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Eu disse!

In World Cup on 17/06/2010 at 00:10

(Reprodução: AP Photo/Bernat Armangue)

Acabou a primeira rodada da Copa do Mundo dos Empates e a conclusão que eu tirei disso tudo?

Que eu definitivamente sou foda (hahahaha).

Ok, chutei a modéstia pra longe à la Felipe Melo, mas a verdade é que quase tudo o que eu previ, está acontecendo.

Você, espertinho que nunca lê o Sports Tour (e não sabe o que está perdendo), pode até checar meu último post.

O Grupo A, eu disse, é o mais equilibrado. De fato, as 4 seleções do grupo terminaram a primeira rodada com 1 ponto. E mais: disse que entre Uruguai e África do Sul, ia com os uruguaios, e a Celeste não me decepcionou.

No Grupo B, assumo que me enganei com a Grécia. Mas dificilmente vou errar com a Argentina. Vai passar fácil.

No Grupo C, mais um acerto! Inglaterra e Estados Unidos, de fato, disputaram a primeira colocação do grupo, empataram e agora o saldo de gols vai definir.

No Grupo D, acertei a Alemanha, mas a Sérvia ficou devendo. Eu disse que Gana sem Essien não era a mesma, e não é mesmo. Entretanto, no confronto direto, 1 gol de pênalti e a vitória sobre os sérvios.

Grupo E: a Holanda não me decepcionou. E eu apostei na Dinamarca, que deve mesmo disputar a segunda vaga com o Japão.

No Grupo F, eu disse a vocês. O grupo é fraco e em grupos fracos os empates predominam. Resultado? Todos com 1 ponto. Mas Itália e Paraguai devem passar.

Grupo G: O Brasil venceu, mas não convenceu. Ok, diga-me algo que eu não sei. Bem, o que você não sabe e nem eu, é quem vai ficar com a segunda vaga. Indefinido.

No Grupo H, meu segundo grande erro. Mas convenhamos, este foi um erro global! A Espanha jogou bem, muito bem, mas perdeu para a Suíça.

Nos últimos 5 jogos em Copas do Mundo a Suíça não tomou sequer um gol, macumba das brabas.

Sobre a Espanha? Uma bobeada e perdem a vaga num empate com os chilenos.

Mas ainda acho que passam em segundo, e podem, logo nas oitavas, enfrentar o Brasil.

Bem, esperamos que a segunda rodada seja mais animadinha. Por enquanto poucos gols e nenhum artilheiro. Ou todos que marcaram são artilheiros? O que você preferir.

Sim, Forlan fez 2 gols hoje, mas estou fazendo um resumo da primeira rodada, mané!

Agora que eu já consegui fazê-los perder um tempo precioso de suas vidas lendo este post desnecessário e prepotente, deixo aqui minhas avaliações finais sobre a primeira rodada da Copa do Mundo dos Empates. (hehehe)

Nota 10

Para a seleção alemã, para o futebol chileno, para o Tae Se (o norte coreano que chorou no hino) e para o Gerrard, por ser o melhor jogador da Inglaterra e porque eu quero que ele receba o 10. Além disso, como a foto do post é dele, eu precisaria mencioná-lo em algum lugar por aqui (rs).

Nota 0

Para a seleção francesa (eu disse, não?), para os atacantes, para o ‘Cala Boca Galvão’ no Twitter (piada sem graça), para as vuvuzelas, para a TV inglesa que não transmitiu o gol do Gerrard, para o Kaká e para a FIFA, simplesmente porque eu não gosto da FIFA.

Eu fico por aqui e volto após a segunda rodada com mais uma análise extremamente inconveniente e descartável do Mundial.

ST Team! 😉

Goodbye Vancouver

In Vancouver 2010 on 01/03/2010 at 00:36

Reprodução: Damien Strohmeyer / SI

Chegou a hora de dizer adeus aos Jogos Olímpicos de Vancouver.

Foram 17 dias ininterruptos de esportes, atletas fantásticos e muita superação.

A festa que começou com a triste notícia da morte de Nodar Kumaritashvili, atleta de luge da Geórgia, se encerrou hoje com a espetacular final do hockey masculino, entre os rivais Canadá e Estados Unidos.

E pra delírio da nação canadense, a equipe comandada pela estrela da NHL, Sidney Crosby, venceu na prorrogação, após um fim de jogo sensacional.

Faltando 24 segundos para o fim do terceiro período, e perdendo por 2-1, a equipe americana conseguiu empatar o jogo e forçar a prorrogação.

Daí brilhou a estrela do até então apagado Crosby, que passados pouco mais de 7 minutos do período extra, fez o gol que deu o ouro aos canadenses.

Esse foi o 14º ouro dos canadenses em Vancouver, um recorde de um país em uma única edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Mais impressionante ainda, o fato de 4 destas 14 medalhas de ouro terem sido conquistadas nos últimos 2 dias dos Jogos.

O Canadá liderou o quadro de medalhas com 14 medalhas de ouro, 7 de prata e 5 de bronze, totalizando 26 medalhas.

A equipe americana liderou o “falso” quadro de medalhas (utilizado pelo site oficial dos Jogos) com 37 medalhas (também recorde de um país em uma única edição dos Jogos), mas apenas 9 delas douradas, terceira melhor marca em Vancouver, atrás de canadenses e alemães.

A Alemanha, que liderou o quadro de medalhas em Turim, tanto em número de medalhas, quanto em ouros, terminou em segundo com 10 ouros, 30 medalhas no total.

Minha aposta para liderar o quadro de medalhas, a Noruega, fez bonito e também conseguiu os mesmos 9 ouros dos americanos, mas um menor número de medalhas de prata e bronze.

Destaque para a Coreia do Sul, 6 ouros, 14 medalhas no total, quinta colocada no quadro de medalhas, e país mais bem colocado fora do eixo América do Norte/Europa, e para a Suíça, que também conseguiu os mesmos 6 ouros da equipe coreana, porém apenas 9 medalhas.

Veja abaixo os 10 primeiros colocados no quadro de medalhas dos Jogos de Vancouver (classificação feita com base no número de medalhas de ouro):

Posição  País                  Ouro      Prata    Bronze     Total de Medalhas

1     Canadá                    14              7            5                         26

2    Alemanha                10             13           7                         30

3       EUA                        9              15          13                       37

4    Noruega                    9               8            6                        23

5  Coreia do Sul              6               6             2                        14

6     Suíça                         6               0             3                        9

7    China                         5               2             4                        11

7    Suécia                        5               2            4                         11

9    Áustria                      4               6            6                         16

10  Holanda                    4                1            3                         8

Potência olímpica, a Rússia decepcionou e somou 15 medalhas: 3 de ouro, 5 de prata e 7 de bronze.

Também merecem destaque as duas medalhas de prata conquistadas pela Letônia, e as medalhas, também de prata, conquistadas por Estônia e Cazaquistão, países sem muita tradição nos Jogos.

A Grã-Bretanha quebrou uma escrita que já durava mais de 30 anos, e levou seu primeiro ouro desde então, o que viria a ser a única medalha britânica dos Jogos.

Nenhum país das Américas do Sul e Central, e da África ganharam medalhas.

A Austrália fez boa campanha e abocanhou 3 medalhas, 2 delas de ouro, as únicas do continente oceânico.

Dentre os principais momentos dos Jogos, menção especial para os 2 ouros canadenses no hockey (masculino e feminino) e o ouro invicto da equipe canadense masculina de curling, esporte que também viu a Suécia levar o bicampeonato no feminino, derrotando as canadenses em uma final emocionante, decidida na última jogada do End suplementar.

A equipe coreana levou pra casa 5 ouros na patinação de velocidade, e poderia ter levado 6, não fosse uma desclassificação (absurda, por sinal), no revezamento de 3000 m.

O letão Martin Dukurs (meu favorito, por sinal) levou a prata no Skeleton, ficando apenas 7 centésimos atrás do canadense Joe Montgomery, em um dos eventos mais emocionantes dos Jogos de Vancouver. Seu irmão Martins Dukurs ficou na quarta colocação.

A musa americana Lindsey Vonn levou 2 medalhas pra casa, 1 de ouro e 1 de bronze.

A lenda Apolo Ohno levou mais 3 medalhas pra sua coleção de agora 8 medalhas olímpicas, 1 prata e 2 bronzes.

A canadense Joannie Rochette levou o bronze na patinação artística apenas alguns dias após sua mãe falecer de um ataque cardíaco. Emocionada, a atleta foi a responsável por carregar a bandeira canadense na cerimônia de encerramento dos Jogos.

Pra encerrar, deixo a vocês uma frase que define muito bem o que foram os Jogos de Vancouver, dita por Kevan Gosper, membro australiano do COI:

“These games started out with a nightmare and ended up with a golden dream”.

Algo como “Estes jogos começaram como um pesadelo e se encerraram como um sonho dourado”.

Bem, é hora de dizer adeus a Vancouver. E eu vou sentir saudade.

Nos vemos em Sochi, cidade russa e próximo destino dos Jogos Olímpicos de Inverno.