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As Oitavas da Copa do Mundo

In futebol, World Cup on 26/06/2010 at 00:23

Photo: Google Images

Quando, em Pretória, o árbitro mexicano Marco Rodriguez soou seu instrumento de trabalho e pôs fim ao insosso toque de bola no campo de defesa entre jogadores espanhóis, findou também o último dos quarenta e oito jogos que compõe a primeira fase da Copa do Mundo. Todas as trinta e duas seleções haviam feito seus três jogos regulamentares e quinze delas se preparam para voltar para casa. Algumas de forma surpreendente, como os atuais campeões, os italianos, e outros nem tanto, como os pobres hondurenhos, que agora voltam para a terra de Zelaya, fazer o que, é a vida, e os anfitriões, os Bafana Bafana, coitadinhos, pelo menos nem avião terão de tomar. Dezesseis despedidas, dezesseis sorrisos – a lei de Newton, para cada ação, uma resposta – confrontam-se agora nas oitavas, quartas, semis e, por fim, na Grande Final, até que apenas um de trinta e dois sorria, enquanto os outros trinta e um choram, e invejam os vencedores, prometendo pegá-los daqui a quatro anos, dessa vez em terras tupiniquins, como foi também em 1950, na primeira Copa pós-guerra.

De qualquer forma, notei, como grande estudioso e admirador do esporte bretão que sou, que se notam muitas similaridades entre esse mundial e o disputado oito anos atrás, em um esforço conjunto de Coréia e Japão. Enumero essas similaridades ao mesmo tempo em que discorro sobre os duelos das oitavas de final.

Começando pelas semelhanças entre o primeiro mundial na África e a primeira copa disputada na Ásia… êpa, aí temos a primeira semelhança. Primeiro mundial em continentes emergentes. A diferença, no entanto, fica por conta da análise sócio econômica das duas – ou três sedes. Enquanto Japão e Coréia do Sul são pólos tecnológicos, cujas marcas têm um alcance global. Exatamente o oposto verifica-se na África do Sul. Tirando a petroleira Sasol, que patrocinou a Jordan na Fórmula 1 durante bons anos, não consigo lembrar uma grande empresa sul-africana. Batalhando para se erguer após duros anos de segregação racial, a África do Sul está longe de ser considerada uma potência econômica.

Esportivamente falando, notamos já no Grupo A a primeira relação. Formado por África do Sul, México, Uruguai e França, possui dois componentes iguais ao Grupo A estabelecido na Coréia do Sul: os europeus e os sul-americanos, que tinham a companhia de senegaleses e dinamarqueses. Também na classificação do grupo há semelhanças: em 2002, prevaleceram Dinamarca e Senegal. Hoje, os classificados foram Uruguai e México. Ora, além do vexame francês (que, sem em 2002 sequer marcou um gol, nessa ocasião quase repetiu a “façanha”, não fosse por Malouda), os classificados estão subjetivamente correlacionados. Pois alguém esperava algo de Uruguai ou Senegal, campeões do grupo? E não seria o México quase como a Dinamarca, uma segunda força, que avançaria tranquilamente em segundo atrás dos tradicionais Galos Azuis?

Argentina, Grécia, Nigéria e Coréia do Sul compuseram o Grupo B na África do Sul. Aí podemos mais traçar paralelos com o certame de 1994, no qual o grupo dos nossos Hermanos foi quase igual – exceção feita à Coréia do Sul; o quarto integrante, na ocasião, era a boa Bulgária de Stoichkov. No entanto, há como evocarmos o Grupo F, este baseado no Japão, do torneio de oito anos atrás. Tanto Argentina quanto Nigéria faziam parte do grupo da morte, que contava também com a Inglaterra de Beckham e a Suécia de Ibrahimovic e Larsson. Nas duas ocasiões, argentinos enfrentaram nigerianos em sua estréia no mundial. Nos dois casos, venceram, pelo mesmíssimo placar: 1-0, gol de Heinze que outrora fora do goleador Gabriel Batistuta. Entretanto, em terras jabulânicas os argentinos não fizeram o mesmo vexame de terras nipônicas: venceram também os outros dois jogos do grupo, somaram 9 pontos e avançaram de fase, levando consigo os sul-coreanos, que só tinham chegado às oitavas em uma única ocasião: jogando em casa, em 2002.

Encabeçado pela Inglaterra, o Grupo C pode ser considerado o primeiro sem paralelos com o mundial do Japão/Coréia. Talvez o mais próximo que posso chegar disso é mencionar que tanto lá quanto na África os bretões passaram em segundo, sem, no entanto, convencer, com os mesmos cinco pontos dos líderes da chave, os maiores expoentes do soccer, os Estados Unidos, classificados tal qual em 2002. Só que, desta vez, como campeões de grupo. Eslovenos também foram eliminados na primeira fase em sua única outra participação como país independente, igualmente em 2002. Já a Argélia não tenho nem de onde puxar referências: sua última participação em campeonatos mundiais fora vinte e quatro anos atrás, no México, quando não repetiram, nem de perto, a boa campanha de quatro anos antes, na Espanha, quando quase alcançaram uma histórica classificação.

No Grupo D, a Alemanha fez valer seu posto de cabeça-de-chave, maior e mais tradicional potência do grupo e chegou as oitavas, mais uma vez, como primeira colocada do grupo. Estreou na Copa com uma goleada – 4-0 contra a Austrália em 2010, metade dos 8-0 sobre a Arábia Saudita, em partida válida pelo Grupo E, em 2002 – não venceu o segundo jogo (empate contra a Irlanda por 1-1 lá e derrota para os Sérvios agora, 0-1), mas prevaleceu no terceiro. Os dois adversários do último confronto eram africanos: Camarões, em Shizuoka, e Gana, em Johanesburgo. No entanto, Camarões não teve a mesma sorte que os ganeses, e não conseguiu avançar para o mata-mata. E só. Nem Gana, nem Austrália nem Sérvia disputaram a Copa do Mundo de 2002, mas jogaram em 2006. Posso até escrever um post sobre isso, futuramente, mas vou excluir as semelhanças com o mundial da Alemanha deste, caso contrário posso criar uma bola de neve impublicável.

Grupo E, de Holanda, Japão, Camarões e Dinamarca, também pouco lembra a participação de suas seleções-integrantes em gramados nipo-coreanos: os holandeses não foram, interrompendo uma sequência de três participações consecutivas, os camaroneses acabaram igualmente eliminados – porém ao menos venceram uma partida e empataram outra – e os dinamarqueses não conseguiram superar os outros três selecionados e acabar como líderes do grupo. Portanto, digno de menção apenas o feito heróico, quase samuráico, digo eu em um neologismo, dos japoneses, que bateram seus adversário escandinavos no último jogo para conquistarem a segunda vaga do grupo e avançarem para a próxima fase, junto com os invictos holandeses. O Japão, assim como a Coréia do Sul, só tinha passado da primeira fase jogando em casa. Curioso notar que, daquele grupo do Japão, o H, nenhum outro time está presente nessa Copa: os russos sei que perderam nas eliminatórias para os eslovenos. Já o destino de belgas e dos já tradicionais tunisianos não me é sabido.

A atual campeã, Itália, além de Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia compuseram o Grupo F da Copa da África do Sul. Metade deste grupo – e respondem por isso Eslováquia e Nova Zelândia – não jogaram o mundial de 2002. Na verdade, a Nova Zelândia não jogava um mundial desde 1982, não cometo nenhum equivoco, e a Eslováquia desde 1990, quando ainda cantava musicas de irmandade com checos e formava a Checoslováquia, pátria de Kafka, Masopust e Navratilova. No entanto, os novatos – aliás, a Eslováquia é a única seleção a debutar em mundiais na África do Sul – acabaram por eliminar os vovôs da Itália com um emocionante 3-2 na última rodada. Juntam-se aos paraguaios, campeões do grupo (classificaram-se tal qual em 2002. No entanto, na ocasião ficaram em segundo, atrás da Espanha), restando aos italianos apenas darem as mãos para os neo-zelandeses, um time semi-amador que volta para casa sem saber o que é derrota – marcaram três pontos, e isso é um feito digno de aplausos.

Posso fazer uma explanação muito ampla sobre o Grupo G, da nossa querida seleção canarinha. Não sei se vai ser aprovada no difícil crivo do editor-chefe do blog, mas prossigo mesmo assim, seja o que Marcos quiser. Em 2002, o Brasil chegava ao mundial como a “Família Scolari”. Nem por isso, livre de questionamentos e uma polêmica: Felipão deixara no Brasil Romário, assim como Dunga deixou na baixada santista os jovens promissores do Santos, Neymar e Paulo Henrique. Mesmo que “o Brasil de Dunga” tenha vencido tanto a Copa América quanto a Copa das Confederações, há sérias dúvidas sobre sua performance na África do Sul. As principais acusações, o Brasil não joga mais como Brasil; tem a cara do técnico, carrancudo, a defesa reforçada e um ataque quase deficiente. Ouvi a mesma coisa quando Felipão armou o Brasil penta-campeão (e para o qual eu torci como nunca mais voltei a torcer) em um esquema com três zagueiros, Lúcio, Edmílson e Roque Júnior. A estréia do Brasil naquela Copa, contra a Turquia, não foi as mil maravilhas. Hasan Sas abriu o placar para os turcos, que não jogavam uma Copa desde 1954 e nunca mais voltaram a jogar. Mas Rivaldo, usando toda a malícia do brasileiro (e isso não é, necessariamente, uma coisa boa) provocou a expulsão de Alpay Ozalan. E Luisão, reserva, entrou e cavou um pênalti, fora da área que resultou no gol do camisa 10 para virar a partida e dar ao Brasil a primeira vitória. Ora, também com dificuldades o Brasil venceu a Coréia do Norte, nessa edição, pelo mesmo placar, embora em momento nenhum tenha ficado atrás no marcador. É sobre a Coréia do Norte também o segundo paralelo traçado: tal qual a China de 2002, é um país comunista – embora os chineses agora pratiquem o chamado “socialismo de mercado”. Por fim, o Brasil, nas duas ocasiões, encerrou sua participação na primeira fase contra velhos conhecidos. Em 2002, uma boa vitória por 5-2 sobre a Costa Rica, contra quem havia jogado em 1990 – e triunfado pelo placar mínimo, gol de Muller, que hoje é pastor evangélico. Em 2010, o Brasil finalizou sua participação na fase de grupos contra os patrícios portugueses. Contudo, o jogo foi mais morno, quase frio. Nada de gols para nenhum dos dois. Portugal não repetiu o vexame da Copa de 2002, quando ficou de fora em um grupo que tinha também Coréia do Sul, Polônia e Estados Unidos. Pelo contrário, classificou-se com louvor, marcando 7 gols e não sofrendo nenhum, e de quebra aplicando a maior goleada do mundial até agora – e uma marca difícil de ser superada nas fases seguintes: 7-0 sobre os filhos de Kim Jong-Il. Coréia do Norte e Costa do Marfim, por suas vezes, não jogaram na Coréia/Japão.

Terminando, o Grupo H, de língua predominantemente espanhola e Espanha, Honduras, Chile e Suíça. Desses, só a Espanha jogou em 2002. E foi o primeiro time a se classificar, após duas vitórias. Dessa vez foi um bocado mais complicado: perderam na primeira rodada, a maior zebra do mundial até agora, para a fraca e defensiva Suiça. Mas venceram Honduras e Chile, evitando assim uma zebra estratosférica e se classificaram em primeiro, fugindo assim do Brasil. O Chile, que fez uma boa campanha, classificou-se em segundo, tomando gol apenas em sua última partida, na derrota de 2-1 ante os antigos colonos. A Suíça venceu a Espanha, bateu o recorde de minutos sem tomar gol em uma Copa do Mundo – 5 jogos e uma porrada de minutos; o último tinha sido na derrota ante a Espanha, pelas oitavas de final da Copa de 1994 – mas não fez muito mais do que isso – apenas mais um pontinho, contra Honduras, em sua despedida. Honduras, aliás, marcou seu único ponto nessa Copa. Se despediu sem marcar gols ou deixar saudades. Ausente desde 1982, ninguém vai reparar se só voltar em 2038.

Assim sendo, teremos, nas oitavas de final:

Uruguai x Coreia do Sul

Estados Unidos x Gana

O melhor Uruguai desde Francescoli, no final dos anos 80, com chances de repetir sua última grande campanha (4º lugar em 1970), enfrentando a Coréia do Sul, que ficou ausente na segunda fase de 2006. No entanto, os sul-coreanos sabem eliminar times grandes (mesmo que seja com a ajuda da arbitragem): tiraram de seu caminho a Itália e deixaram a arbitragem tirar a Espanha, antes de perder para a Alemanha, em 2002. Um jogo que, se não empolga pela falta de astros (os jogadores mais conhecidos são Diego Forlán e Park Ji Sun – além de Lugano para nós brasileiros), vai ser, no mínimo, interessante. Assim como também seria legal ver a Celeste Olímpica voltar a brilhar. Nem que seja um brilhareco de bijuteria. Esse jogo acontece dia 26, sábado, em Port Elizabeth, às 11 da matina. O vencedor desse jogo enfrenta quem ganhar de Estados Unidos e Gana. Os americanos se classificaram de forma dramática, contra a Argélia e a arbitragem, com um gol aos 46 minutos de Landon Donovan, talvez o melhor jogador de soccer dos Estados Unidos, de todos os tempos. Enfrentam os solitários Black Stars, últimos sobreviventes africanos da Copa da África. Ganeses, embora tenha excelentes seleções de base – assim como quase todos os africanos – não empolgaram, e me fazem pensar que aquele futebol africano do começo dos 90 está morto. Marcaram dois gols, ambos de pênalti, contra Sérvia e Austrália, e assim se classificaram. Minha torcida estará com os americanos, também dia 26, em Rustemburgo, às 15:30.

Holanda x Eslováquia

Brasil X Chile

Pela primeira vez avançando com 100% de aproveitamento, a Holanda, uma das favoritas ao título – mais uma vez – enfrenta os algozes dos italianos, a Eslováquia, que conseguiu o feito de ir às oitavas já em seu primeiro mundial. Robben deve jogar para os laranjas, que não devem ter muito problema em despachar os eslovacos. Temos aí mais um jogo interessantíssimo de se ver, para saber se os holandeses se mantém favoritos ou sofrem mais um revés. Por isso, crianças, não deixem de acordar mais cedo dia 28 de junho. Jogando em Durban, vai ser interessante analisar o comportamento da Holanda, que pode, e provavelmente irá, enfrentar o Brasil nas quartas de final. Segundo meus cálculos, esse jogo deve ser às 11 da manhã também. Seguindo, no mesmo dia 28, em Johanesburgo, a seleção verde-amarela joga contra os fregueses chilenos. Partida interessante também, para se analisar o comportamento do time de Dunga em um mata-mata, assim como o comportamento do Chile de El Loco Bielsa. Pessoalmente, não creio que os chilenos vão impor qualquer resistência ao Brasil. Com antecedência, cravo: separem o dia 2 de julho para Brasil e Holanda, em Port Elizabeth. Caso vença essas quartas-de-final, dificilmente o Brasil perde o hexa.

Inglaterra x Alemanha

Argentina x México

“Duas guerras mundiais e uma Copa do Mundo”, é o refrão repetido pelo pai, com a cara devidamente pintada de branco com a cruz de São Jorge, que tenta fazer o filho absorver a melodia, naquela que certamente é uma das melhores propagandas com tema de Copa do Mundo. A referência, claro, é o clássico encontro entre Inglaterra e Alemanha, que decidiram o mundial de 1966, em favor dos ingleses, que jogavam em casa e com o árbitro no bolso (N. do A.: Essa final, 4-2 Inglaterra, foi a única final de Copa em que um jogador marcou três gols. Esse jogador, Geoff Hurst). Mesmo que a Inglaterra tenha passado no sufoco no Grupo C. Mesmo que a Alemanha também tenha encantado o mundo apenas na estréia, recomendo a vocês, fanáticos por esporte, não tirarem os olhos da televisão dia 27 de junho, domingo. Até digo para marcarem essa data com um círculo vermelho. Coloquem o celular para despertar, mas acordem e assistam a esse jogo. Pois além de ser um Inglaterra v. Alemanha, esse duelo não acontece desde 1990. E, na ocasião, os alemães despacharam os ingleses nos pênaltis, pelo direito de jogar a final. Portanto, mesmo com as crises internas e o fraco futebol, eu não contaria os ingleses fora da parada. Certamente vou me emocionar quando os dois selecionados entrarem em campo, a Alemanha com seu tradicional uniforme branco, e a Inglaterra com o belo modelito vermelho da Umbro apresentado nesse mundial. Não percam! Quiseram os deuses do futebol que os vencedores desse duelo enfrentassem, por uma vaga entre os quatro melhores times da competição, argentinos ou mexicanos. Repetindo 2006, Argentina e México se enfrentam em um clássico latino-americano. Em 2006, melhor para os argentinos, em Leipzig, 2-1. E, curiosamente, a Argentina enfrentou a Alemanha nas quartas-de-final. Saíram na frente, sofreram o empate e foram desclassificados nos pênaltis pelos donos da casa. Certamente o time de Maradona busca a vingança. Esse jogo será às 15:30, no mesmo dia 27, no estádio Soccer City, em Johanesburgo.

Paraguai x Japão

Espanha x Portugal

Por fim, Paraguai vs. Japão, dia 29 de junho, às 11 horas, em Pretoria, jogam para quebrar tabus. Nenhuma das duas seleções foi além das oitavas de final. O Paraguai teve três chances: em 1986, perderam para a Inglaterra; em 1998, os algozes foram os franceses, e em 2002, os alemães. Já os japoneses foram despachados, jogando em casa, pelos turcos, 1-0, também em 2002. Pouco acompanhei destas duas seleções, mas o Japão me parece um time arrumadinho – prova de que os nipônicos vêm mesmo aprendendo a jogar bola. Mas mesmo assim fico com o bom time paraguaio que, se não tem Cabañas em campo para auxiliá-los com tentos, o tem na mente: os jogadores disseram que jogariam pelo companheiro, baleado no começo do ano, no México. Fechando as oitavas de final, um duelo Ibérico: Espanha v. Portugal, dia 29, 15:30, na Cidade do Cabo. Os espanhóis – que assim como os holandeses chegam ao mundial como favoritos quase sempre – tentam espantar a sina de amarelões. A Fúria tenta ser furiosa de verdade, e mandar para casa o gajo Cristiano Ronaldo e seus amigos. No caso, a casa de Ronaldo é em Madrid. Ou seja, a Espanha tenta mandar Cristiano Ronaldo de volta para a Espanha. Wow. De qualquer maneira, Portugal marcou gols em apenas um jogo – e quantos! 7-0 sobre a Coréia Setentrional – mas passaram com os lençóis limpos também por Brasil e Côte d’Ivore (o governo apóia que o país seja assim chamado em todas as línguas. Não quero arrumar problemas diplomáticos para a Yugoslávia, portanto os denominarei a partir de agora como Côte d’Ivore). Um jogo incrível, certamente. Em 2002, a Espanha foi eliminada nas quartas, pela Coréia do Sul; em 2006, pela França, de virada, por 3-1. E em 2010? Poderão os espanhóis superar seus colegas de península para, enfim, confirmarem seu favoritismo? Por isso mesmo, está aí mais um jogo imperdível.

A Copa começa agora!

*Todos horários são relativos ao horário de Brasília (-3 GMT).

ST Team! 😉

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Eu disse!

In World Cup on 17/06/2010 at 00:10

(Reprodução: AP Photo/Bernat Armangue)

Acabou a primeira rodada da Copa do Mundo dos Empates e a conclusão que eu tirei disso tudo?

Que eu definitivamente sou foda (hahahaha).

Ok, chutei a modéstia pra longe à la Felipe Melo, mas a verdade é que quase tudo o que eu previ, está acontecendo.

Você, espertinho que nunca lê o Sports Tour (e não sabe o que está perdendo), pode até checar meu último post.

O Grupo A, eu disse, é o mais equilibrado. De fato, as 4 seleções do grupo terminaram a primeira rodada com 1 ponto. E mais: disse que entre Uruguai e África do Sul, ia com os uruguaios, e a Celeste não me decepcionou.

No Grupo B, assumo que me enganei com a Grécia. Mas dificilmente vou errar com a Argentina. Vai passar fácil.

No Grupo C, mais um acerto! Inglaterra e Estados Unidos, de fato, disputaram a primeira colocação do grupo, empataram e agora o saldo de gols vai definir.

No Grupo D, acertei a Alemanha, mas a Sérvia ficou devendo. Eu disse que Gana sem Essien não era a mesma, e não é mesmo. Entretanto, no confronto direto, 1 gol de pênalti e a vitória sobre os sérvios.

Grupo E: a Holanda não me decepcionou. E eu apostei na Dinamarca, que deve mesmo disputar a segunda vaga com o Japão.

No Grupo F, eu disse a vocês. O grupo é fraco e em grupos fracos os empates predominam. Resultado? Todos com 1 ponto. Mas Itália e Paraguai devem passar.

Grupo G: O Brasil venceu, mas não convenceu. Ok, diga-me algo que eu não sei. Bem, o que você não sabe e nem eu, é quem vai ficar com a segunda vaga. Indefinido.

No Grupo H, meu segundo grande erro. Mas convenhamos, este foi um erro global! A Espanha jogou bem, muito bem, mas perdeu para a Suíça.

Nos últimos 5 jogos em Copas do Mundo a Suíça não tomou sequer um gol, macumba das brabas.

Sobre a Espanha? Uma bobeada e perdem a vaga num empate com os chilenos.

Mas ainda acho que passam em segundo, e podem, logo nas oitavas, enfrentar o Brasil.

Bem, esperamos que a segunda rodada seja mais animadinha. Por enquanto poucos gols e nenhum artilheiro. Ou todos que marcaram são artilheiros? O que você preferir.

Sim, Forlan fez 2 gols hoje, mas estou fazendo um resumo da primeira rodada, mané!

Agora que eu já consegui fazê-los perder um tempo precioso de suas vidas lendo este post desnecessário e prepotente, deixo aqui minhas avaliações finais sobre a primeira rodada da Copa do Mundo dos Empates. (hehehe)

Nota 10

Para a seleção alemã, para o futebol chileno, para o Tae Se (o norte coreano que chorou no hino) e para o Gerrard, por ser o melhor jogador da Inglaterra e porque eu quero que ele receba o 10. Além disso, como a foto do post é dele, eu precisaria mencioná-lo em algum lugar por aqui (rs).

Nota 0

Para a seleção francesa (eu disse, não?), para os atacantes, para o ‘Cala Boca Galvão’ no Twitter (piada sem graça), para as vuvuzelas, para a TV inglesa que não transmitiu o gol do Gerrard, para o Kaká e para a FIFA, simplesmente porque eu não gosto da FIFA.

Eu fico por aqui e volto após a segunda rodada com mais uma análise extremamente inconveniente e descartável do Mundial.

ST Team! 😉

Goodbye Vancouver

In Vancouver 2010 on 01/03/2010 at 00:36

Reprodução: Damien Strohmeyer / SI

Chegou a hora de dizer adeus aos Jogos Olímpicos de Vancouver.

Foram 17 dias ininterruptos de esportes, atletas fantásticos e muita superação.

A festa que começou com a triste notícia da morte de Nodar Kumaritashvili, atleta de luge da Geórgia, se encerrou hoje com a espetacular final do hockey masculino, entre os rivais Canadá e Estados Unidos.

E pra delírio da nação canadense, a equipe comandada pela estrela da NHL, Sidney Crosby, venceu na prorrogação, após um fim de jogo sensacional.

Faltando 24 segundos para o fim do terceiro período, e perdendo por 2-1, a equipe americana conseguiu empatar o jogo e forçar a prorrogação.

Daí brilhou a estrela do até então apagado Crosby, que passados pouco mais de 7 minutos do período extra, fez o gol que deu o ouro aos canadenses.

Esse foi o 14º ouro dos canadenses em Vancouver, um recorde de um país em uma única edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Mais impressionante ainda, o fato de 4 destas 14 medalhas de ouro terem sido conquistadas nos últimos 2 dias dos Jogos.

O Canadá liderou o quadro de medalhas com 14 medalhas de ouro, 7 de prata e 5 de bronze, totalizando 26 medalhas.

A equipe americana liderou o “falso” quadro de medalhas (utilizado pelo site oficial dos Jogos) com 37 medalhas (também recorde de um país em uma única edição dos Jogos), mas apenas 9 delas douradas, terceira melhor marca em Vancouver, atrás de canadenses e alemães.

A Alemanha, que liderou o quadro de medalhas em Turim, tanto em número de medalhas, quanto em ouros, terminou em segundo com 10 ouros, 30 medalhas no total.

Minha aposta para liderar o quadro de medalhas, a Noruega, fez bonito e também conseguiu os mesmos 9 ouros dos americanos, mas um menor número de medalhas de prata e bronze.

Destaque para a Coreia do Sul, 6 ouros, 14 medalhas no total, quinta colocada no quadro de medalhas, e país mais bem colocado fora do eixo América do Norte/Europa, e para a Suíça, que também conseguiu os mesmos 6 ouros da equipe coreana, porém apenas 9 medalhas.

Veja abaixo os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas dos Jogos de Vancouver (classificação feita com base no número de medalhas de ouro):

Posição  País                  Ouro      Prata    Bronze     Total de Medalhas

1     Canadá                    14              7            5                         26

2    Alemanha                10             13           7                         30

3       EUA                        9              15          13                       37

4    Noruega                    9               8            6                        23

5  Coreia do Sul              6               6             2                        14

6     Suíça                         6               0             3                        9

7    China                         5               2             4                        11

7    Suécia                        5               2            4                         11

9    Áustria                      4               6            6                         16

10  Holanda                    4                1            3                         8

Potência olímpica, a Rússia decepcionou e somou 15 medalhas: 3 de ouro, 5 de prata e 7 de bronze.

Também merecem destaque as duas medalhas de prata conquistadas pela Letônia, e as medalhas, também de prata, conquistadas por Estônia e Cazaquistão, países sem muita tradição nos Jogos.

A Grã-Bretanha quebrou uma escrita que já durava mais de 30 anos, e levou seu primeiro ouro desde então, o que viria a ser a única medalha britânica dos Jogos.

Nenhum país das Américas do Sul e Central, e da África ganharam medalhas.

A Austrália fez boa campanha e abocanhou 3 medalhas, 2 delas de ouro, as únicas do continente oceânico.

Dentre os principais momentos dos Jogos, menção especial para os 2 ouros canadenses no hockey (masculino e feminino) e o ouro invicto da equipe canadense masculina de curling, esporte que também viu a Suécia levar o bicampeonato no feminino, derrotando as canadenses em uma final emocionante, decidida na última jogada do End suplementar.

A equipe coreana levou pra casa 5 ouros na patinação de velocidade, e poderia ter levado 6, não fosse uma desclassificação (absurda, por sinal), no revezamento de 3000 m.

O letão Martin Dukurs (meu favorito, por sinal) levou a prata no Skeleton, ficando apenas 7 centésimos atrás do canadense Joe Montgomery, em um dos eventos mais emocionantes dos Jogos de Vancouver. Seu irmão Martins Dukurs ficou na quarta colocação.

A musa americana Lindsey Vonn levou 2 medalhas pra casa, 1 de ouro e 1 de bronze.

A lenda Apolo Ohno levou mais 3 medalhas pra sua coleção de agora 8 medalhas olímpicas, 1 prata e 2 bronzes.

A canadense Joannie Rochette levou o bronze na patinação artística apenas alguns dias após sua mãe falecer de um ataque cardíaco. Emocionada, a atleta foi a responsável por carregar a bandeira canadense na cerimônia de encerramento dos Jogos.

Pra encerrar, deixo a vocês uma frase que define muito bem o que foram os Jogos de Vancouver, dita por Kevan Gosper, membro australiano do COI:

“These games started out with a nightmare and ended up with a golden dream”.

Algo como “Estes jogos começaram como um pesadelo e se encerraram como um sonho dourado”.

Bem, é hora de dizer adeus a Vancouver. E eu vou sentir saudade.

Nos vemos em Sochi, cidade russa e próximo destino dos Jogos Olímpicos de Inverno.