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Na Ásia começaste…

In F1 on 24/09/2010 at 16:43

…e na Ásia acabarás.

Assim será com o campeonato mundial de Formula 1 de 2010, julgado por muitos como o mais equilibrado de todos os tempos. Iniciado na metade de março, no deserto do Bahrein, o campeonato organizado pela FIA de Jean Todt e pela FOM de Bernie Ecclestone se findará na segunda Daynight* Race da história, em Abu Dhabi, que se não fascina pelo circuito insosso, certamente atrai os olhos para sua opulência regada ao mais fino petróleo árabe.

Antes desse último stint de 5 corridas, quatro na Ásia e uma perdida no Brasil, o SportsTour leva até você um especial com os cinco postulantes ao título, um recap da temporada marcada pelo equilíbrio, pelo novo sistema de pontuação e pela inesquecível prova de Hockenheim e sua não menos imemorável (falta de) conseqüência.

Preparados? Readers, start your engines!

Mark Webber – Red Bull Renault

Na F1 desde 2002, o veterano Webber venceu sua primeira prova no ano passado

Líder do campeonato, 187 pontos, 4 vitórias

O australiano desembarcou em baixa na equipe austríaca em 2007, após duas temporadas na Williams, para ser companheiro de equipe do veterano David Coulthard. Em 2009, seria o “mentor” do gênio indomável, Sebastian Vettel, cria do pessoal de Mastechitz, talento em potencial, cabeça fraca.

Webber venceu suas primeiras duas corridas ano passado, em Nurburgring e Interlagos, terminando o campeonato em 4º. Para esse ano, Webber voltou melhor do que nunca. Após um inicio fraco no Bahrein e uma prova decepcionante em casa, fez a pole e terminou em segundo na Malásia, iniciando aí uma arrancada que o levou ao topo da tabela.

São 4 vitórias, em Barcelona, Monte Carlo, Silverstone e Budapeste, e poderiam ser cinco, caso Vettel não tivesse forçado aquela ultrapassagem catastrófica em Istambul. Somando a isso os segundos-lugares de Spa-Francorchamps e Kuala Lampur, e o terceiro lugar na mesma corrida da Turquia, Webber hoje lidera o campeonato, ao fim da temporada européia, com meros 5 pontos de vantagem para o segundo colocado.

Há de se destacar a coragem de Webber em peitar a equipe, que claramente tinha em Sebastian Vettel seu primeiro piloto. No entanto, sua falta de erros (foram dois até agora: na Austrália e em Valência, quando decolou com seu bólido) em contrapartida aos cometidos em dúzias pelo jovem alemão podem fazer a Red Bull mudar de idéia para essa reta final do campeonato.

Dados da temporada: Fez a pole na Malásia, Espanha, Mônaco, Turquia e Bélgica; É o piloto com mais vitórias na temporada (4); Só não completou uma corrida (Valência).

Lewis Hamilton – McLaren Mercedes

Campeão do mundo em 2008, Hamilton, agora mais experiente, corre atrás do bi

Vice líder com 182 pontos, 3 vitórias

Com um título no currículo e uma pilotagem de dar gosto aos olhos, Lewis Hamilton busca o bicampeonato num ano de 2010 que, para ele e a sua equipe, está sendo infinitamente melhor do que o fraco 2009 apresentado pela McLaren.

Para Hamilton, sua evolução é o fator chave que o leva a disputar esse mundial. O inglês, que surpreendeu o mundo duplamente em 2007 – primeiro ao liderar o campeonato e quase garantir o título e depois por perdê-lo de forma impressionante – se mostra muito mais maduro, muito mais focado, e os quatro anos de experiência na principal categoria do automobilismo mundial parecem ter acabado quase que inteiramente com seus erros estúpidos.

Assim como Webber, Hamilton começou o ano atrás de seu companheiro de equipe. Foi terceiro colocado no Bahrein, ficou fora dos cinco melhores colocados na Austrália e na Malásia, e foi o segundo na dobradinha da McLaren na China. Viu Button abrir duas vitórias a zero, mas não se abateu, foi pra cima e agora já ultrapassou o companheiro nesse quesito: 3×2.

O problema de Lewis – assim como o de Button e da Ferrari – é o fator Red Bull, incontestavelmente o melhor carro da temporada, mas que até agora não conseguiu capitalizar essa vantagem em uma confortável liderança no mundial, tanto de pilotos quanto de construtores.

Após um abandono em Monza, Hamilton perdeu sua liderança para Webber, mas pode retomá-la caso vença em Cingapura. Aliás, das últimas cinco pistas do ano, excluindo a prova inédita da Coréia do Sul, Hamilton vem de um bom retrospecto. Em 2009, venceu Cingapura, fez pole mas foi forçado a abandonar em Abu Dhabi e chegou em terceiro, tanto em Suzuka quanto em Interlagos.

Dados da temporada: Vitórias em Montreal, Istambul e Spa-Francorchamps; segundo lugar na China, em Valência e em Silverstone; terceiro colocado em Sakhir; Fez a pole no Canadá, oitava etapa do campeonato, se tornando o primeiro piloto a quebrar a série da Red Bull (posteriormente igualado por Alonso); Pontuou em todas as corridas que terminou; Abandonou em Barcelona (quebra de suspensão), Budapeste (problemas hidráulicos) e Monza (bateu com Massa e quebrou a suspensão). É o piloto que mais liderou a contenda até agora.

Fernando Alonso – Ferrari

Bicampeão, Alonso vem em uma arrancada impressionante atrás do tri-mundial

Terceiro colocado, 166 pontos, 3 vitórias

Primeiro vencedor da temporada, as pretensões – e olha que não são poucas – do espanhol da Ferrari esbarram na competitividade do próprio carro que, após um começo fraco, ganhou rendimento e vem brigando de igual contra McLaren e Red Bull.

No entanto, se vier a conquistar o campeonato, toda a habilidade de Alonso como piloto será esquecida, e imediatamente o controverso episódio de Hockenheim – quando deu piti ao rádio e venceu graças a um jogo de equipe – será trazido à tona outra vez.

Dentro da pista, contudo, Alonso cometeu poucos erros, embora alguns fatais, como a queimada de largada na China, a cortada de caminho na Inglaterra e o acidente na Bélgica. Exímio condutor, Alonso deveria se focar mais em sua pilotagem do que nas besteiras que fala. Na minha opinião, está fora da briga pelo título, também devido ao fato de estar próximo de usar seu último motor disponível, o que acarretaria em uma punição de perda de posições (10) no grid de largada.

Dados da temporada: Três vitórias, em Sakhir, Hockenheim e Monza; Segundo lugar na Espanha e na Hungria; Terceiro no Canadá. Com exceção de Silverstone, pontuou em todas as corridas que completou, abandonando na Malásia (motor) e na Bélgica (acidente). Com a pole em Monza, se tornou apenas o segundo piloto a largar de primeiro e não pilotar para a Red Bull Racing.

Jenson Button – McLaren Mercedes

Atual campeão, Button aposta em sua condução para tentar o bi

Quarto colocado, 165 pontos, 2 vitórias

Atual campeão do mundo, dono de uma tocada clássica, menos agressiva, mais conservadora, mas nem por isso menos eficiente, Jenson Button mostra que é sim um piloto de ponta, capaz de brigar pelo topo da tabela – inclusive liderou o campeonato, quando este estava no início.

A verdade é que Button não erra. Pode sofrer com um carro menos competitivo do que as Red Bull, mas mesmo assim não erra. Esse ano, seus únicos abandonos se deram por erros de terceiros: de um mecânico, em Monte Carlo, e de Sebastian Vettel, em Spa.

Se, por um lado, o segundo lugar no GP da Itália tecnicamente o recolocou de volta na briga pelo campeonato, creio que Button não é um dos favoritos. Sua única chance é contar com a sorte, os erros dos adversários e sua condução limpa, por vezes conservadora.

Dados da temporada: Venceu na Austrália e na China, ambas sob condições climáticas instáveis; Segundo lugar no Canadá, em Monza e na Turquia; Completou o pódio em Valência; Outro piloto que pontuou em todas as corridas que completou, saindo zerado do final de semana em Mônaco, quando teve sua corrida interrompida pelo superaquecimento causado por uma tampa esquecida no Duto-F de seu McLaren e em Spa, quando vinha em segundo e foi atingido por Vettel.

Sebastian Vettel – Red Bull Renault

Abusando dos erros, Vettel está próximo de precisar de um milagre para ser campeão

Quinto colocado, 163 pontos, 2 vitórias

Ainda não se sabe quem vai ser o grande vencedor da temporada de 2010, mas provavelmente Vettel será apontado por muitos como o grande perdedor.

Vice campeão do último ano, Vettel chegou para essa temporada como um dos favoritos. Afinal, se ele chegou a vencer corridas com a modesta Toro Rosso, com uma confiável e evoluída Red Bull poderia levar o título com facilidade. Certo? Errado.

Vettel tropeçou em suas próprias pernas ao longo desse ano. Começou impecável, isso é verdade, com duas poles, mas a sorte lhe aplicou dois duros golpes logo no principio da temporada. No Bahrein, liderava facilmente quando um problema fez com que despencasse de primeiro para quarto. Na corrida seguinte, Vettel, saindo outra vez da pole, teve uma quebra nos freios e rodou quando outra vez liderava com folga. Na Malásia, veio a primeira vitória. E então a ascensão de Webber fez com que os erros se tornassem mais freqüentes.

Ocupando hoje apenas a quinta colocação do mundial, com remotas chances de titulo e acumulando episódios como os de Istambul, Silverstone, Hockenheim, Budapeste e Spa, resta a Vettel amadurecer, fortalecer seu psicológico para que enfim possa converter todo esse talento em vitórias e reais chances de ser campeão. Talvez em 2011…

Dados da temporada: Vitorioso na Malásia e no GP da Europa, Vettel fez a pole em Sakhir, Melbourne, Shangai, Silverstone, Hockenheim e Budapeste, sendo o piloto que mais saiu da primeira da posição no ano. Chegou em segundo em Mônaco e ainda subiu ao pódio como terceiro na Espanha, Alemanha e Hungria. Não completou as corridas da Austrália, graças a problemas nos freios, da Turquia, quando se enroscou com o companheiro Webber, e na Bélgica, quando arranjou problemas com Button, Liuzzi, teve o pneu furado, um fim de semana desastroso e acabou em 16º.

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Assim se encerra o review do SportsTour da temporada e preview para as corridas de Cingapura, Seul, Suzuka, Interlagos e Yas Marina, onde a temporada se encerra. Esperamos que tenham gostado.

ST Team! 😉

* – Daynight: Corrida iniciada durante o dia que termina de noite. Embora Cingapura seja disputada em período noturno, ela inicia e termina à noite.  Em Abu Dhabi, a largada é dada às últimas luzes do crepúsculo.

Um Asterisco e uma Vergonha

In F1 on 27/07/2010 at 00:02

Ferrari ends Massa's hope to win

Um asterisco e uma vergonha. É assim que eu vou marcar o GP da Alemanha no meu calendário da F1 de 2010.

Do mesmo jeito do GP da Áustria de 2002. Do mesmo jeito de Mônaco 2006, Cingapura 2008, Brasil 2007. Com um asterisco vermelho e uma certa revolta. De um jeito que, para sempre, quando eu olhar para o passado e as corridas do campeonato de 2010, eu lembre exatamente que aconteceu algo extraordinário naquele dia. Algo que transpassou o limite do esporte para entrar no âmbito da sujeira. Assim, Hockenheim-10 entra num hall da infâmia, tomando o caminho imediatamente oposto ao da etapa alemã de 2009 – a qual, exclusos a penalidade e vitória de Mark Webber, não lembrava sequer o que tinha acontecido.

Ao contrário de Zeltweg, quase uma década atrás, quando tinha apenas 9 anos (a corrida foi antes do meu aniversário, tenho certeza) e nem acompanhava de perto o circuito da F1, a corrida de Hockenheim – no circuito mutilado por Tilke, que não tem nem de longe a mesma emoção do antigo, que passava no meio da Floresta Negra – vai ficar gravada, vívida, na minha memória.

O que era só uma corrida chata, que mostrava a falta de cérebro de Sebastian Vettel, jogando fora mais uma vitória certa, como fora na última etapa, em Silverstone, adquiriu um tom feio. O alemão, correndo em casa, saía da pole. As duas Ferrari, de ALONSO e massa (erros tipográficos propositais) vinham em segundo e terceiro. E o resto do grid é dispensável, porque a verdade é que a corrida se centrou apenas nesses três nomes.

Vettel porque preferiu muito mais espremer ALONSO do que tentar impulsionar seu bólido Red Bull para a primeira curva. massa porque, se por um lado foi um gigante na largada, aproveitando a bobeira do jovem alemão para pular na ponta pela primeira vez em muito tempo, se apequenou no decorrer da corrida. E ALONSO merece seu destaque. Afinal, não é qualquer um – principalmente alguém que já foi campeão do mundo – que consegue se mostrar tão hipócrita e mau caráter quanto o “Príncipe das Astúrias”, o menino do Santander, o melhor piloto espanhol de todos os tempos – títulos que o enobreceriam, mas na verdade só fazem com que seu comportamento se torne mais baixo.

Ao final da curva 1, massa mantinha seu Ferrari-Santander em primeiro. ALONSO, com o vermelinho número 8 vinha em segundo e Vettel, o idiota, em terceiro. Hamilton vinha em quarto, seguido por Webber, Button e os demais, que estavam tão atrás na corrida quanto no campeonato. Ao final da curva 2, massa manteve-se em primeiro. Da três, idem. Da primeira volta também. Da segunda, terceira e quarta, ibidem.

Não foi até a décima oitava volta que massa teve sua posição ameaçada por ALONSO ou Vettel, o gênio incompreendido. Tampouco Vettel, o pensador era ameaçado por Hamilton. E, se a Bridgestone prometia uma corrida animada tal qual a do Canadá, com compostos opostos, sua intenção falhava. E, se a corrida poderia ficar animada porque São Pedro prometia, não ficou, porque não choveu. E, chata, a carreira se desenrolava até seu final, na volta 67.

A emoção veio de uma forma diferente. Nas trocas, ALONSO foi chamado primeiro para a Ferrari-Santander. Na volta seguinte, massa, o líder trocou sua borracha mole pelos compostos mais duros. E assim rodariam 50 voltas, até o final do Grande Prêmio, que não teve nada de grande e premiou apenas mais um ato estúpido da Ferrari-Santander, a primeira equipe ítalo-espanhola da F1.

massa perdeu sua vantagem para ALONSINHO, bicampeão, príncipe na Espanha e Rei do Santander – consequentemente, Rei da Santander-Ferrari, equipe de F1. Mas massa tem fibra. massa é brasileiro e massa tem ‘los cojones’, pra não descer o nível. Não existe essa de privilegiar pilotos na Ferrari. Não, de fato, provavelmente não tinha mesmo na Ferrari. Mas na Ferrari-Santander tem.

E ALONSINHO, influente na FIA, no Santander e na Espanha, esbravejava com seu engenheiro-fisioterapeuta. “É ridículo”, dizia, sobre massa, o Sancho Pança de DOM ALONSO, que insistia em colocar o carro na frente dos bois e se manter em primeiro.

Os giros passavam e massa, oitavo colocado no campeonato e sem nenhum resultado expressivo na temporada – mesmo tendo liderado a contenda após a Malásia – seguia liderando a esparsa passeata, com ALONSO, primeiro vencedor do ano e quinto no campeonato, em segundo, colado no seu aerofólio traseiro branco, que anuncia, em letras vermelhas como a Ferrari, o nome Santander. Não coincidentemente.

Volta 49. Faltavam 18 para o fim do grande prêmio da Alemanha (me dei o direito de deixar grande prêmio em minúsculas. Já disse ali em cima), e ALONSO, que estava achando tudo aquilo ridículo, resolveu mostrar ao mundo o que era ridículo mesmo. Berrou no rádio, esperneou e deve ter dito: “Sou ALONSO, Príncipe na Espanha. Me dêem o que é meu”. E Domenicalli, líder dos Blanco-rojos, falou com o co-proprietário da equipe. E recebeu o aval e a instrução. Chamou Rob Smeadley, engenheiro de massa de canto e sussurrou algumas palavras em seu ouvido. E Smeadley entrou ao vivo, para massa e o mundo: “ALONSINHO…ESTÁ…MAIS…RÁPIDO…DO QUE… VOCÊ. ENTENDEU?”

massa entendeu. Nesse momento, o momento em que ele mostrou que é um ser humano, racional e capaz de compreender essa mensagem, Felipe Massa, vice-campeão de 2008, 11 vezes vencedor de Grand Prix, foi relegado pela Ferrari-Santander a massa, o submisso. E Fernando Alonso, bicampeão da categoria, 22 vezes vitorioso em Grand Prix, o último a bater Schumacher, virou ALONSO, um nome em maiúsculas, que se sobrepõe ao de seu companheiro.

massa, o amigão, diminuiu. ALONSO, o Rei, passou. E um asterisco vermelho se fez no meu calendário de 2010 da Fórmula 1.

Um asterisco vermelho. E uma vergonha.

Pedro Liguori, colaborador do SportsTour desde que Massa tinha dignidade, é fã inveterado da McLaren.

ST Team! 😉

Programação ST (3)

In all sports on 26/07/2010 at 23:14

Photo: Google Images

Tênis

Semana agitada no tênis internacional. 5 torneios – 3 pela ATP, e 2 pela WTA. Começando pelos ATPs, a ação acontece em Umag e Gstaad, no saibro europeu, e em Los Angeles, no cimento americano. Todos os torneios são nível 250.

Em Gstaad, Thomaz Bellucci (BRA, 21) defende pela primeira vez o título de um torneio – ano passado ele saiu do qualy para derrotar Andreas Beck na final. Esse ano, Bellucci é cabeça de chave número 3. Completam ainda o grupo dos melhores rankeados Mikhail Youzhny (RUS, 13), Nicolas Almagro (ESP, 18) e Albert Montañes (ESP, 24). Interessante notar que esse torneio não dá bye aos 4 principais tenistas. O que acho justíssimo.

Em Umag, torneio disputado sobre o saibro croata, Nikolay Davydenko (RUS, 6) tenta se recuperar da má fase e visa defender o título do ano passado. Ele não joga a primeira rodada, assim como Jurgen Melzer (AUT, 15), Ivan Ljubicic (CRO, 16) e Juan Carlos Ferrero (ESP, 21).

Por fim, Los Angeles – o torneio dos fazendeiros – recebe o segundo evento da US Open Series. Djokovic, dois do mundo, desistiu, mas para seu lugar veio Andy Murray (GBR, 4). Sam Querrey (EUA, 20) é o segundo pré-classificado e defende o título. Também não jogam a primeira rodada Marcos Baghdatis, o gente boa (CYP, 25) e Feliciano Lopez (ESP, 26).

Na WTA, Stanford conta com um bom lineup. Samantha Stosur (AUS, 5), vice-campeã de Roland Garros, é a primeira pré-classificada. Elena Dementieva, a musa (RUS, 6) é a segunda. Agnieszka Radwanska (POL, 11) e Marion Bartoli (FRA, 14) são as quatro primeiras cabeças-de-chave. Também integram a lista das participantes Maria Sharapova (RUS, 15), Yanina Wickmayer (BEL, 17), Victoria Azarenka (BEL, 18) e Dinara Safina (RUS, 35), em mais uma tentativa de volta ao circuito.

Pra finalizar a parte de tênis, em Istanbul, Franchesca Schiavone, campeã em Roland Garros, é a primeira pré-classificada (ITA, 8). Depois, as próximas melhores rankeadas estão abaixo do top-30: Petra Kvitova (CZE, 30), Anastasia Pavlyuchenkova (RUS, 31) e Yaroslava Shevdova (CAZ, 32).

Futebol

No futebol, Mano Menezes faz hoje, segunda-feira, sua primeira convocação como técnico do Brasil. Esses jogadores enfrentarão os Estados Unidos, em Agosto, no Jets Stadium, em Nova York.

Além disso, volta a Taça Libertadores, com os jogos de ida das semi-finais do torneio mais importante promovido pela Conmebol. Terça feira, Universidad do Chile pega o Chivas Guadalajara, no México. E, na quarta-feira, Internacional e São Paulo se enfrentam no Beira-Rio, em uma repetição da final de 2006. Na ocasião, deu Inter.

O Brasileirão segue no final de semana, em sua 12ª rodada. O domingo verá uma rodada de clássicos: Palmeiras v. Corinthians (o alviverde busca a primeira vitória com Felipão no banco), Internacional v. Grêmio no Beira-Rio, Atlético-MG v. Cruzeiro, com mando do Galo e Flamengo vs. Vasco, com mando do Flamengo. Vice-líder, o Fluminense joga no sábado, em casa, contra o Atlético-PR, buscando dormir na liderança mais uma vez.

Formula 1

Depois da patacoada da Ferrari em Hockenheim (leiam “Um asterisco e uma vergonha”) o circo da F1 desembarca na Hungria para a 12ª etapa do campeonato mundial, ainda com a dupla da McLaren na ponta da tabela – Hamilton é primeiro, e Button, segundo.

Foi nessa mesma Hungaroring que Massa sofreu os maiores revés de sua carreira. Em 2008, quando brigava pelo campeonato, liderava a corrida até faltarem 3 voltas para o fim, quando o motor de sua F2008 abriu o bico. Ano passado, no final do Q2, uma mola que se desprendeu da Brawn de Barrichello acertou o piloto na testa. Desacordado, Massa se chocou contra a proteção de pneus e perdeu o resto da temporada.

Também no ano passado, Alonso fez a pole com a Renault. Na corrida, um acidente em seu pitstop fez com que o espanhol perdesse a roda e abandonasse. A vitória ficou com Lewis Hamilton, da McLaren, com Kimi Raikkonen, da Ferrari, em segundo e Mark Webber, da Red Bull, em terceiro.

ST Team! 😉

D de Damon Hill

In F1 on 17/05/2010 at 19:00

Photo: Google Images

Quem curte Fórmula 1, assim como o blogueiro aqui sentado redigindo este post, provavelmente assistiu o GP de Monaco neste fim de semana. Se não assistiu, ao menos ouviu falar.

Bem, um resumo da parte que não interessa: Webber venceu, a RBR assumiu a liderança do Mundial de Construtores e colocou seus dois pilotos empatados no Mundial de Pilotos. Pronto.

Agora, você, espertalhão que não assistiu a corrida, me pergunta: Mas se essa parte é a que não importa, qual parte realmente importa? O desempenho da Hispania? A batida de Jarno Truli e do indiano Chandhok?

Não. A única parte que realmente interessa e que realmente deveria ser discutida nesta corrida é a punição do alemão Michael Schumacher, que custou 20 segundos na classificação geral da corrida e tirou do piloto os 8 pontos conquistados merecidamente.

Mais um resuminho pra você que não estava acompanhando a chatíssima corrida no Principado este fim de semana.

Fernando Alonso, espanhol, largou em último devido a uma burrada cometida no treino que antecede o treino oficial de classificação. Bateu, a Ferrari não conseguiu arrumar o carro em tempo suficiente e ele nem sequer entrou na pista para marcar um tempo.

Bla bla bla… vamos ao que interessa.

Na corrida, graças a uma estratégia interessante da Ferrari, Alonso chega à última volta na sexta colocação. Schumacher é o sétimo, Rosberg o oitavo.

Última volta. Safety Car na pista. Os pilotos só manteriam as posições e Mark Webber seria declarado o vencedor.

O problema é que embora a regra não permita ultrapassagem com o Safey Car na pista, o bendito artigo 40.13 que você encontra em qualquer outro site que não tenha preguiça de mencioná-lo, a direção de prova deu bandeira verde, apontou “SC in this lap” (para traduzir, consulte o Google) e Schumacher aproveitou uma bobeada de Alonso (bobeada é pouco, foi erro mesmo), ultrapassou-o e ficou com a sexta posição. Rosberg também tentou, mas o espanhol fechou a porta.

Justíssimo.

Ok, a regra diz que bla bla bla… Sim, concordo. A mesma regra bla bla bla diz que não se deve mostrar bandeira verde na última volta se a corrida vai acabar com SC.

Schumacher provavelmente sabia disso, mas não tinha nada a perder.

Iria tirar a diferença de Rosberg no campeonato, que iria ser de 54 a 30 – hoje é de 56 a 22 – mas só. Duvido muito que o alemão estava preocupado com os pontos, o que ele quer mesmo é se divertir. E neste caso ele se divertiu mesmo. Só não esperava ter do outro lado da história, o que analisaria a ultrapassagem na pista, um de seus maiores desafetos: Damon Hill.

Ah, agora sim o nome do post faz sentido, certo?

Errado. Na verdade eu estava com preguiça de criar um nome mais bacana (risos).

Enfim, era Schumacher versus FIA (Ferrari International Association) e Damon Hill, o mesmo chorão que perdeu o título em 1994 quando Michael Schumacher sem a menor das intenções jogou seu carro contra o do inglês. (risos)

O que você imaginou que fosse acontecer?

Schumacher punido e Damon Hill tem a sua vingança.

O inglês tirou 8 pontos do alemão no campeonato. Ajudou Alonso (outro rival de Schumacher) e Rosberg (companheiro de equipe de Schumacher) e… só. O título de 1994 continua nas mãos do heptacampeão.

Valeu a pena, Hill?

O Schumacher riu.

O Ministério da Internet adverte: piadas infames como esta podem ser prejudiciais à sua saúde.

ST Team! 😉