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O fim.

In futebol on 22/09/2010 at 00:59

O começo deste post é também o fim.

Porque depois de tudo que se vê, de tudo que se ouve, que se torce, que se gosta, não tem mais razão pra continuar. Quando os contras vencem os prós, a ética já se foi, não deixou recado e não se sabe quando vai voltar, é sinal de que já deu o que tinha que dar.

Se valeu a pena?

Valeu. Não tem porque mentir, dizer que não vibrei, que não curti. Sofri, claro. Como sofrem milhões de apaixonados por todo o canto do país e do mundo, cada um com sua cor, quente ou fria, manto, constelado ou não, mas isso já não importa mais.

O futebol, como qualquer outro esporte, não é diferente da vida.

Há um significativo bando de medíocres querendo deixar sua marca, apelando para todo tipo de subterfúgio para que ninguém se esqueça de sua existência, o que, claro, descobre-se um dia que foi em vão. Porque verdade seja dita, a mediocridade impera justamente pelo medo de ser bom demais – e ser combatido – ou ruim demais – e ser execrado. Os medíocres levantam do banco, aquecem, soltam palavras de incentivo aos que nos deixam, e saem do que chamam de vida, minutos depois, com suas frases de efeito explicando o insucesso, questionando as inverdades, porque de suas bocas não existem fracassos, não existem mentiras.

Os medíocres são aqueles seus amigos de escola que você não se lembra. Não são os populares moderninhos, nem os nerds das primeiras carteiras, tampouco os baderneiros do fundão; foram apenas números na caderneta de chamada de cada professor que passou pela sua vida. Essa, a de verdade.

Os medíocres não se distinguem por raça, sexo ou conta bancária, mas eles, normalmente, costumam levar isso em consideração. Para cada um deles, vende-se compaixão numa feira, empresta-se solidariedade a tarifas muito baixas e compra-se caráter numa liquidação. Esses eu costumo ignorar. Tento, ao menos. Até chegar o dia que de nenhum deles lembrarei mais.

No meio de uma porrada de bolas, tacos, luvas, carros, pontos, home runs, pit-stops, touchdowns, aces, games, safeties, field goals, sprints, pucks, birdies, mergulhos, outs, lets, walks, o gol aqui gritado, vibrado, xingado e vivido se tornou medíocre. Eu não me lembro mais. Deixou-me de incomodar como faziam os baderneiros do fundão, ou de me interessar como os papos digeridos pelos nerds da frente da classe.

Caiu na zona do limbo. Minha própria zona do esquecimento, do desinteresse, da indiferença. Um processo lento, que machucou, mas acredito, vá cicatrizar.

O dia que o futebol se foi pra mim, não foi por x ou y, fulano ou ciclano, demissão ou contratação, mil ou milhão, foi porque tudo somei, meu coração subtraiu e o que restou, percebi, depois do igual, continuou tudo igual.

Este é o fim.

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Meu Pequeno Monstrinho

In futebol on 21/09/2010 at 23:28

Luís Alvaro de Oliveira assumiu o Santos prometendo uma gestão diferente da do incansável ex-presidente, Marcelo Teixeira, e trazendo consigo a esperança de que a cartolagem brasileira se renovasse, evitando os mesmos erros e clichês que permeiam os quatro cantos da Terra Brazilis. Hoje, 21 de setembro de 2010, pouco depois das 10 da noite, essa esperança desceu pelo ralo assim como descerão os restos mortais do papel que um dia foi o contrato de Dorival Júnior com o Santos.

Isso tudo porque, em mais uma queda de braço comandante versus comandado, o General Manager acabou por tomar as dores do moleque de dezoito anos, que vale muito mais do que 80% da população brasileira vai ganhar durante toda a vida. A corda arrebentou do lado mais fraco, menos imprescindível para o sucesso do time segundo o presidente e seu conselho administrativo. E, em mais um ato de desrespeito para com profissionais dedicados e competentes – que venceram dois dos três torneios disputados esse ano – sobrou para Dorival Júnior, um bom técnico sem um time. E agora o Santos, um bom time, não tem um técnico. Mas tem Neymar. E os milhões dele. E é justamente esse o tema desse post. Não apenas Neymar em si, não apenas ele, mas uma visão geral sobre o assunto.

160 mil reais. Em termos norte-americanos, isso seria mais ou menos 1,2 milhão de dólares por ano, por cinco anos. Uma puta grana. Para um garoto que desde criança lidou com as dificuldades de uma família pobre (simplesmente detesto o termo “humilde”), é o suficiente para que o deslumbramento ocorra, e os reflexos são imediatos. O primeiro carro de Neymar, aos 18 anos, é um SUV Volvo; o atacante santista só se veste com roupas de grife – ganha a maioria da Nike, sua patrocinadora pessoal -, usa correntes de ouro e o bonés que o credenciam a estrelar o melhor dos vídeos de Gansgsta rap de 50 Cent e sua trupe. E aí que mora o problema.

‘Money is bliss’, diz alguém. É bom ganhar dinheiro, o sentimento de independência, liberdade, poder. Fatos que qualquer um que trabalha pode corroborar. Mas também é preciso cuidado. Não à toa, o excesso é um dos pecados capitais (embora não com esse nome e abordado de diversas maneiras). E esses jovens rapazes que saem da lama para o sucesso como jovens adultos – ou até mesmo antes disso – pecam pelo excesso.

Não raro – pelo contrário, é até mesmo assustadoramente comum – o envolvimento de atletas de alto nível em polêmicas ganham as manchetes. Adriano e Vagner Love desfilavam com traficantes nos bem (ou mal) afamados morros cariocas; Ronaldo é um famoso baladeiro; Casagrande enfrentou recentemente problemas com narcóticos; Maradona talvez seja o máximo expoente do futebol, enquanto que na NFL, liga de futebol americano, podemos citar Plaxico Burress, e com ele traçamos um paralelo para Gilbert Arenas, jogador da NBA. Ambos enfrentaram problemas criados por armas de fogo: Burress está preso até agora após, em uma boate, acertar um tiro na própria perna com uma arma ilegal. Já Arenas está suspenso da NBA por sacar um revólver no vestiário.

Não digo, de forma alguma, que a solução seja cortar bruscamente os salários de atletas de alto nível. Normalmente, são todos dedicados. Normalmente, o esporte é sua vida. Normalmente, são habilidosos, astros de suas equipes. Lotam estádios, vendem produtos – esportivos ou não – e geram um lucro inimaginável. Portanto, são merecedores de um retorno o justo. O problema é como esse dinheiro chega aos atletas. Muito fácil, com um afago na cabeça de patrocinadores, dirigentes, colegas, amigos (verdadeiros ou não) e fãs.

E aí vem a autoconfiança. E dá autoconfiança para a arrogância e soberba, o caminho é curto e muitas vezes imperceptível. “Eu sou bom”. Sim, provavelmente você é mesmo, como é o caso de Neymar e tantos outros por aí. “Posso tudo, faço tudo”. Não, não deveria. Mas estou para ver um dirigente que peitará sua principal estrela. Ao custo de quê? Perder o grande diamante africano, fonte de renda e resultados por uma mera questão de vaidade? Abdicando desse esportista, outro time certamente pagará o dobro e um reino para ele. Foi assim com Robinho, no Santos e no Real Madrid – e até hoje ele paga o preço.

Não, o jeito é ceder. E alimentar o ego dos super-atletas, exímios dentro de campo, péssimos fora dele. E enquanto isso a bolha se forma. Caem técnicos, oras, eles cairiam mais cedo ou mais tarde, eita profissão inglória. Os salários sobem a níveis exorbitantes, deixa, os patrocinadores bancam metade. E ele não quer mais treinar. Não importa, o talento é natural, não precisa exercitar. Baladas? Deixa. A galinha fornece ovos de ouro. Ovos ovais, quase parecidos com bolas, de neve, que rolam, se juntam e crescem.

Até que seu menino-prodígio cresceu, não amadureceu e agora se acha acima da linha do bem e do mal, fora de campo. Mas o presidente não mais manda nele, ele tem vida própria, ídolo local, nacional, faz a alegria de milhões de fãs. Mas a vida é dura fora do âmbito esportivo, e a lei é para todos.

E quando você menos espera, ele está levando um revólver para a balada. E só te resta receber os parabéns. Você criou bem seu pequeno monstrinho.

Pedro Liguori, colaborador do SportsTour, acha Neymar um imbecil.

Best of the (last) Week (2)

In all sports on 28/07/2010 at 22:50

Mardy Fish wins Atlanta Championship

Tênis

Semana agitada na ATP/WTA. Começando pelos torneios ATP. O 500, em Hamburgo, acabou com a vitória inédita de um cazaque: Andrey Golubev bateu Jurgen Melzer na final.

No primeiro evento da US Open Series, em Atlanta, uma final que daria orgulho ao Tio Sam: Mardy Fish derrotou John Isner. Fish conquistou seu segundo titulo consecutivo – e aumentou sua invencibilidade para 10 partidas consecutivas. Olho nele!

Na WTA, Anna Chakvetadze, lembram dela, ex-top-5? Então, venceu em Portoroz, derrotando a sueca Johanna Larsson na final. Já em Bad Gastein, Julia Goerges, alemã de 21 anos, venceu Alize Cornet na semi-final e Timea Bacsinzsky na final – no mesmo dia, domingo.

Moto GP

Deu a lógica. Jorge Lorenzo largou na pole e venceu. Chato, chato, como só uma corrida de motocicletas pode ser. Nem mesmo o bom circuito de Laguna Seca ajudou. Valentino Rossi, todo estourado e meio capenga, chegou em terceiro, atrás de Casey Stoner, a quem vai substituir, ano que vem, na Ducati. Chato, chato.

Futebol

Na quarta-feira, o Brasileirão viu um novo líder: o Fluminense, que se aproveitou da derrota do Corinthians para o já rebaixado Atlético-GO, 3-1, lá em Goiás. O tricolor carioca venceu o Cruzeiro, 1-0. Palmeiras e Botafogo ficaram no 2-2 e Ceará fez um, tomou outro, e ficou por isso mesmo, contra o Guarani.

No final de semana, uma 11ª rodada mixa em gols. Santos 1-0 São Paulo, que não sabe se Ricardo Gomes fica ou vai; o Corinthians venceu o Guarani na despedida de Mano Menezes, 3-1. O Fluminense de Muricy “rejeito a CBF” Ramalho não saiu de um empate por 1-1 contra o Botafogo.

Após essas duas rodadas, a tabela do campeonato ficou mais ou menos assim: o Corinthians retomou a liderança, 24 pontos. O Fluminense segue em segundo, 23. O Ceará permanece no G4, com 20 e o Internacional, em franca ascensão, tem agora 19, em quarto.

Na Zona da Degola, São Paulo, Goiás e Botafogo têm 12 pontos – no entanto, hoje o rebaixado seria o time de General Severiano. Um degrau abaixo, o Grêmio tem 11 pontos, o falso estrelado Atlético-MG tem 10 e o Atlético-GO tem 7.

Nessa semana também foi anunciado o novo técnico da Seleção Brasileira: Muricy foi convidado por Ricardo Teixeira, mas o Fluminense disse “não” e Muricy acatou: negou a proposta do Marajá da CBF, que recorreu a sua segunda opção, o bem cotado Mano Menezes, do Corinthians, que por sua vez é presidido por seu aliado, Andrés Sanchez. Mano aceitou de prontidão o convite, no sábado.

Para seu lugar, o Corinthians trouxe Adílson Batista, ex-Cruzeiro. Adílson estava no elenco do time “Campeão do Mundo” em 2000.

GP2

Pastor Maldonado continua implacável: no sábado, contou com erro do pole Charles Pic para disparar na liderança e vencer pelo terceiro sábado seguido. Sérgio Perez, mexicano da Barwa Addax, ficou em segundo. No domingo, na sprint race, Sergio Perez venceu, largando de sétimo. Oliver Turvey, da iSport e Adrian Zaugg, da Trident, completaram o pódio.

Na classificação, Maldonado segue firme rumo ao titulo. Lidera a tabela com 66 pontos. Perez vem em segundo, com 44, e Dani Clos em terceiro, com 43.

Nascar

Jamie McMurray, da Ganassi, venceu a Brickyard 400, disputada em Indianápolis. Juan Pablo Montoya largou da pole. Já no campeonato… Harvick, Gordon, Hamlin e Johnson são os 4 primeiros, praticamente garantidos no Chase.

Indy

Em Edmonton, no aeroporto, Will Power manteve-se na liderança até a ultima rodada de pitstops, quando optou pelos pneus errados e viu Helio Castroneves, seu companheiro de equipe, arriscar uma ultrapassagem – na Indy não tem ordem de equipe – e conseguir. Uma bandeira amarela com 3 voltas para o final embolou o pelotão, e, na relargada, Power partiu para cima de Helio, que defendeu sua posição. Isso fez com que Scott Dixon, que vinha em terceiro, pulasse para segundo. Helio recebeu a bandeirada em primeiro, porém em uma decisão absurda da direção de prova, o piloto brasileiro foi penalizado em 20s por bloquear Will Power. No fim, Scott Dixon acabou com a vitória. Will Power foi segundo e Dario Franchitti, o terceiro.

No campeonato, Power lidera com 420 pontos. Dario Franchitti vem em segundo, com 370, e Dixon é terceiro, com 349.

Tour de France

Alberto Contador levou a camisa amarela e sagrou-se tricampeão da Volta da França. O luxemburguês Andy Schleck foi o segundo no geral. O russo Menchov fechou o pódio na capital francesa.

Vôlei

O Brasil bateu a Rússia, em Córdoba, na Argentina, para vencer a Liga Mundial pela nona vez – estabelecendo um novo recorde. Parabenizo o time amarelo pelo recorde absoluto de títulos no esporte mais chato do universo.

That’s it.

ST Team! 😉

Programação ST (3)

In all sports on 26/07/2010 at 23:14

Photo: Google Images

Tênis

Semana agitada no tênis internacional. 5 torneios – 3 pela ATP, e 2 pela WTA. Começando pelos ATPs, a ação acontece em Umag e Gstaad, no saibro europeu, e em Los Angeles, no cimento americano. Todos os torneios são nível 250.

Em Gstaad, Thomaz Bellucci (BRA, 21) defende pela primeira vez o título de um torneio – ano passado ele saiu do qualy para derrotar Andreas Beck na final. Esse ano, Bellucci é cabeça de chave número 3. Completam ainda o grupo dos melhores rankeados Mikhail Youzhny (RUS, 13), Nicolas Almagro (ESP, 18) e Albert Montañes (ESP, 24). Interessante notar que esse torneio não dá bye aos 4 principais tenistas. O que acho justíssimo.

Em Umag, torneio disputado sobre o saibro croata, Nikolay Davydenko (RUS, 6) tenta se recuperar da má fase e visa defender o título do ano passado. Ele não joga a primeira rodada, assim como Jurgen Melzer (AUT, 15), Ivan Ljubicic (CRO, 16) e Juan Carlos Ferrero (ESP, 21).

Por fim, Los Angeles – o torneio dos fazendeiros – recebe o segundo evento da US Open Series. Djokovic, dois do mundo, desistiu, mas para seu lugar veio Andy Murray (GBR, 4). Sam Querrey (EUA, 20) é o segundo pré-classificado e defende o título. Também não jogam a primeira rodada Marcos Baghdatis, o gente boa (CYP, 25) e Feliciano Lopez (ESP, 26).

Na WTA, Stanford conta com um bom lineup. Samantha Stosur (AUS, 5), vice-campeã de Roland Garros, é a primeira pré-classificada. Elena Dementieva, a musa (RUS, 6) é a segunda. Agnieszka Radwanska (POL, 11) e Marion Bartoli (FRA, 14) são as quatro primeiras cabeças-de-chave. Também integram a lista das participantes Maria Sharapova (RUS, 15), Yanina Wickmayer (BEL, 17), Victoria Azarenka (BEL, 18) e Dinara Safina (RUS, 35), em mais uma tentativa de volta ao circuito.

Pra finalizar a parte de tênis, em Istanbul, Franchesca Schiavone, campeã em Roland Garros, é a primeira pré-classificada (ITA, 8). Depois, as próximas melhores rankeadas estão abaixo do top-30: Petra Kvitova (CZE, 30), Anastasia Pavlyuchenkova (RUS, 31) e Yaroslava Shevdova (CAZ, 32).

Futebol

No futebol, Mano Menezes faz hoje, segunda-feira, sua primeira convocação como técnico do Brasil. Esses jogadores enfrentarão os Estados Unidos, em Agosto, no Jets Stadium, em Nova York.

Além disso, volta a Taça Libertadores, com os jogos de ida das semi-finais do torneio mais importante promovido pela Conmebol. Terça feira, Universidad do Chile pega o Chivas Guadalajara, no México. E, na quarta-feira, Internacional e São Paulo se enfrentam no Beira-Rio, em uma repetição da final de 2006. Na ocasião, deu Inter.

O Brasileirão segue no final de semana, em sua 12ª rodada. O domingo verá uma rodada de clássicos: Palmeiras v. Corinthians (o alviverde busca a primeira vitória com Felipão no banco), Internacional v. Grêmio no Beira-Rio, Atlético-MG v. Cruzeiro, com mando do Galo e Flamengo vs. Vasco, com mando do Flamengo. Vice-líder, o Fluminense joga no sábado, em casa, contra o Atlético-PR, buscando dormir na liderança mais uma vez.

Formula 1

Depois da patacoada da Ferrari em Hockenheim (leiam “Um asterisco e uma vergonha”) o circo da F1 desembarca na Hungria para a 12ª etapa do campeonato mundial, ainda com a dupla da McLaren na ponta da tabela – Hamilton é primeiro, e Button, segundo.

Foi nessa mesma Hungaroring que Massa sofreu os maiores revés de sua carreira. Em 2008, quando brigava pelo campeonato, liderava a corrida até faltarem 3 voltas para o fim, quando o motor de sua F2008 abriu o bico. Ano passado, no final do Q2, uma mola que se desprendeu da Brawn de Barrichello acertou o piloto na testa. Desacordado, Massa se chocou contra a proteção de pneus e perdeu o resto da temporada.

Também no ano passado, Alonso fez a pole com a Renault. Na corrida, um acidente em seu pitstop fez com que o espanhol perdesse a roda e abandonasse. A vitória ficou com Lewis Hamilton, da McLaren, com Kimi Raikkonen, da Ferrari, em segundo e Mark Webber, da Red Bull, em terceiro.

ST Team! 😉

Programação ST (2)

In all sports on 21/07/2010 at 23:45

Photo: Google Images

Tênis

Outrora um Masters, Hamburgo hoje se tornou um torneio de nível 500. Mesmo assim, o torneio disputado em terras germânica atrai nomes de peso, e cede aos seus 16 primeiros cabeças de chave uma folga na primeira rodada. Lideram a lista de favoritos Nikolay Davydenko, 6 do mundo, que vem em má fase e defende o título e Jurgen Melzer, 15 do mundo. Thomaz Bellucci, número 1 do Brasil, disputará esse torneio. Cabeça 7, ele estréia na segunda rodada contra Simone Bolelli.

Senhoras e senhores, declaro aberta a temporada preparatória para o US Open! Com essa frase, provavelmente, vai ser iniciado oficialmente o torneio de Atlanta, primeiro da série que culmina com o último slam do ano, em Flushing Meadows. Disputado pela primeira vez desde 2001 na Geórgia, o torneio que substitui o ATP de Indianápolis (substituição que fez Marcos chorar) conta com Andy Roddick (EUA, 9), John Isner (EUA, 18), Lleyton Hewitt (AUS, 31) e Horacio Zeballos (ARG, 43) como principais favoritos, estreando apenas na segunda rodada. Defendendo o título, Robby Ginepri (EUA, 74), estreia contra um qualifier.

No circuito feminino, torneios em Portoroz, Eslovênia e Bad Gastein, Áustria. No primeiro, Jelena Jankovic (SRB, 2) encabeça a lista de favoritas, que contém também Petra Kvitova (CZE, 29), Anastasia Pavlyuchenkova (RUS, 31) e Sara Errani (ITA, 34). Na Áustria, a divertida Andrea Petkovic (ALE, 36) é a primeira cabeça de chave. Timea Baczinsky (SUI, 41), Anabel Medina-Garrigues (ESP, 44) e Klara Zakopalova (CZE, 45) completam as 4 melhores rankeadas do torneio que, assim como Portoroz, distribui 280 pontos para a campeã.

Futebol

Quarta-feira, dia 21, e quinta, dia 22, serão jogadas as partidas da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Destaque para Grêmio vs. Vasco, no Olímpico, clássico dos desesperados, Palmeiras vs. Botafogo no Pacaembu e os líderes em campo: Atlético-GO vs. Corinthians, Guarani vs. Ceará e Fluminense vs. Cruzeiro.

Ainda na mesma semana, sábado e domingo acontece a 11ª rodada. Dessa vez, destaques para o clássico Santos vs. São Paulo, na Vila, domingo, Cruzeiro vs. Grêmio, no Mineirão, Corinthians vs. Guarani, no Pacaembu e Ceará vs. Palmeiras, no Castelão. No Rio, Botafogo vs. Fluminense. Dependendo da combinação de resultados, o Fluminense pode dormir, domingo que vem, líder do campeonato pela primeira vez desde… 2005, talvez.

Formula 1

Esse final de semana, em Hockenheim, a Fórmula 1 bota os carros na pista para a 11ª etapa do mundial de 2010. Lewis Hamilton, com sua McLaren, lidera o mundial de pilotos, seguido por Jenson Button, seu companheiro de equipe e a dupla da Red Bull, com Mark Webber e Sebastian Vettel. A McLaren lidera também o mundial de construtores.

Ano passado, o GP da Alemanha foi disputado em Nurburgring – as duas pistas fazem um revezamento desde 2007. Lá, Mark Webber, mesmo recebendo um drive through, venceu pela primeira vez na Formula 1. Seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel, cruzou a linha de chegada em segundo e Felipe Massa, da Ferrari, ficou em terceiro.

Em 2008, última corrida no novo traçado de Hockenheim, Lewis Hamilton venceu. Em segundo, ajudado pelo acidente de Timo Glock, Nelsinho Piquet conseguiu seu único pódio da Fórmula 1. Felipe Massa terminou em terceiro, e quebrou um jejum de mais de 15 anos sem que dois pilotos brasileiros subissem ao pódio na mesma corrida.

Um atrativo a mais para a corrida deste domingo é a disputa interna que se agrava cada vez mais nos boxes da Red Bull, cheio de acusações mutuas entre Vettel e Webber. Resta saber como será o comportamento dos dois na pista.

GP2

A principal fornecedora de futuros talentos para a Formula 1 corre junto com a “categoria-mãe” na Alemanha. O veterano venezuelano Pastor Maldonado lidera o campeonato, seguido pelo mexicano Sergio Perez. Ambos já foram cotados na F1: Maldonado para a vaga de De La Rosa na Sauber, e Perez, na Virgin.

Indy

A última corrida da fase canadense do mundial da Indy acontece no aeroporto de Edmonton. Líder do campeonato, Will Power tenta aumentar sua supremacia em circuitos mistos, e busca repetir a vitória do ano passado, quando ainda corria com o carro amarelo da Penske Trucks. Em 2009, Power venceu, seguido por Helio Castroneves e Scott Dixon, respectivamente da Penske e Ganassi.

Moto GP

Nesse final de semana, como foi programado pela Dorna, a MotoGP desembarca no tradicional circuito de Laguna Seca, palco do embate épico entre Valentino Rossi e Casey Stoner, pelo mundial de 2008. The Doctor vem para sua segunda corrida após o acidente em Mugello, mas quem quer roubar os holofotes é seu companheiro de equipe, Jorge Lorenzo, atual líder do campeonato.

Ano passado, Dani Pedrosa, com sua Repsol Honda venceu, seguido pela dupla da Yamaha: Lorenzo em segundo e Rossi em terceiro.

A vontade da Ducati de anunciar Valentino Rossi já nessa corrida dá um toque especial para a primeira prova do campeonato mundial disputada em solo americano – a próxima será em Indianapolis, mês que vem.

ST Team! 😉

Best of the (last) Week

In all sports on 21/07/2010 at 22:25

Photo: Google Images

Tênis

Em Bastad, Nicolas Almagro, cabeça 4, bateu Robin Soderling, dono da casa, cabeça 1 e defensor do título, na final, para conseguir seu sexto titulo em nível ATP.

Albert Montañes, espanhol cabeça 5, venceu o torneio de Stuttgart e de quebra saiu dirigindo uma Mercedes. Para vencer seu quinto torneio, o espanhol contou com o abandono de Gael Monfils na final.

WTA: Agnes Szavay, da Hungria, venceu o quinto titulo da carreira em Praga; Kaia Kanepi, estoniana, que vem em boa fase, bateu a principal favorita, Flavia Pennetta, para faturar o torneio de Palermo, primeiro em nível WTA.

Indy

Em Toronto, pela Indy, Justin Wilson largou na pole, mas as desventuras de uma corrida fizeram com que a vitória ficasse com Will Power, líder do campeonato. Dario Franchitti, vice-líder, ficou em segundo em uma prova animadíssima.

Moto GP

Jorge Lorenzo fez a pole e Valentino Rossi voltou à MotoGP, mas quem comemorou de verdade em Sachsenring foi Dani Pedrosa. O pequeno espanhol cruzou a linha de chegada na frente do compatriota da Yamaha. Rossi largou em quinto e terminou em quarto.

Brasileirão

Pela oitava rodada, no meio de semana, o confronto dos líderes entre Ceará e Corinthians não saiu do 0. O Palmeiras triunfou no clássico paulista sobre o Santos (2-1), o Flamengo venceu o Botafogo (1-0) e o Atlético de Minas venceu o rival goiano por 3-2.

No final de semana, pela nona rodada, o Palmeiras de Felipão sucumbiu ao Avaí de Guga, 2-4, em Floripa. O líder, Corinthians, bateu o Atlético-MG em São Paulo, 1-0. Já o Ceará perdeu para o Inter (2-1, no Beira-Rio) sua invencibilidade. O outrora encantador Santos perdeu a segunda seguida, dessa vez para o Fluminense, em casa, também pelo placar mínimo.

Após nove rodadas, o Corinthians lidera o certame, com 21 pontos. O Fluminense vem em segundo, com 19. Ceará, com 18, e Cruzeiro, com 15 (empatado com o Flamengo) completam o G4.

Na zona do vinagre, Atlético-MG (fora pelo critério de desempate), Grêmio e Vasco, todos com 9 pontos, ocupam uma posição desconfortável. Com 7, o Atlético-PR mostra que mais uma vez é seríssimo candidato ao rebaixamento e o Atlético-GO, que surpreendeu na Copa do Brasil, com míseros 4 pontos, já caiu.

Baseball

O All-Star Week da  MLB teve como vencedor, no Home Run Derby, David Ortiz, do Boston Red Sox. O dominicano bateu 32 bolas para fora do Angel Stadium of Anaheim (estádio dos Los Angeles Angels of Anaheim).

O jogo das estrelas, entre as duas conferências, acabou com vitória da Liga Nacional sobre a Liga Americana: 3-1.

Um beijo, um queijo, e uma ótima semana esportiva para vocês, é o desejo mais profundo do ST Team! 😉

Programação ST

In all sports on 13/07/2010 at 00:40

Photo: Google Images

O Sports Tour orgulhosamente apresenta, hoje, sua mais nova série, dedicada exclusivamente a vocês, fãs, cujos calendários biológicos esportivos são diretamente programados por esse humilde blog.

Aqui falaremos sobre os principais eventos esportivos da semana.

Preparados? Então vamos lá.

Tênis

Quatro torneios movimentam o tênis de alto nível nessa semana. Pela ATP, são jogados torneios em Bastad e Stuttgart, ambos torneios de nível 250 que contam, no entanto, com jogadores de ranking alto.

Em Stuttgart, torneio com uma chave de 28 jogadores, Nikolay Davydenko lidera a lista de cabeças-de-chave. O número 6 do ranking de entradas estreia apenas na segunda rodada, assim como os cabeças 2, 3 e 4, Jurgen Melzer (AUT, 15), Gael Monfils (FRA, 17) e Juan Carlos Ferrero (ESP, 21), respectivamente, que também saem na frente em busca do título e uma Mercedes – patrocinadora majoritária do torneio. Outros jogadores importantes na busca pelo título são Albert Montañes, Gilles Simon, Phillip Kohlschreiber e Victor Hanescu, além de Jeremy Chardy, atual campeão do torneio disputado no saibro.

Em Bastad, Robin Soderling, que debuta no top-5, busca defender seu título em casa. Também no saibro e com 28 jogadores, a grande diferença de Bastad para Stuttgart é o prêmio para o campeão – o torneio alemão premia seu campeão com uma Mercedes. Soderling, Fernando Verdasco (ESP, 10), David Ferrer (ESP, 12) e Nicolás Almagro (ESP, 20), os quatro melhores pré-classificados estréiam apenas na segunda rodada. Compõem o grupo dos oito melhores rankeados Tommy Robredo, Paul-Henri Mathieu, Florent Serra e Denis Istomin.

Pela WTA, torneios em Praga – no qual a eterna namorada de Tomas Berdych, Lucie Safarova (CZE, 24) e Alexandra Dulgheru (ROU, 28) são as duas melhores pré-classificadas – e em Palermo, que conta com a presença de Flavia Pennetta (ITA, 12), Aravane Rezai (FRA, 21), a semi-finalista de Wimbledon, Tsevatana Pironkova (BUL, 35) e Kaia Kanepi, que fez uma grande campanha no gramado inglês. A estoniana ocupa, no momento, a posição de número 38 na ATP.

Baseball

Um dos esportes favoritos dos americanos tem, nessa semana, sua All Star Week. Para quem não é muito familiar aos jogos da terra do Tio Sam, a All Star Week é quando os melhores jogadores se encontram em eventos comemorativos e amistosos.

Ontem, segunda-feira, tivemos o Home Run Derby. Para quem não sabe as regras do Baseball, Home Run é a pontuação máxima do esporte, e consiste em rebater a bola para fora do Ballpark, também conhecido como campo. A programação para a semana segue. Hoje, 13 de Julho, teremos o All-Star Game. Ou seja, as duas conferências se enfrentam em uma partida, assim como ocorre no Football e no Basquete.

Futebol

Pois é, meus amigos. A espera de quatro anos pela Copa do Mundo – que dura apenas um mês – volta, porque o certame mais esperado do mundo acabou-se. Voltamos à rotina de meros mortais, com o Brasileirão. E o seu time entra em campo.

Voltando na oitava rodada, teremos o confronto entre líderes, Corinthians vs. Ceará e o clássico paulista entre Palmeiras – que tem a volta de Kleber Gladiador e Felipão – e os meninos do Santos, que conta com os garotos Neymar e Ganso, e logo contará com Keirrison, atacante revelado pelo Coritiba, contratado pelo Palmeiras e pelo Barcelona, que volta ao Brasil após uma passagem sem nenhum sucesso na Europa, por Benfica e Fiorentina, além do tradicional confronto de quatro finais consecutivas de campeonato carioca, Flamengo vs. Botafogo. Na parte inferior da tabela, o Atlético de Minas, sob o comando de Wanderley Luxemburgo e com o reforço de Diego Souza, enfrenta seus homônimos de Goiás, que vem de uma campanha desastrosa em sua volta à elite.

Completam a rodada: São Paulo v. Avaí, Grêmio v. Vitória, Atlético-PR vs. Cruzeiro, Guarani v. Internacional, Goiás v. Vasco e Flamengo v. Grêmio Prudente (ex- Roma e Grêmio Barueri).

Esses jogos serão disputados entre quarta-feira, 14, e quinta, 15 de julho.

Moto GP

No dia 18 de julho, domingo, o Campeonato Mundial de Motovelocidade chega à Alemanha. Mais precisamente, a Hohenstein-Ernstthal, onde Jorge Lorenzo, da Yamaha, tenta ampliar sua vantagem na liderança do mundial. Em 2009, Valentino Rossi saiu vencedor, com o mesmo Lorenzo em segundo e o espanhol da Repsol-Honda, Dani Pedrosa, em terceiro.

A semana do Grande Prêmio da Alemanha, em Sachsenring marca também a volta de Valentino Rossi, campeão mundial inúmeras vezes da categoria e principal adversário – além de companheiro de equipe de Lorenzo –, que testa uma Yamaha da Superbike, em Brno, República Checa, para avaliar suas condições físicas.

O italiano, que liderava a tabela, sofreu um acidente, há dois meses, na Itália, no qual quebrou a perna. Rossi tenta voltar para a próxima etapa, que será disputada na Alemanha, em Sachsenring.

Também foi confirmado que a Honda acertou com Casey Stoner, campeão mundial de 2007 e piloto da Ducati. Esse anúncio reforça ainda mais os rumores de que Valentino Rossi teria acertado com a equipe italiana para a próxima temporada.

Indy

Nesse domingo, dia 18 de Julho, a Indy chega ao Canadá para a disputa de sua décima etapa da temporada de 2010. A corrida será disputada na pista de rua de Toronto, e deve empolgar o líder do campeonato, o australiano Will Power, da Penske, cujo bom retrospecto em circuitos mistos o credencia como favorito. No campeonato, Power é seguido por Dario Franchitti e Scott Dixon, ambos pilotos da Ganassi. O escocês, vice-líder do campeonato, venceu nas ruas canadenses em 2009. Completaram o pódio da etapa do ano passado Ryan Briscoe, companheiro de Power na Penske e o próprio Will Power.

Provavelmente, a corrida será transmitida na íntegra pelo Bandsports, com um resumo na Band, devido ao conflito de horários com o Campeonato Brasileiro.

That’s all, folks, diria outro. Esse post é apenas uma base para os próximos, que irão ao ar sempre aos domingos, e serão muito melhor trabalhados.

Afinal, postamos bem para sermos visitados sempre.

ST Team! 😉

La Furia Roja!

In futebol, World Cup on 12/07/2010 at 23:31

Spain celebrates the World Cup title (Photo: Reuters)

E foi com um beijo que nos despedimos da Copa do Mundo.

Um Mundial que consagrou fora do campo a beleza paraguaia, a inteligência marinha e o peculiar barulho africano.

Dentre dele, o bom futebol uruguaio, a juventude alemã, a força holandesa e a Fúria de Xavi, Xabi, Iniesta, Villa, Torres, Navas, Pedro, Puyol, Piqué, Capdevilla, Llorente, Ramos, Busquets, Fabregas e Casillas.

A Espanha esperou 80 anos para ser campeã do mundo, e assim o fez.

Mas não ontem.

O fez quando derrotou a Alemanha na final da Eurocopa de 2008.

O fez quando passeou nas eliminatórias européias.

Continuou a fazer mesmo quando derrotada foi pelo ferrolho suíço na primeira rodada do Mundial.

Não abaixou a cabeça, nem mesmo se abalou com as acusações da imprensa espanhola que culparam a namorada-repórter por estar atrás do gol do namorado-arqueiro.

Pobre Espanha. Nunca uma seleção derrotada na primeira rodada tornou-se campeã.

A Alemanha dava show, as favoritas venciam. A Espanha não.

Veio Honduras. Os palpiteiros de plantão apostaram em 4, 5, alguns ousados em 6 gols para a Espanha. Mas não. Foi 2 a 0. Futebol bonito e honesto. E a Espanha estava na briga.

Veio o Chile. 2 a 1. A Espanha era a primeira do grupo e marcava encontro com Portugal de Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa e Eduardo.

E foi Eduardo quem parou a Espanha.

Pobre Espanha. Pra quem era a favorita, decepcionava.

1-0. E a Espanha está nas quartas.

Veio o Paraguai. Um jogaço. Um jogaaaaaaaaaaço. Casillas pega um pênalti. Xabi Alonso perde outro.

Pobre Espanha. Amarelando mais uma vez.

1-0.E a Espanha está nas semis.

Era a hora da Alemanha. A sensação da Copa vinha de vitórias convincentes contra Inglaterra (4-1) e Argentina (4-0).

Pobre Espanha. Não vai ter chances.

Ter muita posse de bola não bastava. Ter o artilheiro do Mundial não bastava. Ter um melhor time não bastava.

Mas bastou.

1-0.E a Espanha está em sua primeira final de Copa do Mundo.

Veio a Holanda. E Pedrinho escreveu as palavras mais honestas sobre o sentimento laranja nesta Copa, não publicadas aqui por falha do editor que vos fala:

Não sei por que eu resolvi me apaixonar tanto pelo futebol holandês. Não sei por que eu decidi decorar as escalações dos dois finalistas da primeira copa disputada na Alemanha aos onze anos (e logo fui reprimido pela minha avó: “Pensa em coisas do presente, menino!”). Talvez tenha sido aquele time do Barcelona, com Hesp, Reiziger, Frank e Ronald de Boer, Cocu, Van Bronckhorst, Kluivert e Overmars. Ou Bergkamp, o melhor centroavante holandês das últimas décadas. Talvez tenha sido a história, de futebol bonito. Talvez seja simpatia pelos derrotados em duas copas seguidas. Não sei. Sei que, hoje, a Holanda é uma realidade em minha vida. Desde 2004. E lá se vão 6 anos.

E esqueço aqui o meu discurso jornalístico. A Espanha nunca teve um Cruyff. Nunca teve um Arie Haan, um Nesekens, um Rensenbrink, um Bergkamp, até mesmo um Kluivert. A Espanha teve Zamora, Butragueño, Gento – que nem se comparam. A Espanha nunca chegou a uma final de mundial. Se existe um time que merece mais do que ninguém esse título, esse time é a Holanda.

E a Espanha não teve mesmo um Cruyff. Gigante que valia por 11.

Mas teve um time de 11 jogadores que valia por um grande time – liderado por Casillas.

Ah, Casillas. A culpa foi sua, sim.

Você foi o culpado por comandar a seleção que jogava como nunca, amarelava como sempre, a superar por 1-0 – mais uma vez- os gigantes holandeses.

Pobre de nós por não termos Iker Casillas.

E foi com um beijo que ele quis que o Mundial da África se despedisse.

ST Team! 😉

As semifinais da Copa

In futebol, World Cup on 06/07/2010 at 01:00

Reprodução: Terra / Getty Images

Mais uma vez, quero pedir licença poética – e comercial – para falar com vocês, queridos leitores assíduos do Sports Tour. Hei de ser perdoado, novamente, mas acho que o CEO desse blog vai chiar, nem que seja um pouco, nem que seja com bom humor. Mas eu, como amante tanto do futebol quanto das palavras, não poderia evitar criar um post particular para os jogos entre Holanda-Brasil e Uruguai-Gana. Entendo que ele excede o limite de posts programados pelo Comandante da Nave Sports Tour, que não quer que a homepage seja bipolarizada com postagens sobre a Copa do Mundo e Wimbledon, entendo o lado dele, sem dúvidas que sim. Mas, como estamos em uma (falsa) democracia, TUDO PODE MUDAR. E para isso, apelo a vocês, queridos leitores, que fazem de nós dois jovens – eu mais jovem do que ele – bloguísticamente realizados. São quase 1,500 visitas, isso se esse numero já não tiver sido ultrapassado enquanto eu escrevo esse texto. Tenho certeza de que se vocês, leitores, escreverem nos comentários que querem sim ler o meu texto sobre o primeiro dia das quartas-de-final, tenho certeza de que o coração duro e cigano do meu querido Empregador irá mudar. Manifestem-se! Garanto que não irão se arrepender (ou não).

Agora, às semis!

Serão jogados, terça e quarta-feira, dias 6 e 7 de Julho, os últimos dois jogos antes da Grande Final do dia 11. No dia 6, às 15h30, na Cidade do Cabo, Uruguai e Holanda se enfrentam. Já no dia seguinte, no mesmo horário, para você que acessa o Sports Tour do Brasil, em Durban, a Alemanha pega a Espanha por uma vaga no “ultimate show” do Mundial da África do Sul.

Rapidinho, rapidinho, como manda a cartilha cacwhere de blogueiros esportivos, comentários sobre as duas partidas.

Uruguai v. Holanda

Mais um jogo histórico na conta da Copa da África. O heróico Uruguai, que surpreendeu o mundo (ok, exagerei) repete sua campanha de 1970, quando teve seu último grande time, e busca uma vaga na final pela primeira vez desde 1930 – vale lembrar que em 1950 foi disputado um quadrangular. Portanto, é valido dizer que a Copa do Brasil foi a única sem uma final – e tem, como último obstáculo, os bons holandeses. A verdade é que, se o Uruguai não encanta, Óscar Tabarez montou um time ajeitadinho, que joga sem se comprometer. Embora venha desfalcado do capitão e líder Diego Lugano – machucado, que deve ser substituído por Scotti – e do artilheiro e salvador da pátria Luis Suárez – suspenso por ter sido expulso num lance de muita coragem, e que deve ser substituído pelo herói da classificação, Sebástian Abreu – vejo que o Uruguai pode sim engrossar o caldo para cima da laranja. Claro, isso não significa em hipótese alguma que apostaria no Uruguai para fazer uma laranjada, mas que eles não vão vender fácil, não vão.

No jogo contra Gana pude constatar que Forlán jogou quase como um armador, buscando a bola dos volantes e conectando o ataque. No segundo tempo, também vi Suárez fazendo esse papel – o que não deve se repetir no jogo contra a Holanda, já que é de se esperar que Abreu fique na área, esperando cruzamentos de Forlán, Fucile e Cavani. Portanto o Uruguai perde um pouco em mobilidade. Já na defesa, acho que a falta de Lugano pode até ajudar o Uruguai. Sim, é isso mesmo. Não é segredo que Lugano é a encarnação do espírito porteño de jogar bola, constatado ao longo dos anos. Lugano, mesmo sendo muito habilidoso, bate. E contra um ataque rápido e técnico como o da Holanda, com Robben, Kuyt, Van Persie e Sneijder, isso poderia acarretar uma expulsão. E, com 10 em campo, seria praticamente impossível aos Cisplatinos buscar uma vitória. Terminando, o Uruguai é um time valente. Embora não tenha enfrentado grandes times – uma destroçada França, a pobre África do Sul, os acomodados mexicanos, a Coréia do Sul e a motivada Gana não são potências futebolísticas – o Uruguai joga por um nome e uma história. Muslera deve relembrar Mazurkiewics ao entrar em campo; Forlán, o herói Ghiggia; Scotti deve buscar inspiração em Hugo De León e Edinson Cavani, habilidoso meio-campista poderia rezar para jogar como Francescoli. Motivação do lado sul-americano não deve faltar. Tampouco empenho.

Oito participações em mundiais, quatro semi-finais e duas finais. Esse é o retrospecto da Holanda, que chegou como favorita no inicio do certame e continua, ainda mais, para essa semifinal. Vejamos. História a Holanda tem – pelo menos quatro grandes times, em 74, 78, 94 e 98. Material humano, também – uma linha de frente de dar inveja, com quatro avantes que se destacam em grandes times da Europa. Invencibilidade não é problema. Boa fase também não, já que os Laranjas venceram todos os cinco jogos que disputaram na África do Sul até agora. Por isso, a Holanda é mais do que favorita contra o Uruguai. Mas isso não seria o suficiente para vocês, fãs sedentos por conhecimento. Então vamos lá. A Holanda venceu um apático Brasil, e não importa em que circunstâncias, vitória é vitória e vice-versa. A defesa não comprometeu TANTO contra o ataque canarinho, e olha que ele é infinitamente melhor do que a linha de frente azul-celeste. Sneijder briga pela artilharia do mundial, e se ele conseguiu fazer da Internazionale campeã européia, consegue fazer jogar Robben, lá na frente. Kuyt joga quase como Forlán, como um meia de ligação, ofensivo, também. Van Persie é o ponto fraco do ataque holandês, digo-lhes. Correm boatos de que ele não joga, com o braço machucado. Talvez Huntelaar fosse uma boa opção para o jogo aéreo. Ou Elia, jovem e rápido atacante negro, que talvez um dia vá ser comparado a Patrick Kluivert. Mas Van Persie deve ir pro jogo também, então isso vai certamente preocupar os fãs da Holanda. Do meio para trás, admito, a seleção holandesa é pavorosa. Van Bommel me causa arrepios desde que jogava pelo Barcelona; Gio van Bronckhorst, em seus últimos jogos como profissional, é como todo lateral envelhecido: marca mal e apoia pior ainda. Como Van der Wiel está suspenso, Khalid Boulahrouz deve jogar pela direita. Já a defesa, com Ooijer e Heitinga deve enfrentar sérios problemas com Loco Abreu. Ou seja, é bom que o ataque resolva.

Meu palpite: Mesmo com problemas de defesa, a Holanda deve ganhar, 2-1, com certo sufoco. Aliás, não me surpreenderia se os uruguaios tomassem a ponta no placar e depois sofressem a virada. Pena que os sul-americanos vão jogar apenas para terminarem em terceiro lugar no mundial.

Alemanha v. Espanha

Opa, opa. Temos algo errado aí, diria alguém, vendo os jogos dessas duas seleções na Copa. A Alemanha vem jogando como a Espanha se propôs, e a Espanha vem decepcionando, mas avançando? Nossa. Mas é, é isso mesmo.

A Alemanha, que encantou o mundo com um futebol ofensivo e de toques rápidos e precisos contra a Austrália, na estreia, e decepcionou no jogo contra a Sérvia, voltou a encantar. A última vitima, a Argentina do técnico Maradona, que vinha bem cotada, tomou de quatro e se despediu humilhada do mundial. Qual o segredo da Alemanha, sábio mestre?, me perguntaram outro dia. Pois bem, jovem gafanhoto, respondi, enquanto acendia um incenso. A Alemanha ataca em bloco, e tem na criação dois excelentes jogadores, de modo que eu não via na seleção tedesca há muito tempo. Schweinsteiger e Mesut Özil colocaram a fraca defesa argentina no bolso. Bastian, do Bayern, joga com a cabeça erguida, e no terceiro gol alemão costurou a defesa adversária com maestria, antes de servir a Jabulani numa bandeija para Arne Friedrich. Özil é veloz e adora também deixar os companheiros na cara do gol. Mais à frente, Klose é matador. O polonês naturalizado sente o cheiro das redes, e está sempre bem posicionado para dar o último toque – não ocasionalmente, já deu o último toque em mundiais 14 vezes, apenas um a menos do que Ronaldo, sumo-goleador de mundiais. Mesmo sem a revelação do mundial, Thomas Muller, suspenso, e que deve ser substituído por Cacau, não acho que a Alemanha perca ofensivamente. Aliás, acho que pouco muda. Podolski continuará fazendo o seu papel, e a Alemanha segue forte. Na defesa, a Alemanha, mais uma vez, não compromete. Talvez o único elo… não digo fraco, mas sim mais ou menos, seja o goleiro Neuer, que não me convence de todo.

Já a Espanha não anda toda Furiosa assim. Ganhou no sufoco do Paraguai – com erros de arbitragem para os dois lados – e, para mim, perde essa semifinal contra a Alemanha. Fernando Torres não vem em uma boa fase. Fosse eu Vicente Del Bosque, escalaria Llorente. David Villa, futuro jogador do Barcelona, vem chamando a responsabilidade – e os gols – para si. Ele é um dos ‘3’ do engenhoso esquema 4-2-3-1 (argh), junto com Xavi e Xabi Alonso. Iniesta e Busquets jogam um pouco recuados, como volantes – mais Busquets do que Iniesta, já que este sai mais para o jogo. Assim como no jogo contra o Paraguai, a chance da Espanha ganhar é numa jogada individual. Se bem que a Alemanha é muito mais bem estruturada do que os paraguaios.

Meu palpite: Se a Espanha pode ganhar? Pode, claro. Tem talento o suficiente para isso, mas não me convenceu ainda nessa Copa, e o tempo tá se esgotando. Vou com a Alemanha, 2-0 ou 3-1, impondo seu melhor jogo à base do toque de bola – que é exatamente o que a Espanha planejava fazer. Aos espanhóis, restará disputar com os uruguaios sua melhor participação em um mundial – terceiro, superando o quarto lugar no quadrangular de 1950.

That’s it. Para todos os efeitos, fiquem ligados nas duas disputas. Tanto para saberem se esse humilde assistente de blogueiro dará palpites certeiros quanto para tirar uma com a minha cara a cada erro crasso cometido por mim.

ST Team! 😉

As quartas da Copa do Mundo

In futebol, World Cup on 02/07/2010 at 12:05

Eram dezesseis. Agora, com Coréia do Sul, EUA, Inglaterra, México, Chile, Eslováquia, Japão e Portugal se juntando aos eliminados na primeira fase, arrumam suas trouxinhas e voltam para seus países. Para eles, o sonho da África terminou. E acho que em nenhum doeu mais do que nos ingleses, para quem duas guerras mundiais e uma Copa do Mundo não adiantaram de nada. Restam agora, após as oitavas de final, oito times na disputa pela taça de campeão do mundo da Fifa. Desses oito, quatro sul-americanos – apenas o Chile, dos classificados pela Conmebol, já deu adeus ao mundial – causando uma supremacia jamais vista. Completam a lista das oito melhores seleções do mundo ainda três europeus e um africano. Sem mais delongas, vamos às análises dos quatro jogos que definirão os semi-finalistas do campeonato mundial.

Holanda vs. Brasil

Um clássico do futebol mundial que abre as quartas-de-final. Sexta-feira, 11 da manhã, como vocês já devem saber, já que jogos do Brasil resultam em feriados. Primeiro, um historical overview desse confronto. Brasil e Holanda já se enfrentaram três vezes em mundiais, com uma vitória para cada e um empate, que resultou com vitória brasileira nos pênaltis. A Holanda, como todos sabem, revolucionou o futebol com o carrossel da metade da década de 1970 – fazendo as duas finais de Copa desse período, em 74 e 78. E, se a Laranja Mecânica nunca mais voltou a uma decisão de Mundial, pode botar a culpa no Brasil. Em 1994, pelas mesmas quartas-de-final, Branco acertou aquele petardo que deu a vitória ao Brasil, 3-2. Se a Holanda tivesse vencido, duvido que teria parado na Suécia. Quatro anos depois, um dos jogos mais marcantes de todos os tempos. Após empate por 1-1 no tempo normal, a disputa por uma vaga na final foi decidida nos pênaltis. E deu Brasil, que acabaria perdendo por 3-0 para a França naquele jogo memorável.

Mas Rinus Michels e Cruyff são agora apenas pôsteres na parede de qualquer fã do bom futebol. O aqui e agora, para a Laranja que tenta voltar a ser Mecânica, um robô impiedoso que passa por cima de todos seus adversários, é a geração de Robben, Sneijder e Van Persie. Após o naufrágio diante da Rússia, na Euro-08, Van Basten caiu – e achei bom; ele era um excelente jogador, um dos melhores centroavantes de todos os tempos, mas como técnico deixava a desejar – e quem assumiu foi Bert Van Marwijk, que tinha como principal missão dar uma cara nova ao selecionado dos Países Baixos. E assim o fez. A Holanda agora não joga no ritmo da dança flamenca, que suponho eu que deva ter surgida na Bélgica, vizinhança, portanto. A Holanda não encanta nesse mundial. Mas joga como a Alemanha. Feio, mas vence. Fria e precisa, a Holanda tomou apenas dois gols nessa Copa do Mundo, e não fez outro resultado além de vitórias – passou por Dinamarca, Japão e Camarões na primeira fase e despachou de volta para Bratislava os eslovacos nas oitavas de final. Poderia prolongar essa análise, mas isso geraria descontentamentos. Portanto, sucintamente, digo que a chave da Holanda é o cerebral Sneijder – que deve ser marcado deslealmente por Josué amanhã – e a jogada típica de Robben, na qual ele corta para o meio e chuta. No entanto, a defesa laranja é péssima. Comparável a da Atgentina, com Demichelis, Heinze, Otamendi e Burdisso. E é bom não dar chances contra um ataque que tem Luís Fabiano e Robinho – que superam e muito Boulahrouz, por exemplo.

Já o Brasil… bom, é o Brasil, e isso já seria suficiente. Mas, como não sou superficial, aprofundarei no assunto. O Brasil tem a cara de Dunga. É truculento, com um meio de campo cheio de volantes, que deve ganhar ainda mais peças para marcar a intermediária talentosa da Holanda, deixando Kaká, Robinho e Fabiano no ataque. Tem a melhor defesa do mundo, ao contrário dos holandeses. É um time mais equilibrado, no papel, sem dúvidas. Dunga é eficiente, inegável. Mas o Brasil alterna bons e maus jogos. Péssimo contra a Coréia do Norte, ganhou de Costa do Marfim com louvor e empacou em Portugal. Nas oitavas, goleada sobre o Chile, o que não deve ser levado muito em conta, já que os chilenos são freguesia fiel. A chave para o Brasil sair vitorioso é apostar nos contra-ataques e explorar a fragilidade do sistema defensivo holandês, que nem de longe lembra os tempos em que era composto por Michael Reiziger abrindo pela direita, Frank de Boer e Jaap Stam dando segurança ímpar a Van der Saar e não me lembro quem era o lateral-esquerdo. Winston Bogarde, talvez?

Minha aposta: Dessa vez não escondo de ninguém. Sempre fui um fã tanto do futebol quanto da cultura holandesa, e desde a Euro-04 estou com a Holanda. Tive as duas camisetas que a Laranja usou na Copa de 2006, fora o modelito da Euro-08, estragado durante o trote esse ano. Chorei como nunca. Vou com a Holanda, portanto, imaginando que é o único time que pode impedir o hexacampeonato dos meninos de Dunga.

Uruguai vs. Gana

Mesmo não parecendo, dia 2 de julho terá outro jogo, às 15h30. Uruguai e Gana enfrentam-se pelo direito de disputar a terceira colocação no mundial, o que é uma puta duma honra, sem dúvida. Achar que Uruguai ou Gana podem derrotar o vencedor do outro jogo beira a ingenuidade; não há otimismo que chegue a tanto. O Uruguai, que antes eu disse que era o melhor time desde Francescoli, se mostrou o melhor time desde a geração de Ancheta, em 1970. Passou pela Coréia do Sul com dois gols do matador Suárez, que atua pelo Ajax, da Holanda. Mas tomou um certo sufoco, e não deve ter vida fácil contra a Gana do técnico Milovan Rajevac, a última esperança do continente africano de atingir uma inédita semi-final.

Pouco assisti o Uruguai nessa Copa. Falando a verdade, assisti aquele modorrento Uruguai vs. França, jogo no qual o futebol perdeu e também a vitória de 3-0 da celeste sobre os Bafana-Bafana. Forlan, na ocasião, jogou muito bem e foi decisivo. Agora, pelo que sei, joga mais recuado, não como centro-avante, mas quase como um armador, talvez. Tem a chance de obter um resultado igual ao da Copa de 70 – última grande participação uruguaia em mundiais – quando enfrentou o Brasil na semi-final.

Mas, para tal, além de contar com uma vitória canarinho mais cedo, o Uruguai precisa vencer a embalada Gana, que, se não encanta como as seleções africanas do principio da década de 90, vence. Gana eliminou os entusiasmados americanos nas oitavas de final, na prorrogação, com gol do artilheiro Gyan, possibilitando, assim, aos Black Stars, igualar as melhores campanhas africanas em mundiais, chegando às quartas assim como Camarões em 1990 e Senegal em 2002. Camarões acabou eliminado pela Inglaterra, e Senegal, pela Turquia. Ambos tinham mais time do que essa seleção de Gana, que vem para sua segunda Copa do Mundo. Poderão os Estrelas Negras escrever uma nova página na história do futebol africano?

Minha opinião: Tendo a ir com o Uruguai. Gana não me empolga – não joga um bom futebol, pelo contrário. Os dois gols que marcou na primeira fase foram de pênalti – incluindo um ridículo cometido por Kuzmanovic, da Sérvia. Além do mais, Gana eliminou dois dos três times que tinha dito que estava torcendo. Quero mais é que sejam eliminados.

Argentina vs. Alemanha

Se a manhã do dia 2 reserva o clássico entre Holanda e Brasil, a do dia 3 de julho não fica devendo em nada. Portanto, recomendo a todos os fãs de futebol que estejam de pé e a postos às 11 da manhã do domingo para prestigiarem um dos maiores clássicos do futebol mundial. Alemanha e Argentina escreveram juntas três páginas importantes da história dos mundiais. A primeira, em 1986, consagrou Maradona como o grande craque que ele foi, e culminou com o segundo título mundial da Argentina, com vitória por 3-2 na final sobre os germânicos. Eram dois timaços. A Argentina tinha Maradona e Valdano, e a Alemanha, Rummenigge e Matthaus. Quatro anos depois, os dois selecionados voltaram a se encontrar, e pela primeira vez uma final de Copa do Mundo se repetiu exatos quatro anos depois. Desta vez em solo italiano, a Alemanha de Brehme, Matthaus e Schumacher enfrentou a Argentina de Goycoechea, Maradona e Caniggia. A pior copa de todos os tempos terminou com o último triunfo alemão até agora, 1-0, gol de Brehme. Por fim, quatro anos atrás, na Copa da Alemanha, os dois se enfrentaram na mesmíssima fase de quartas-de-final. A Argentina saiu na frente, mas os alemães recuperaram o terreno perdido, Klose, o artilheiro, empatou o jogo, provocou a disputa por pênaltis, que terminou com a classificação da Alemanha para a semi-final.

Em 2010, Maradona reencontra a Alemanha, agora como treinador, com a missão de igualar seus feitos como atleta. A Argentina das eliminatórias, sob o comando de Diego Armando não empolgou, e não fosse Palermo, teriam ido para a repescagem, tal qual 1994. Mas, na Copa, deu liga, e a Argentina vem jogando um futebol de primeira. Embora a defesa seja fraca, como já disse anteriormente, o ataque é arrasador, e de ataque Maradona entende. Messi, Verón, Higuain, Diego Milito, Tevez, Di María, Aguero. Uma linha de frente respeitável, não? Higuain é o artilheiro do mundial, por enquanto, com quatro gols. Messi ainda não fez o seu, mas vem jogando demais. Tevez marcou um golaço contra o México (e um em posição de impedimento). “La Brujita” Verón arma jogadas como ninguém e, no banco, ainda tem Martin Palermo, amuleto do técnico. Nas oitavas, superou o México com uma incomum facilidade – e um gol irregular – por 3-1.

Joachim Low reinventou a Alemanha. Digo, reinventou com sucesso. Fabio Capello tentou reinventar a Inglaterra, mas falhou, e saiu da Copa pela porta dos fundos, após mais uma participação decepcionante do English Team. Já a Alemanha não. Diferentemente do tempo em que Bierhoff e Klinsmann eram referencia no ataque, e que a principal jogada era o cruzamento e a força defensiva, agora a Alemanha joga leve e solta, digo eu. Özil, o novo Overath, como disse Galvão Bueno, é um meia habilidoso, de origem turca, que dá a cadencia ao meio de campo e liga o ataque com precisão. Phillip Lahm, lateral que joga pelos dois lados do campo, apóia e chuta bem – foi dele o primeiro gol da Copa de 2006. Schweinsteiger segue à risca o manual de segundo volante: marca e sobe ao ataque. Também é um excelente chutador, talvez o substituto de Torsten Frings na seleção. Podolski, segundo atacante, é rápido, e não raro dá assistências para Klose, principal centroavante do time tedesco. Klose está machucado? Sem problemas, no banco, Low conta com Mario Gomez, um substituto a altura de Klose, Thomas Muller, que divide a artilharia do mundial, e o brasileiro naturalizado Cacau, que se joga pela Alemanha deve ser tratado como alemão. Ponto. Voltando ao esporte, a Alemanha apresentou um toque envolvente na estréia contra a Austrália, mas decepcionou contra a Sérvia. Venceu Gana e se classificou em primeiro do grupo. Nas oitavas, outro clássico, nova apresentação de gala. 4-1 sobre a Inglaterra, que teve um gol grotescamente ignorado pelo trio uruguaio. Resta saber se os germanos envolverão nossos “hermanos”, ou se serão envolvidos. Só para finalizar, caminho complicado, esse da Alemanha. Pode ser campeã só jogando contra velhos conhecidos: Inglaterra nas oitavas, Argentina nas quartas, Espanha na semi-final (reeditando a final da Euro-08) e Brasil ou Holanda na final. Vencendo todos esses adversários, com justiça a Alemanha poderá receber a alcunha de melhor time do mundo.

Minha aposta: Jogando como Argentina, a Alemanha vence merecidamente. Jogando como Alemanha, dá Argentina. É uma pena que esse jogo tenha de acontecer tão cedo.

Espanha vs. Paraguai

Por fim, terminando a fase de quartas, Espanha e Paraguai se enfrentam, dia 3, às 15h30, em um jogo interessantíssimo. O Paraguai sem Cabañas já faz sua melhor participação em copas do mundo, superando o tabu de nunca ter passado das oitavas. Já a Espanha tenta engrenar na competição – embora tenha vencido os últimos três jogos, não vejo os ibéricos tão temíveis assim – e superar sua melhor participação, que até agora foi a quarta posição, no Brasil, 60 anos atrás.

Assim como com o Uruguai, não acompanhei a participação paraguaia nessa Copa do Mundo. Assisti o jogo contra a Itália, mas não as partidas contra a Nova Zelândia ou a Eslováquia, por um motivo ou por outro. Também não assisti o duelo contra o Japão, mas, segundo informam minhas fontes, tal partida foi a cura para a insônia, de tão ruim que foi. Vi apenas os pênaltis, porque esses não tem como serem chatos. Mas Paraguai joga por Cabañas, acho que já disse isso, e agora faz o jogo mais importante de sua história, o duelo entre colonizador e colonizado. É difícil vencer a Espanha, sem dúvida. Mas a Fúria não é tão soberba assim, e a Suíça mostrou o caminho: os contra-ataques são a melhor arma contra a supremacia espanhola na posse de bola. Também cabe ao Paraguai não desgrudar de Iniesta e David Villa, assim como é imprescindível colocar um carrapato em Fernando Torres, atacante mais enfiado do time vermelho. Os espanhóis sempre tentam um último toque antes de finalizar, e raramente arrematam de fora da área. Além do mais, segurando a Espanha a paciência dos pupilos de Vicente del Bosque vai acabando, e aí é provável que Casillas seja o jogador mais recuado da Espanha, no círculo central. Um contra-ataque paraguaio pode ser mortal.

A toda-poderosa Espanha me decepcionou nesse mundial. Assim como acontece com a Inglaterra, a Espanha joga muito mais com nome do que com futebol, essa é a verdade. Dessa vez chegando à África do Sul como favorita absoluta, a Espanha tenta reverter a fama de amarelona. O time em si é genial, cheio de grandes nomes. Casillas, Puyol, Piqué, Sérgio Ramos, Xavi, Iniesta, Fernando Torres, David Villa, Busquets. E ainda tem como opções, no banco, Llorente, que fez uma ótima partida contra Portugal e Pedro, cria do Barcelona que adora fazer gols decisivos. Os blau-grenás, aliás, são a base desse time. E a seleção joga como o Barça, na base do bom toque de bola e das jogadas espetaculares. E esse é também o calcanhar de Aquiles da Fúria. A falta de chutes de fora da área limita muito as finalizações da Espanha, que prima para uma jogada bonita e difícil, ao invés de ir sempre para o lado mais simples. Os espanhóis parecem não entender que um chute de bico ou um gol de letra valem a mesma coisa. E gol é o que ganha jogo, não a plasticidade das jogadas. Não sei se há tempo de mudar a característica do futebol espanhol, e eles podem muito bem levantarem a taça, dia 11, jogando desse jeito. Mas que encontrará um caminho muito mais árduo, ah, isso sem dúvidas.

Minha opinião: A Espanha ganha, por 1 ou 2 a zero, e vai jogar a semi-final, quando perde para Argentina ou Alemanha. E volta para casa com mais uma decepção nas costas, deixando um zumbido de dúvida na orelha de cada espanholzinho, que mais uma vez se perguntará se um dia a Fúria será campeã do mundo.

Poderia falar sobre as semelhanças entre essa Copa e o Mundial de 2002, mas deixo para outro post. Finito.

ST Team! 😉