vai ganhar, para tristeza do nosso querido Marcos que odeia o garoto.

EU: De Bakker vence 3 tie-breaks e avança para a próxima rodada.

Dodig x Gonzalez

P.L: Fernando, que não é Alejandro tampouco estrela de música da Lady Gaga (mas foi do Abba, a Lady Gaga dos anos 70) voltou de lesão semana passada e perdeu. Mas do Ivan Dodig, a nova esperança croata, deve ganhar.

EU: Gonzalez, o mais famoso chileno de todos os tempos, ganha em 4 sets. Mas fiquem de olho em Dodig. Bom jogador.

Montanes x Przysiezny

P.L: Acho que o Montañes ganha pura e simplesmente para evitar a propagação do nome do polonês conhecido como “Prezê” entre os íntimos.

EU: Przysiezny ganha, para minha infelicidade, já que terei escrever esse nome durante mais uns 2 dias.

Ball x Raonic

P.L: Temos aí um jogador que Marcos gosta (Ball) e um que eu acho que pode vir a ser alguém (Raonic). Mas dessa vez dá Bolinha, e que o Raonic se contente com Challengers.

EU: Estou me segurando pra não ter que fazer piadas com o nome do australiano. Mas ele ganha, em 5 sets, no jogo mais surpreendente da primeira rodada.

Nishikori x Korolev

P.L: Em Nishikori we believe. Bom, pelo menos I believe. Saindo do qualy, Nishikori ganha do Korolev em 4.

EU: Outro bom jogo que vai acabar em 4 disputadíssimos sets. Joguei a moedinha e deu Korolev.

Cilic x Marchenko

P.L: Boas chances de zebra. Cilic começou esse ano como sensação ao chegar nas semis do AO, mas desde então não fez nada além de uma final em Munique. O jovem croata não é nenhum Ancic (alguém vai ao delírio ao ler isso), e pode muito bem perder do Marchenko. Jogo muito parelho, mas aposto no Cilic.

EU: Zebra? Possível. Mas não muito provável. Cilic em 5 sets.

Melzer x Tursunov

P.L: Tursunov um dia foi alguém, mas agora não faz mais nada. Melzer, o eterno 27 do mundo, está meio deslocado lá na 14ª posição. Mas ele ganha essa.

EU: Melzer, Melzer. Depois de 11 slams seguidos sem passar da terceira rodada, o austríaco conseguiu o feito de passar em 2 seguidos. Destaque para as semis de Roland Garros. Ele vence em 4 sets.

Sweeting x Berankis

P.L: Duelo de dois talentos em potencial. Sweeting é mais bem rankeado e tem mais experiência, e o Berankis foi 1 do mundo juvenil. O garoto das Bahamas naturalizado americano avança pra segunda fase.

EU: Bom jogo. Aposto em Sweeting. 5 sets.

Phau x Mello

P.L: Cláááááássico. Ricardo Mello disse que estava confiante pra esse US Open, então vamos ver o que ele faz. Pelo menos do Phau ele ganha, em 4.

EU: Mello em 5 sets. Sem certeza nenhuma.

Ferrero x Klizan

P.L: Mais um tenista desconhecido (Klizan). Ferrero, vice-campeão do torneio em 2003, não vai chegar tão longe esse ano. Mas pelo menos ao R64 ele chega.

EU: O espanhol, um dos grandes tenistas do começo da década, prefere o saibro, mas vence em 4 sets.

Hewitt x Mathieu

P.L: Hewitt, no auge, chegou duas vezes à final. Não tem mais toda essa moral, mas ganha do decadente Mathieu, outrora 12 do mundo.

EU: Hewitt está destinado a enfrentar Federer (mais uma vez!) na terceira rodada de um Slam. Por isso mesmo ele vence Mathieu em 3 sets.

L.Mayer x Rufin

P.L: Rufin é um daqueles jogadores jovens que dizem ter muito futuro. Por ser francês, eu particularmente fico com um pé atrás. Mas Leo Mayer não encanta, então nosso queridíssimo Guillaume deve prevalecer.

EU: Mayer em 4 sets. Mais um joguinho dispensável.

Berrer x Beck

P.L: Mais um jogo entre alemães? Nossa. Michael Berrer e parem de me encher o saco com o campeonato alemão de tênis.

EU: Faço de Pedrinho, as minhas palavras. Berrer.

Federer x Dabul

P.L: Federer não vem tendo primeiras rodadas muito boas, mas contra o Dabul, ele só se complica se quiser. Não acho que ele queira.

EU: O suíço que eu adoraria odiar, mas não consigo (Hi-5, A-Rod!) vence facilmente em 3 sets.

The Heartbreak Kid

In tennis on 06/07/2010 at 22:15

US Open 2003

Na manhã do dia 05 de julho de 2010, Andy Roddick acordou em sua residência na cidade de Austin, estado americano do Texas , acessou o site da ATP – Associação de Tenistas Profissionais – e checou sua posição no ranking: 9º lugar.

Caíra duas posições ao não defender o vice-campeonato de Wimbledon, vencido por Rafael Nadal na noite de ontem.

Roddick olhou bem para o ranking. Viu o número nove do lado esquerdo de seu nome.

Número nove do mundo. Mesma faixa no ranking de 8 anos atrás. Esboçou um meio sorriso e suspirou.

O texto acima é, obviamente, apenas uma interpretação do ranking de Andy Roddick divulgado hoje pela ATP. Não saberia dizer se o americano se encontrava efetivamente em casa, nem mesmo se deu ao trabalho de conferir o ranking.

Roddick waves the USA flag

Há 10 anos, no ano de 2000, Andrew Stephen Roddick tornava-se profissional.

Como júnior número 1 venceu o Australian Open e o US Open. Assim chegou ao Top 200.

3 títulos em 2001, 2 em 2002 e 6 títulos no ano de 2003, entre eles o US Open e os Masters de Cincinnati e do Canada, colocaram o jovem americano como número 1 do mundo.

Os próximos 7 anos da carreira de Roddick vocês conhecem.

Mais 18 títulos, totalizando 29 ao todo, 3 Masters entre eles e 4 finais de Grand Slam.

As quatro perdidas para o maior nome desta geração, Roger Federer, homem que o derrotou na final do US Open 2006, e por 3 vezes, frustrando o americano naquele que é talvez o maior sonho de Roddick, na grama sagrada de Wimbledon.

Em 04 e 05, com Roddick ainda jovem, com certa facilidade e em 09, naquela que é possivelmente a final de Slam mais disputada de todos os tempos.

Flashes.

Roddick perdendo um voleio crucial que o daria uma dianteira de 2 sets, nenhuma quebra no saque do americano até o game derradeiro e as lágrimas.

“… but you had already won five!” – disse um emocionado Roddick para um vibrante Federer durante o discurso do suíço.

Um 16-14 consagrou – ainda mais – Roger Federer e deu a Roddick a alcunha de “Heartbreak Kid”.

Wimbledon 2009 / Reprodução: SI.com

“The heartbreak kid”, que, em uma de suas muitas traduções significa “garoto do coração partido”, sem sombra de dúvidas, é o apelido que melhor retrata a vida de Roddick nestes últimos 7 anos.

A grande esperança de um país.

O menino rebelde.

O melhor saque do circuito.

O lampejo.

O ‘Joga como nunca, perde como sempre’.

O freguês do Federer.

Cincinnati against Ferrer

São 8 anos consecutivos como Top 10. Um feito igualado apenas pelo próprio Federer.

Ainda assim um one-hit wonder?

Neste caso os números, creio eu, mentem. Ou pelo menos não dizem tudo.

Roddick não só é o jogador que mais disputou finais de Grand Slam entre os jogadores em atividade (desconsiderem Federer e Nadal), como é, também, o que possui o maior número de títulos.

Sim, nenhum deles, fora o US Open de 2003, é um Grand Slam. O segundo Grand Slam que quase veio ano passado e que este ano, por enquanto, passou longe.

Culpa de Federer e de suas 19 vitórias contra o americano? Talvez.

E o que dizer de suas últimas 4 derrotas em Grand Slam?

Desconsidere Roland Garros. Foram todas em 5 sets.

Mas não foi só Federer. Foi também Isner. Cilic. Lu.

Derrotas que doem, que machucam aqueles que sabem que Roddick pode e merece chegar lá. Pelo menos mais uma vez.

US' Davis Cup Team

O saque mais rápido do circuito.

O recorde de anos consecutivos como Top 10.

Um ex-número 1 do mundo.

São 3 finais de Wimbledon, quase 20 milhões de dólares em prêmios…

Que nada!

Andy Roddick é, até hoje, até que consiga novamente vencer um dos 4 maiores torneios do esporte, o ‘Heartbreak Kid’.

E Roddick, aos 35 anos, vencedor de X Grand Slam, mais de 30 títulos na carreira, fechou o site da ATP e suspirou. Se orgulhou de seus feitos, de suas muitas vitórias, de suas muitas derrotas.

Foi o homem da virada contra Nalbadian (US Open 03), o homem da nação contra Ferrero (US Open 03), o homem do quase contra Hewitt (Indian Wells 05), o homem da verdade contra Verdasco (Roma 05), o homem da desilusão contra Muller (US Open 05), o homem da vergonha contra Gasquet (Wimbledon 07), o homem da força contra Djokovic (Australian Open 09 ), o homem das lágrimas contra Federer (Wimbledon 09), o novo homem contra Nadal (Miami 10), o homem do ‘porquê?’ contra Lu (Wimbledon 10).

O homem que empunhou bandeiras, quebrou raquetes, xingou juízes, arrancou risadas, foi acima de tudo, Andy Roddick.

Assim, com um sorriso, Stifler deu um beijo de boa-noite em Brooklyn e dormiu. Feliz.

Quando vence o melhor

In tennis, Wimbledon on 06/07/2010 at 00:21

Reprodução: M. Hangst

Olhando assim o título, pode até parecer um pleonasmo.

Ora, mas se alguém venceu uma competição, ainda mais no tênis, esporte individual cuja capacidade de ação está intimamente relacionada ao tenista, é claro que ele é o melhor. No entanto, partindo dessa mesma linha de raciocínio, normalmente depreende-se algo maior, quase filosófico. E é bem por aí que eu vou ditar o ritmo desse post. Mesmo na minha apresentação haviam dito que eu fazia mais o “estilo cabeça”. É bem isso mesmo. Deal with it ou pressionem por uma demissão, queridos. 😉

Sábado, para as mulheres, e domingo, para os homens, Wimbledon chegou ao seu final, uma pena, coroando, na quadra central, Serena Williams e Rafael Nadal, ambos acostumados às vitórias n’O Gramado. Serena vencera lá por três vezes, inclusive no ano passado. Já Nadal triunfara sobre Federer 2 anos atrás, e uma lesão no joelho o impediu de defender o título em 2009.

Pode-se dizer que Wimbledon é um Grand Slam peculiar. O Aberto da Austrália, no começo do ano, conta com uma série de torneios na Oceania, como Auckland e Brisbane, do mesmo modo que quadras duras não são raridade no circuito; Roland Garros e o US Open quase se equivalem: como preparação para o Major do saibro, são disputados três Masters, e para o de Flushing Meadows, dois, em sequência, além de uma vasta temporada no cimento estadunidense. Para Wimbledon, não. São apenas duas semanas de torneios preparatórios, iniciados logo na segunda-feira após a final na França. Se, por um lado, Queen’s e Halle gozam de certa glória entre os ATP-250, o contrário ocorre com Eastbourne e S’Hertogenbosch, esvaziados de grandes estrelas. Portanto, é justo afirmar que dificilmente uma zebra leva o troféu no All England Club. E é assim que vem sendo nos últimos anos. Com pouco tempo de preparação, os favoritos para o penúltimo Slam da temporada dificilmente variam; bons jogadores podem fazer excelentes campanhas o ano inteiro, mas em Wimbledon tudo muda; a grama não agrada a todos, e era comumente ignorada por jogadores de alto nível – Guga abriu mão do torneio quando era numero 1 do ranking, e Thomas Muster, o famoso “Musterminator” sequer ganhou um jogo em Wimbledon; pudera; disputou apenas em três oportunidades o torneio.

Assim sendo, afirmo que é preciso ter algo a mais para ser coroado em Wimbledon. Pelo piso, pelo clima, pela glória. E se hoje existem, tanto no masculino quanto no feminino atletas com esse algo a mais, estes são representados, sem qualquer sombra de duvida, por Rafael Nadal e Serena Williams.

Sim, pode parecer fácil e oportunista fazer análise justamente quando os dois ocupam – com folga – a primeira colocação dos respectivos rankings. Falando individualmente, Rafael Nadal vem na melhor fase da carreira – melhor até do que em 2008, quando encerrou pela primeira fez o domínio de Roger Federer à frente do ranking. Começou o ano em baixa – caiu para quarto lugar, atrás de Murray e Djokovic, e poderia ter sido quinto caso Del Potro estivesse em quadra – sofreu com lesões, falhou em defender o titulo do Australian Open e caiu na semi-final dos dois primeiros Masters do ano. Contudo, se existe alguém que sabe reverter uma situação difícil, brincar de McGyver, e com uma raquete e uma bolinha sair do fundo do poço, esse alguém é o menino de Manacor, sobrinho de um ex-zagueiro da Seleção Espanhola de futebol. E foi exatamente isso que ele fez, usando como alavanca a extensa temporada no saibro – e aqui não vou usar o discurso de achá-la abusiva e mais longa do que o necessário. Rafa venceu simplesmente os três Masters disputados sobre a terra batida, perdendo apenas dois sets. Como defendia muitos pontos, só os somou em Madrid, quando deu o troco em Federer pela final do ano passado e retomou a segunda colocação do ranking. Então veio Roland Garros, reino inconteste de Nadal, que só perdeu um único jogo lá – justamente no ano passado. É justo dizer que ele não encontrou dificuldades em nenhuma das sete partidas. Nem mesmo na final, contra o algoz Robin Soderling, também um desafeto seu. Mais uma vez Nadal levou um Grand Slam sem perder sequer um set, conquistando, quase como recompensa, a liderança do ranking mais uma vez. Por fim, veio a grama, piso no qual Nadal não pisava desde a final de Wimbledon em 2008. Nadal disputou o badalado torneio de Queen’s, que deu a ele seu primeiro título sobre a grama. Perdeu para Feliciano Lopez e entrou como cabeça 2 em Wimbledon.

E aí Nadal deixou claro para o mundo e seus adversários porque ele é Nadal, porque ele é o touro miúra, temido no saibro e muito respeitado fora dele. Começando em baixa, Nadal precisou do quinto set por duas vezes, mas triunfou. Sentiu dores no joelho, mas lutou e seguiu em frente. E após vencer o freguês Paul-Henri Mathieu marcou novo encontro com Robin Soderling, dessa vez na grama. Soderling levou o primeiro, mas Nadal disse “aqui não, outra vez não. Sai fora, sueco”, e reagiu, anulou Soderling e foi para a semi, onde enfrentou Murray e a Inglaterra inteira. Não se intimidou, contou com a falta de cabeça de Murray, que perdeu grandes chances justamente quando não devia, e fechou o jogo sem problemas, em 3 sets. E na final cumpriu mera formalidade contra a surpresa Tomas Berdych. Quebrou o adversário apenas três vezes, venceu três sets e o torneio.

Já disse previamente que não sou grande fã de Nadal. Mas sei enaltecer suas qualidades, e o respeito muito, como grande vencedor que é, e provou isso mais do que nunca em Wimbledon. Mais do que isso, mostrou aos seus adversários que Federer pode estar próximo da aposentadoria, mas que ele está sim pronto para assumir o lugar do suíço. E que venha o US Open e o Career Slam!

Photo: Google Images

Já Serena Williams mais uma vez só confirmou o que todos sabiam: é sim a melhor jogadora da WTA, e isso não é de hoje. Mais do que a larga vantagem no ranking – 8495 pontos contra 5900 de Jelena Jankovic – Serena mostra sua superioridade em quadra. Principalmente em Wimbledon. Não há ninguém, na WTA, atualmente, que possa vencê-la na grama. (Talvez, em dia que lembre os bons momentos de sua carreira, apenas sua irmã, Venus, possa ameaçar a supremacia de Serena sobre a grama).

As esqueléticas beldades do tênis feminino – que parecem se preocupar mais em sair bem nas fotos de biquíni do que em jogar num alto nível – não agüentam retornar seus poderosos saques, tampouco defender seus golpes, que provavelmente incomodariam até alguns jogadores da ATP, tamanha força que ela imprime.

Não acompanho com afinco os torneios da WTA, somente os Slams, e neles Serena domina. A americana até se dá ao luxo de disputar poucos torneios – 15, se não me engano – e mesmo assim tem uma incrível média de pontos. Desde que voltou ao topo do tênis feminino, após o Aberto da Austrália do ano passado, Serena parece mais relaxada. Não se sacrifica, nem se inscreve em dezenas de torneios melhores para somar pontos. Consequentemente, sofre poucas lesões. E mesmo assim mantém-se facilmente na ponta do ranking da WTA. Ora, se isso não serve para qualificar um atleta como o melhor, não sei mais o que serve.

*Acredito que finalizamos por aqui uma seção dedicada exclusivamente ao tênis por um bom tempo – até o US Open, creio eu; os outros torneios devem receber apenas curtas menções. Confesso que sentirei falta.

Pedro Liguori, colaborador do SportsTour desde que Zvonareva ainda não tinha chegado a uma final de Slam, acha Serena Williams a mulher mais gostosa da WTA.

ST Team! 😉